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TAP: Portugal paga o mérito com despedimento vexatório


Christine Ourmieres-Widener deixa a TAP no final do mês, após ter sido despedida por justa causa pelo governo.  © Patrícia de Melo MOREIRA/AFP


O próprio governo reconhece o excelente trabalho da CEO da TAP, que conseguiu antecipar em 2 anos os objectivos traçados e a recompensa foi um despedimento vexativo "com justa causa" e sem qualquer indemnização.


Assim podemos ver que neste país socialista é justa causa para despedimento sem qualquer indemnização uma pessoa salvar centenas ou milhares de empregos.


TAP regista lucros de 65,6 milhões de euros em 2022

 Companhia antecipou em dois anos as metas definidas por Bruxelas colocando as contas a verde no ano passado. Receitas atingiram recorde de 3,5 mil milhões de euros.


Depois de ter apresentado o pior resultado de sempre em 2021, com um prejuízo histórico de 1.599,1 milhões de euros, a TAP conseguiu colocar as contas no verde um ano depois. A transportadora aérea reportou lucros de 65,6 milhões de euros em 2022, uma melhoria de 1 664,7 milhões de euros em relação ao ano anterior, informou esta terça-feira, 21, a transportadora aérea em comunicado. Esta é a primeira vez em cinco anos que as contas da companhia são positivas -os últimos lucros datam de 2017.


A TAP antecipou, desta forma, em dois anos as metas definidas no plano de reestruturação da Comissão Europeia, que previa que a empresa pública só regressasse aos lucros em 2025, apontando um prejuízo de 54 milhões de euros para 2022.


"Durante o quarto trimestre de 2022 a TAP foi capaz de gerar as receitas trimestrais mais elevadas da sua história e uma rentabilidade recorde, apesar dos contínuos desafios operacionais. Durante o primeiro ano completo do Plano de Reestruturação, a TAP gerou um lucro operacional que é um recorde histórico para a empresa. A TAP gerou também um lucro líquido positivo muito forte, tendo em conta o seu nível de alavancagem", sublinha a CEO, Christine Ourimières Widener, que deixará o cargo já no final do mês.


O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) recorrente foi positivo no acumulado do ano, totalizando 777,7 milhões de euros, que comparam com os -899 milhões de euros registados em 2021.


Também o resultado operacional, medido pelo EBIT, foi positivo, com 288,2 milhões de euros (-478 milhões de euros em 2021). Já as receitas da companhia melhoraram 151% face a 2021, totalizando um resultado histórico de 3.485 milhões de euros. A maior fatia diz respeito às receitas dos passageiros, que subiram 187,9%, para 3.072,4 milhões de euros. Contas feitas, no ano passado a TAP transportou mais clientes, totalizando 13,8 milhões de passageiros (+136,1%), atingindo 81% dos níveis de 2019.


"O número de voos operados também aumentou significativamente em 74,9% o ano passado, atingindo 79% dos níveis pré-crise",acrescenta a empresa.


Custos operacionais disparam à boleia dos preços do combustível

Olhando para a fatura dos custos da companhia, as despesas com combustível triplicaram, atingindo 1 096,7 milhões de euros, representando um aumento homólogo de 756,2 milhões de euros. "Apesar de levar a um efeito positivo de 85,5 milhões de euros, o hedging só reduziu marginalmente o efeito do aumento dos preços do combustível, que só por si contribuiu com 458,4 milhões de euros para o aumento dos custos com combustível", justifica a transportadora. A companhia adianta ainda que pretende gastar perto de mil milhões de euros em combustível em 2023.


Os custos operacionais com tráfego pesaram mais 87,8% nas contas da empresa bem como os gastos com materiais consumidos (+237%) e com a manutenção de aeronaves (+72,1%). Já as despesas com pessoal foram as que menos pesaram na fatura da TAP, tendo apenas subido 11,6%


Estes são os últimos resultados apresentados com a assinatura de Christine Ourimières Widener. A gestora francesa está de saída da TAP, ao fim de ano e meio, depois de Fernando Medina ter anunciado o seu despedimento por justa causa, em conjunto com o chairman da empresa, Manuel Beja, no seguimento da indemnização paga a Alexandra Reis. Em abril, Luís Rodrigues, que liderava a SATA até agora, irá assumir a gestão da empresa pública.


TAP regista lucros de 65,6 milhões de euros em 2022 (dinheirovivo.pt)


Comentário do Wilson:

O próprio governo reconhece o excelente trabalho da CEO da TAP, que conseguiu antecipar em 2 anos os objectivos traçados e a recompensa foi um despedimento vexativo "com justa causa" e sem qualquer indemnização.


Assim podemos ver que neste país socialista é justa causa para despedimento sem qualquer indemnização uma pessoa salvar centenas ou milhares de empregos.


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