Avançar para o conteúdo principal

Rita Marques vai rejeitar convite de empresa do setor que tutelava


Rita Marques, Ex-secretária de Estado do Turismo. © Carlos Vidigal Jr. / Global Imagens


Ex-secretária de Estado do Turismo rejeitou convite para exercer funções de administração no grupo The Fladgate Partnership, que detém o World of Wine.


A ex-secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, já não vai, afinal, passar a exercer funções numa empresa do setor que tutelou, anunciou a própria no Linkedin.


RELACIONADOS

Mais uma demissão no gabinete do PM: assessor de Costa condenado em processo


"Nos últimos dias, o meu nome surgiu envolto num elevado fluxo noticioso que não se coaduna com os valores que defendo. Considerando que a minha carreira profissional tem sido sempre pautada pela competência, pelo rigor, por estritos princípios e valores éticos, e pelo cumprimento incondicional da lei, entendo que não tenho condições de aceitar, nesta altura, o convite que me foi dirigido, e que previa que eu iniciasse funções a 16 de janeiro", escreveu naquela rede social.


A ex-governante tinha em mãos um convite para exercer funções de administração no grupo The Fladgate Partnership, com a responsabilidade pela divisão de hotelaria e turismo, na qual se incluiu o WoW - World of Wine, o quarteirão cultural de Vila Nova de Gaia, projeto a que atribuiu, por despacho assinado a 21 de janeiro de 2022, o estatuto de utilidade turística definitiva até ao final de 2025. As notícias avançadas aquando do anúncio da sua contratação davam conta de que o projeto beneficiara de benefícios fiscais de 266 mil euros, em sede de IMI, obtidos em 2020 e 2021. O despacho isentava, ainda, o projeto do pagamento das taxas à Inspeção-Geral das Atividades Culturais, entre outros apoios recebidos.


Rita Marques considera, porém, que firmou "a convicção de que nenhum obstáculo se colocava à assunção daquelas funções" após uma "análise do regime jurídico de incompatibilidades e impedimentos dos titulares de cargos políticos e altos cargos públicos".


"Não tive, no desempenho das minhas funções, qualquer papel na atribuição de incentivos financeiros ou sistemas de incentivos e benefícios fiscais de natureza contratual a esta Sociedade; e não tive qualquer intervenção direta em matéria da qual tenha resultado um benefício concreto para aquela Sociedade, já que, como é público, limitei-me a confirmar a utilidade turística a um empreendimento turístico que goza de estatuto de "Projeto de Interesse Nacional - PIN" e cuja utilidade turística tinha sido conferida antes de eu iniciar funções de Secretária de Estado", acrescentou.


Rita Marques vai rejeitar convite de empresa do setor que tutelava (dinheirovivo.pt)


Comentários

Notícias mais vistas:

Vem aí um Super El Niño histórico em 2026: o que significa para Portugal

  Se tens acompanhado as notícias sobre o clima, já percebeste que a meteorologia de 2026 promete ser muito complicada. Efetivamente, os especialistas do portal  lusometeo.com  alertam que a formação de um Super El Niño em 2026 é agora uma certeza absoluta e os modelos matemáticos mostram dados extremos. Por isso, preparamo-nos para enfrentar o episódio mais violento do último século. O oceano Pacífico Equatorial Leste pode registar um aumento assustador de três graus centígrados acima da média, criando uma bomba-relógio atmosférica. Super El Niño histórico em 2026: afinal, como é que isto afeta o nosso país? Antes de mais, existe um mito muito comum que precisa de ser desfeito imediatamente. Como explica claramente a equipa do portal lusometeo.com, este fenómeno não tem uma ligação direta com o estado do tempo diário em Portugal. Neste sentido, não vais sentir um impacto meteorológico automático no teu quintal só porque o Pacífico aqueceu. Contudo, isto não significa de ...

Constância e Caima

  Fomos visitar Luís Vaz de Camões a Constância, ver a foz do Zêzere, e descobrimos que do outro lado do arvoredo estava escondida a Caima, Indústria de Celulose. https://www.youtube.com/watch?v=w4L07iwnI0M&list=PL7htBtEOa_bqy09z5TK-EW_D447F0qH1L&index=16

Supercarregadores portugueses surpreendem mercado com 600 kW e mais tecnologia

 Uma jovem empresa portuguesa surpreendeu o mercado mundial de carregadores rápidos para veículos eléctricos. De uma assentada, oferece potência nunca vista, até 600 kW, e tecnologias inovadoras. O nome i-charging pode não dizer nada a muita gente, mas no mundo dos carregadores rápidos para veículos eléctricos, esta jovem empresa portuguesa é a nova referência do sector. Nasceu somente em 2019, mas isso não a impede de já ter lançado no mercado em Março uma gama completa de sistemas de recarga para veículos eléctricos em corrente alterna (AC), de baixa potência, e de ter apresentado agora uma família de carregadores em corrente contínua (DC) para carga rápida com as potências mais elevadas do mercado. Há cerca de 20 fabricantes na Europa de carregadores rápidos, pelo que a estratégia para nos impormos passou por oferecermos um produto disruptivo e que se diferenciasse dos restantes, não pelo preço, mas pelo conteúdo”, explicou ao Observador Pedro Moreira da Silva, CEO da i-charging...