Avançar para o conteúdo principal

Motor revolucionário queima hidrogénio e injeta água sem emissões poluentes



Adeus gasolina? Motor revolucionário de combustão de empresa europeia queima hidrogénio e injeta água sem emissões poluentes.


 As medidas ambientais mais apertadas na Europa têm promovido o desenvolvimento de alternativas de mobilidade para além do carro elétrico: nesta altura, o hidrogénio é a opção mais bem posicionada no setor automóvel. Nos últimos meses, têm surgido vários desenvolvimentos que utilizam o hidrogénio num motor de combustão interna como solução sem emissões poluentes.


A empresa austríaca AVL Racetech, que colabora com o mundo da Fórmula 1 e NASCAR, anunciou um motor turboalimentado a hidrogénio com excelente desempenho: este último é o mais notável porque até ao momento era muito difícil queimar hidrogénio com uma mistura rica o suficiente para oferecer um bom desempenho, indicou o jornal ‘El Español’. “A AVL Racetech está a banir esse preconceito”, revelou, em comunicado. “Nos últimos meses, o departamento de automobilismo da AVL desenvolveu um motor inovador a hidrogénio em colaboração com o laboratório húngaro HUMDA.”


O motor é um protótipo de motor turbo com 2.000 centímetros cúbicos de cilindrada, que pode atingir uma densidade de potência de 205 CV por litro: ou seja, uma potência total gerada de 410 CV, semelhante a qualquer motor de combustão a gasolina de competição.


O segredo do sucesso do AVL é um sistema “inteligente” de injeção de água, para moderar e melhorar a combustão nos cilindros do motor. Especificamente, a água é borrifada na admissão para “evitar a ignição prematura indesejada, que pode danificar o motor”.


Essa mudança garante que, na fase de combustão, todo o combustível seja queimado no tempo indicado, o que amplia a confiabilidade do propelente. “A relação ar-combustível é 1”, revelou a empresa, ou seja, uma combustão estequiométrica, que utiliza a quantidade certa de oxigénio para ser realizada e assim tornar-se um processo mais eficiente.


Em termos de especificações técnicas, os 410 CV alcançados no banco de testes são atingidos às 6.500 rotações por minuto, enquanto o torque máximo de 500 Nm é alcançado entre 3.000 e 4.000 rotações – número superiores aos que haviam estimado quando apresentaram o projeto no ano passado.


“No final de 2022, anunciámos pela primeira vez que trabalharíamos num motor de corrida de 2 litros movido a hidrogénio com combustão estequiométrica e injeção de água”, referiu Paul Kapus, chefe de desenvolvimento de motores de ignição da AVL.


“Os resultados obtidos pelo nosso motor de corrida a hidrogénio confirmam que podemos oferecer um pacote extremamente competitivo com esta tecnologia”, indicou Ellen Lohr, diretora de desportos motorizados da AVL. “O objetivo da AVL Racetech é levar o automobilismo a um futuro sustentável.”


Do outro lado do Oceano Atlântico, a Toyota registou uma patente nos Estados Unidos para um motor de combustão que incorpora um novo sistema de refrigeração. Propõe a utilização de válvulas de injeção de água para arrefecer as altas temperaturas geradas pelo hidrogénio durante a sua combustão.


O projeto conta com um par dessas válvulas em cada cilindro para introduzir o elemento líquido como refrigerante nos diferentes orifícios de admissão.


Para garantir um controlo preciso deste sistema de refrigeração, a Unidade de Controlo Eletrónico (ECU) será responsável pela gestão de todos os parâmetros do motor: os dados dos sensores para controlar a combustão, o combustível, as rotações e as emissões. Este cérebro digital será responsável por monitorizar o estado de funcionamento do veículo em todos os momentos e assim determinar a quantidade de água que deve ser injetada no motor a cada momento.


Adeus gasolina? Motor revolucionário de combustão de empresa europeia queima hidrogénio e injeta água sem emissões poluentes – Executive Digest (sapo.pt)


Comentários

Notícias mais vistas:

Vem aí um Super El Niño histórico em 2026: o que significa para Portugal

  Se tens acompanhado as notícias sobre o clima, já percebeste que a meteorologia de 2026 promete ser muito complicada. Efetivamente, os especialistas do portal  lusometeo.com  alertam que a formação de um Super El Niño em 2026 é agora uma certeza absoluta e os modelos matemáticos mostram dados extremos. Por isso, preparamo-nos para enfrentar o episódio mais violento do último século. O oceano Pacífico Equatorial Leste pode registar um aumento assustador de três graus centígrados acima da média, criando uma bomba-relógio atmosférica. Super El Niño histórico em 2026: afinal, como é que isto afeta o nosso país? Antes de mais, existe um mito muito comum que precisa de ser desfeito imediatamente. Como explica claramente a equipa do portal lusometeo.com, este fenómeno não tem uma ligação direta com o estado do tempo diário em Portugal. Neste sentido, não vais sentir um impacto meteorológico automático no teu quintal só porque o Pacífico aqueceu. Contudo, isto não significa de ...

Constância e Caima

  Fomos visitar Luís Vaz de Camões a Constância, ver a foz do Zêzere, e descobrimos que do outro lado do arvoredo estava escondida a Caima, Indústria de Celulose. https://www.youtube.com/watch?v=w4L07iwnI0M&list=PL7htBtEOa_bqy09z5TK-EW_D447F0qH1L&index=16

Supercarregadores portugueses surpreendem mercado com 600 kW e mais tecnologia

 Uma jovem empresa portuguesa surpreendeu o mercado mundial de carregadores rápidos para veículos eléctricos. De uma assentada, oferece potência nunca vista, até 600 kW, e tecnologias inovadoras. O nome i-charging pode não dizer nada a muita gente, mas no mundo dos carregadores rápidos para veículos eléctricos, esta jovem empresa portuguesa é a nova referência do sector. Nasceu somente em 2019, mas isso não a impede de já ter lançado no mercado em Março uma gama completa de sistemas de recarga para veículos eléctricos em corrente alterna (AC), de baixa potência, e de ter apresentado agora uma família de carregadores em corrente contínua (DC) para carga rápida com as potências mais elevadas do mercado. Há cerca de 20 fabricantes na Europa de carregadores rápidos, pelo que a estratégia para nos impormos passou por oferecermos um produto disruptivo e que se diferenciasse dos restantes, não pelo preço, mas pelo conteúdo”, explicou ao Observador Pedro Moreira da Silva, CEO da i-charging...