Avançar para o conteúdo principal

Jamila Madeira ganhou 11 mil euros/mês como deputada do PS e consultora violando a lei



 A vice-presidente da bancada parlamentar do PS, Jamila Madeira, ganhou cerca de 11 mil euros por mês, durante 9 meses, acumulando, de forma indevida, as funções de deputada e de consultora da REN Serviços. A Comissão de Transparência, liderada pela socialista Alexandra Leitão, demorou cinco meses a avaliar o caso.


Jamila Madeira deixou as funções de consultora que exercia na empresa REN Serviços, para se dedicar em exclusivo ao cargo de deputada na Assembleia da República (AR), a 1 de Janeiro deste ano.


Durante nove meses, a ex-secretária de Estado-Adjunta da Saúde, acumulou indevidamente os salários enquanto deputada e consultora da REN Serviços, como avança o Correio da Manhã (CM).


Entre Abril e Dezembro de 2022, ganhou cerca de 7500 euros brutos por mês na empresa pública e um pouco mais de 3500 euros brutos por mês na AR, nota o jornal.


O valor de cerca de 11 mil euros mensais foi recebido indevidamente, como concluiu a Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados, presidida pela ex-ministra Alexandra Leitão, a 21 de Dezembro de 2022, segundo a mesma fonte.


Esse parecer surgiu depois de a própria Jamila Madeira ter pedido à Comissão, a 28 de Julho de 2022, para avaliar se havia impedimento na acumulação de funções.


Em declarações citadas pelo CM, Jamila Madeira explica que o seu pedido foi “no sentido de reiterar o que já anteriormente me tinha sido dito pela mesma comissão, ou seja, a não existência de qualquer conflito” de interesses.


Mas, cinco meses depois do pedido de avaliação, a Comissão acabou por concluir em sentido contrário ao da deputada, frisando que “existe um impedimento no exercício cumulativo” das duas funções, cita ainda o CM.


Contudo, no entendimento de Jamila Madeira, não houve conflito de interesses no âmbito da acumulação das duas funções, uma vez que a REN Serviços “não é concessionária de serviços públicos, como previsto no artigo 21, n.º 6 alínea h), do Estatuto dos Deputados”, nota.


“As funções, projectos e tarefas que exerço na REN, Serviços, SA não são susceptíveis de gerar qualquer conflito de interesses e, por isso, de nenhuma forma configura a natureza do impedimento que está subjacente nas normas relativas ao estatuto dos membros do Parlamento“, alega ainda a deputada no pedido de parecer entregue na Comissão de Transparência.


Além disso, Jamila Madeira assegura que “em abono do princípio da transparência no exercício de cargos políticos e públicos, a actividade consta do registo de interesses” que entregou na AR.


Jamila Madeira ganhou 11 mil euros/mês indevidos - ZAP Notícias (aeiou.pt)


Comentários

Notícias mais vistas:

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Defender a escola pública

 1. Escrevo sobre o conflito que envolve os professores preocupada, em primeiro lugar, com o efeito que este está a ter na degradação da escola pública, na imagem e na confiança dos pais no sistema educativo, nos danos que estão a ser causados a milhares de alunos cujas famílias não têm condições para lhes proporcionar explicações ou frequência de colégios privados. Parece-me importante que, nas negociações entre Governo e sindicatos, esta dimensão do problema seja equacionada. Escrevo, em segundo lugar, porque espero poder dar um contributo para a compreensão e boa resolução do conflito, apesar de todo o ruído e falta de capacidade para ouvir. 2. Nos anos pré-pandemia, eram muitos os sinais das dificuldades das escolas em prestar um serviço de qualidade. A existência de milhares de alunos sem professor, em várias disciplinas e em vários pontos do país, gerou um clamor sobre a falta de docentes e a fraca atratividade da carreira. Porém, o problema da falta de professores nas escola...