Avançar para o conteúdo principal

China desenvolve arma para mover objetos à distância



A Force, numa clara evocação do universo Star Wars, é uma invenção chinesa que permite mover objetos à distância, sem qualquer contacto físico. Nesta fase, os cientistas que a criaram descrevem que pode ser usada para recuperar satélites em órbita ou para desviar objetos em rota de colisão, mas já se percebe que o mesmo princípio pode ser usado para criar uma arma.

Os investigadores tiram partido da manipulação de forças magnéticas para conseguir depois deslocar objetos. A equipa alega ter conseguido mover objetos a até um quilómetro de distância e que consegue entrar em ação minutos depois de ter sido ligada. A equipa revela ainda que conseguiu também puxar objetos na sua direção com este aparelho.

Zhang Yuanwen, investigador do projeto, afirma que “o design e a verificação experimental de um protótipo estão a ser realizados”. O componente principal é uma arma magnetizada coaxial que produz ondas de gás de elevada energia, quentes e cheias de eletrões, faz disparos sob a forma de anéis de plasma com partículas carregadas (com iões e eletrões) que são livres de se movimentar em resposta a campos magnéticos e elétricos. A descarga do anel cria um campo magnético que induz corrente no plasma e que, por sua vez, gera um campo magnético que se opõe ao campo magnético inicial, detalha o Interesting Engineering. O processo continua até as linhas do campo magnético se ‘congelarem’ no plasma e fazem com que a força seja projetada para longe.

A equipa revela que podem ser disparados oito anéis de plasma por segundo, a uma velocidade de dez mil metros por segundo, ou seja, 30 vezes mais rápido que a velocidade do som.

Por não ser necessário o contacto físico, este tipo de soluções pode ser mais indicado para movimentar objetos no espaço e reduzir o risco de acidentes ou colisões, por exemplo, com braços robóticos ou outros aparelhos manuais.

Esta equipa não tem qualquer ligação com organizações de defesa na China, mas o princípio da invenção é interessante o suficiente para fazer atrair outras entidades que queiram criar armas com estas capacidades. 


Exame Informática | China desenvolve arma para mover objetos à distância (visao.pt)


Comentários

Notícias mais vistas:

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Os professores

 As últimas semanas têm sido agitadas nas escolas do ensino público, fruto das diversas greves desencadeadas por uma percentagem bastante elevada da classe de docentes. Várias têm sido as causas da contestação, nomeadamente o congelamento do tempo de serviço, o sistema de quotas para progressão na carreira e a baixa remuneração, mas há uma que é particularmente grave e sintomática da descredibilização do ensino pelo qual o Estado é o primeiro responsável, e que tem a ver com a gradual falta de autoridade dos professores. A minha geração cresceu a ter no professor uma referência, respeitando-o e temendo-o, consciente de que os nossos deslizes, tanto ao nível do estudo como do comportamento, teriam consequências bem gravosas na nossa progressão nos anos escolares. Hoje, os alunos, numa maioria demasiado considerável, não evidenciam qualquer tipo de respeito e deferência pelo seu professor e não acatam a sua autoridade, enfrentando-o sem nenhum receio. Esta realidade é uma das princip...

ADSE muda regras dos óculos: reembolso passa a ter limite anual de 180 euros

 A ADSE vai alterar as regras de reembolso dos óculos, introduzindo um teto anual de 180 euros no regime livre, mantendo a comparticipação de 80%. Deixa assim de haver limites quanto ao número de armações e lentes, que até agora eram definidos por períodos de três anos. As mudanças abrangem também exames e cirurgias, com revisão da tabela de preços da radiologia e da gastroenterologia e inclusão de novos atos, sobretudo TAC e ressonâncias magnéticas, permitindo acesso a técnicas mais avançadas sem aumento dos encargos para os beneficiários, segundo avançou o ECO. As alterações terão um impacto orçamental estimado em 15,4 milhões de euros por ano para a ADSE, sistema de proteção na doença da função pública. A revisão das tabelas de preços abrange cerca de 200 atos médicos e inclui mais de uma centena de novos códigos, sobretudo na área da radiologia, com o objetivo de atualizar os valores de referência e alargar o acesso a cuidados mais diferenciados. ADSE muda regras dos óculos: re...