Avançar para o conteúdo principal

Julian Assange pode vir a ser extraditado para os Estados Unidos da América e condenado a 5 anos de prisão


Julian Assange gesticula para os órgãos de comunicação social, enquanto é levado num veículo das autoridades inglesas

O mentor da WikiLeaks receberá assistência jurídica da Austrália, por ser cidadão do país, embora o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, afirme que não lhe será dado «tratamento especial»

Após ter sido ouvido por um juiz inglês, Julian Assange arrisca-se a enfrentar uma pena de doze meses de prisão no Reino Unido e terá uma segunda sessão por vídeoconferência com a justiça americana, para responder às acusações de alegadamente ter infiltrado os sistemas do Pentágono e divulgado informação confidencial na WikiLeaks. Caso seja extraditado para os Estados Unidos da América pode cumprir uma pena de cinco anos prisão.

O mentor da WikiLeaks receberá assistência consular da Austrália esta sexta-feira, por ser cidadão do país, embora o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, afirme que não lhe será dado «tratamento especial», avança o The Guardian.

A detenção aconteceu um dia após a WikiLeaks ter acusado o governo do Equador de encabeçar uma «operação de espionagem de larga escala» contra Assange. A plataforma afirma que durante o ano passado Assanje foi filmado em várias ocasiões quando recebia visitas dentro da embaixada, a mando do governo equatoriano.

Segundo o The Guardian, Theresa May sublinha que esta detenção «serve de exemplo para mostrar que no Reino Unido, ninguém se encontra acima da lei» e que o governo inglês estava ciente das intenções do Equador em revogar o estatuto de exílio de Assange. Nomeadamente, Lenin Moreno, presidente do Equador, afirmou que a decisão foi tomada tendo por base que Assange «violou regularmente os protocolos de funcionamento e bem-estar da embaixada equatoriana».

Figuras políticas como Jeremy Corbyn vieram já pronunciar-se nas redes sociais, apelando ao governo inglês que não extradite Julian Assange para os Estados Unidos.

http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/mercados/2019-04-12-Julian-Assange-pode-vir-a-ser-extraditado-para-os-Estados-Unidos-da-America-e-condenado-a-5-anos-de-prisao

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Técnico acolhe novo data center da ULisboa

Técnico acolhe novo data center da ULisboa integrado numa das “maiores infraestruturas digitais do Ensino Superior português” Campus Oeiras do Técnico será um dos dois polos da nova infraestrutura digital da Universidade de Lisboa, destinada a apoiar investigação, inovação e colaboração com empresas.  O Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, vai acolher um novo data center no Campus Oeiras, integrado num investimento superior a 20 milhões de euros da Universidade de Lisboa (ULisboa) para a criação de uma das “maiores infraestruturas digitais do Ensino Superior português”. Financiado pelo Programa Regional Lisboa 2030, o projeto visa dotar a Universidade de recursos avançados de computação e Inteligência Artificial, reforçando a capacidade de resposta às “crescentes exigências da investigação, da inovação e da colaboração com empresas”. A nova infraestrutura permitirá aumentar os recursos de processamento e armazenamento de dados científicos, criando melhores condições ...

Lisboa vai acolher novo centro de cibersegurança da Vodafone

Luís Lopes, CEO da Vodafone Portugal. Foto: Pedro Catarino A empresa vai contratar 40 especialistas em várias vertentes de cibersegurança para o centro de Lisboa. Esta instalação vai estar em constante comunicação com os "hubs" espalhados pelo mundo, nomeadamente Reino Unido e Índia.  A Vodafone escolheu a capital portuguesa para instalar o mais recente centro de cibersegurança. Lisboa, onde a empresa tem a sede em território nacional, vai receber o novo Global Cyber Centre, apoiando toda a evolução que se tem sentido no setor.  O objetivo deste centro estratégico, de acordo com comunicado da operadora de telecomunicações, é reforçar a segurança e resiliência das operações, redes e sistemas de todo o grupo.  A empresa não adiantou valores de investimento deste centro, apontando tratar-se de uma aposta a longo prazo por parte do grupo e que "reforça o papel de Portugal como polo de talento e inovação na área da cibersegurança". Este centro de cibersegurança vai empre...