Avançar para o conteúdo principal

Governo compra mais cinco terrenos à CML por 4,7 ME para construir novo hospital de Lisboa



Hospital Lisboa Oriental vai substituir seis unidades de saúde, nomeadamente os hospitais de São José, Santa Marta, Capuchos, D. Estefânia e Curry Cabral, bem como a Maternidade Alfredo da Costa Rui Gaudêncio


O Governo autorizou a compra de cinco parcelas de terreno em Marvila à Câmara Municipal de Lisboa por mais de 4,7 milhões de euros para a construção do novo Hospital de Lisboa Oriental, segundo um despacho publicado esta sexta-feira.


 As cinco parcelas, num total de 28 mil metros quadrados, juntam-se a outras 13 adquiridas para o mesmo efeito em 2010, com uma área superior a 100 mil metros quadrados por 13 milhões de euros.


De acordo com o diploma publicado em Diário da República, assinado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, o executivo aprovou a compra à autarquia de cinco parcelas de terreno na freguesia de Marvila - e cuja venda ao Ministério da Saúde tinha sido aprovada em 2017 - por um valor de 4.778.480 euros, referindo que "o valor da aquisição das parcelas de terreno identificadas no número anterior é o que resulta da avaliação efectuada pela Estamo - Participações Imobiliárias, S.A.".


As cinco parcelas de terreno, que totalizam uma área de 28.000 metros quadrados, juntam-se a outras 13 já adquiridas para o mesmo efeito em 2010, com uma área superior a 100.000 metros quadrados, com um custo superior a 13 milhões de euros, depois de se verificar que "o terreno não era suficiente para implementar o futuro Hospital".


O despacho determina ainda que o custo de aquisição "seja suportado por verbas inscritas ou a inscrever no Capítulo 60 - "Despesas excepcionais" gerido pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, a transferir para a entidade que venha a celebrar o contrato em representação do Estado".


O diploma aprova ainda a minuta de contrato e define que tem que ser "submetida a fiscalização prévia do Tribunal de Contas".


Em Maio, o Tribunal de Contas (TdC) deu "luz verde" ao novo Hospital Lisboa Oriental, que vai substituir seis unidades de saúde da capital.


O contrato do novo hospital de Lisboa, ganho em Fevereiro pela Mota-Engil, tem um investimento previsto de 380 milhões de euros nos próximos três anos.


Em comunicado enviado então à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), "após a verificação de todas as condições precedentes, nomeadamente as referentes ao financiamento deste importante projecto para o país e para a região de Lisboa" a Mota-Engil confirmou "a assinatura do contrato de gestão do complexo hospitalar do Hospital de Lisboa Oriental em regime de parceria público-privada", pelo consórcio participado por várias empresas do grupo.


A produção de efeitos estava apenas dependente do visto do TdC.


De acordo com a construtora, em causa estão "actividades de concepção, projecto, construção, financiamento, conservação, manutenção e exploração do complexo hospitalar".


Segundo informação disponível na página do Ministério da Saúde, o novo hospital, que vai ser construído na freguesia de Marvila, terá uma capacidade de internamento entre 870 e 1.300 camas.


Em causa estão mais de 180.000 metros quadrados (m2) de construção, divididos por três edifícios.


O Hospital Lisboa Oriental vai substituir seis unidades de saúde, nomeadamente os hospitais de São José, Santa Marta, Capuchos, D. Estefânia e Curry Cabral, bem como a Maternidade Alfredo da Costa.


Governo compra cinco terrenos à CML para construir novo hospital de Lisboa | Saúde | PÚBLICO (publico.pt)


Comentários

Notícias mais vistas:

Esta cidade tem casas à venda por 12.000 euros, procura empreendedores e dá cheques bebé de 1.000 euros. Melhor, fica a duas horas de Portugal

 Herreruela de Oropesa, uma pequena cidade em Espanha, a apenas duas horas de carro da fronteira com Portugal, está à procura de novos moradores para impulsionar sua economia e mercado de trabalho. Com apenas 317 habitantes, a cidade está inscrita no Projeto Holapueblo, uma iniciativa promovida pela Ikea, Redeia e AlmaNatura, que visa incentivar a chegada de novos residentes por meio do empreendedorismo. Para atrair interessados, a autarquia local oferece benefícios como arrendamento acessível, com valores médios entre 200 e 300 euros por mês. Além disso, a aquisição de imóveis na região varia entre 12.000 e 40.000 euros. Novas famílias podem beneficiar de incentivos financeiros, como um cheque bebé de 1.000 euros para cada novo nascimento e um vale-creche que cobre os custos da educação infantil. Além das vantagens para famílias, Herreruela de Oropesa promove incentivos fiscais para novos moradores, incluindo descontos no Imposto Predial e Territorial Urbano (IBI) e benefícios par...

"A NATO morreu porque não há vínculo transatlântico"

 O general Luís Valença Pinto considera que “neste momento a NATO morreu” uma vez que “não há vínculo transatlântico” entre a atual administração norte-americana de Donald Trump e as nações europeias, que devem fazer “um planeamento de Defesa”. “Na minha opinião, neste momento, a menos que as coisas mudem drasticamente, a NATO morreu, porque não há vínculo transatlântico. Como é que há vínculo transatlântico com uma pessoa que diz as coisas que o senhor Trump diz? Que o senhor Vance veio aqui à Europa dizer? O que o secretário da Defesa veio aqui à Europa dizer? Não há”, defendeu o general Valença Pinto. Em declarações à agência Lusa, o antigo chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, entre 2006 e 2011, considerou que, atualmente, ninguém “pode assumir como tranquilo” que o artigo 5.º do Tratado do Atlântico Norte – que estabelece que um ataque contra um dos países-membros da NATO é um ataque contra todos - “está lá para ser acionado”. Este é um dos dois artigos que o gener...

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...