Avançar para o conteúdo principal

Governo faz proposta, professores reagem: "A vinculação com três contratos já existe"



O governo propôs que os docentes fiquem vinculados às escolas ao fim de três contratos.

Trata-se de uma proposta ridícula porque essa Lei já existe por imposição de Bruxelas.

Não passa de atirar areia para os olhos dos portugueses a fingir que se quer chegar a um acordo.

O Governo ou não é sério ou é incompetente por não conhecer as Leis que já existem.

Trata-se de uma imposição de Bruxelas que o governo não tem cumprido porque criou regras tão restritivas que fazem com que um professor que não fique colocado no primeiro dia de cada um desses 3 anos perde o direito a ser vinculado ou um professor que comece o ano com horário incompleto, mesmo que por apenas uma hora, em qualquer um desses 3 anos, também fica impedido de se vincular.

Na prática a Lei, tal como foi regulamentada em Portugal, não impede a precariedade dos professores e quase nada mudou.

Trata-se de falsas promessas, tal como a progressão nas carreiras, que depende duma classificação mas mesmo que a classificação seja "Excelente" não vale de nada por causa de um mecanismo opaco a que chamam de quotas.

Já para não falar dos mais de 6 anos de serviço que nunca foram repostos mas cuja gravidade parece diminuir à luz de toda a degradação que aconteceu nos últimos anos onde os professores já não tem tempo de fazer o que deviam fazer: preparar aulas e corrigir testes e exercícios pois passam todo o tempo com burocracias e reuniões desnecessárias.

Um professor de qualidade trabalha mais de 60 horas por semana, tem licenciatura, mestrado e várias pós-graduações e só levam para casa pouco mais de mil euros!

Se estiverem deslocados dependem da ajuda da família para pagar alojamento e transporte.


Por CNN Portugal e Wilson Ferreira Antunes:

Governo faz proposta, professores reagem: "A vinculação com três contratos já existe" - CNN Portugal (iol.pt)






Comentários

Notícias mais vistas:

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Defender a escola pública

 1. Escrevo sobre o conflito que envolve os professores preocupada, em primeiro lugar, com o efeito que este está a ter na degradação da escola pública, na imagem e na confiança dos pais no sistema educativo, nos danos que estão a ser causados a milhares de alunos cujas famílias não têm condições para lhes proporcionar explicações ou frequência de colégios privados. Parece-me importante que, nas negociações entre Governo e sindicatos, esta dimensão do problema seja equacionada. Escrevo, em segundo lugar, porque espero poder dar um contributo para a compreensão e boa resolução do conflito, apesar de todo o ruído e falta de capacidade para ouvir. 2. Nos anos pré-pandemia, eram muitos os sinais das dificuldades das escolas em prestar um serviço de qualidade. A existência de milhares de alunos sem professor, em várias disciplinas e em vários pontos do país, gerou um clamor sobre a falta de docentes e a fraca atratividade da carreira. Porém, o problema da falta de professores nas escola...