Avançar para o conteúdo principal

DBRS: Fim de novos vistos gold deverá ter "impacto limitado" no mercado residencial


© Gerardo Santos / Global Imagens


 Analistas registam que pode ter um impacto mais localizado nas regiões de Lisboa e Algarve, este último um destino turístico com procura elevada.


O fim de novas emissões de vistos gold deverá ter um "impacto limitado" no mercado residencial, segundo uma análise da DBRS divulgada esta quinta-feira, sustentando que não era um elemento decisivo para as transações.


"O fim das concessões de novos vistos gold conclui um programa que foi desenvolvido num período de dificuldades para o país. A decisão deve ter um impacto limitado no mercado residencial, uma vez que não era uma força motriz decisiva em termos de transações, quer em termos de volume, quer em termos de valor para o país como um todo", refere a DBRS na análise.


Ainda assim, os analistas registam que pode ter um impacto mais localizado nas regiões de Lisboa e Algarve, este último um destino turístico com procura elevada.


Por outro lado, a DBRS assinala que há fatores "mais relevantes para explicar a recente tendência" do aumento dos preços da habitação em Portugal, nomeadamente a escassez de habitação nova, o interesse estrangeiro e a recuperação económica.


Sobre os acordos de securitização de hipotecas residenciais [RMBS], salvaguarda, no entanto, que a haver uma redução do investimento no mercado residencial, "os preços poderão ser afetados a médio prazo".


"Há outros fatores mais importantes que terão repercussões diretas para os portefólios RMBS com colaterais portugueses, em especial dadas as rápidas subidas das taxas de juro, que têm uma transmissão quase instantânea nos empréstimos pagos pelos mutuários, bem como a crise do custo de vida, que está a afetar os rendimentos dos mutuários face à sua dívida", acrescenta.


DBRS: Fim de novos vistos gold deverá ter ″impacto limitado″ no mercado residencial (dinheirovivo.pt)


Comentários

Notícias mais vistas:

Rússia está a receber "enorme quantidade" de pedidos de energia

A Rússia está a receber "uma enorme quantidade de solicitações" para o fornecimento de energia devido à crise provocada pela guerra israelo-americana contra o Irão, anunciou hoje a presidência russa (Kremlin). Irão: Rússia está a receber "enorme quantidade" de pedidos de energia "Agora que o mundo se encontra imerso numa grave crise económica e energética, cuja magnitude aumenta dia após dia (...), recebemos inúmeras solicitações para adquirir os nossos recursos energéticos de destinos alternativos", afirmou o porta-voz do Kremlin.   Dmitri Peskov disse que aos contactos já conhecidos com a Sérvia e a Hungria se juntaram outros pedidos alternativos para o fornecimento de energia, que não especificou, segundo a agência de notícias espanhola Europa Press (EP). O porta-voz do Presidente Vladimir Putin explicou em conferência de imprensa que Moscovo estava a negociar o fornecimento de hidrocarbonetos para "ajustar o melhor possível" os interesses nac...

Forças da NATO não conseguiram detetar drones ucranianos em exercício militar em Portugal

    Drone Magura V7 da Inteligência Militar da Ucrânia, equipada com mísseis terra-ar, encontra-se num local não revelado na Ucrânia, no sábado, dia 6 de dezembro de 2025.  -    Direitos de autor    AP Photo Direitos de autor AP Photo O exercício experimental militar REPMUS25 aconteceu ao largo da costa portuguesa, no distrito de Setúbal, e pôs a nu algumas fragilidades das forças navais da NATO. Em cenário de guerra drones ucranianos teriam afundado uma fragata. O exercício experimental  REPMUS 25,  em paralelo com o exercício DYMS da NATO e considerado o maior a nível mundial no que diz respeito a sistemas não tripulados em âmbito marítimo, realizou-se entre Tróia e Sesimbra, no distrito de Setúbal, em setembro de 2025. PUBLICIDADE PUBLICIDADE No local estiveram duas equipas opositoras: a força RED ("força inimiga") liderada por militares da Ucrânia, que participou pela primeira vez, e por militares americanos, britânicos e espanhóis; ...

Dormir numa bagageira

José Soeiro  O aparato da tecnologia avançada organiza as mais indignas regressões sociais. Radical é uma bagageira ser o quarto de um trabalhador De visita a Lisboa, John chamou um Uber mal chegou ao aeroporto. O carro veio buscá-lo, conta-nos a última edição do Expresso, mas o motorista resistiu a pôr as malas do turista na bagageira. Insistência de um lado e renitência do outro, houve uma altercação, até que a PSP interveio e exigiu que o motorista abrisse a bagageira do carro. Dentro dela, estava um homem - um outro motorista, que faz daquela bagageira o seu quarto, recanto possível para repousar o corpo. Segundo o jornal, não é caso único. A situação é comum entre os migrantes do Indostão a trabalhar para a Uber. Eis a condição extrema dos trabalhadores da gig economy num país europeu do século XXI. Lisboa, paraíso dos nómadas digitais, capital da Web Summit, viveiro de “unicórnios”, sede do centro tecnológico europeu da Uber, “modelo de ouro” das plataformas: cidade sem teto ...