Avançar para o conteúdo principal

Dez anos depois, Caixa volta a nível de Investimento

 Moody's acaba de subir o rating da CGD para Investment Grade. Recapitalização do banco do Estado terminou em 2018 mas só agora, com a conclusão do Plano Estratégico, a agência de rating alterou a notação para este patamar.


Paulo Macedo, presidente executivo da CGD   © ANTÓNIO COTRIM/LUSA


O outlook mantém-se estável, mas uma década depois a Moody's volta a cotar o banco público português no nível de Investimento. O anúncio acaba de ser feito pela CGD à CMVM.


Com esta alteração a CGD é agora notada em nível de investment grade por duas das principais agências internacionais: Moody's e DBRS.


"A Moody"s Investor Service subiu em um nível o rating de dívida sénior de longo prazo da CGD de Ba1 para Baa3 e da dívida sénior de curto-prazo, incluindo Comercial Paper, de Not Prime para o nível P-3. O outlook foi mantido em Stable. Em simultâneo, o rating de dívida sénior não preferencial de longo prazo da CGD subiu igualmente em um nível de Ba2 para Ba1."


Esta elevação da dívida marca o regresso do banco do Estado à categoria de investment grade pela Moody"s, após um período de dez anos, o que constitui "um importante marco na evolução e no posicionamento da Caixa no mercado". A instituição sublinha que esta promoção ocorre na sequência de "três subidas verificadas durante a implementação do Plano Estratégico 2017-2020, fruto do progressivo reforço da solidez, rentabilidade e qualidade dos ativos".


Em abril de 2011, a CGD tinha um rating de A1 tendo sido reduzido em três níveis nesse mês para Baa1. Passados três meses, o rating da instituição foi reduzido em mais três níveis para Ba1, entrando em sub-investment grade, tendo o banco público sido ainda, após esta notação, sujeito a mais três reduções do nível de rating até junho de 2015.


"Neste período foram cinco reduções num total de nove níveis no rating", frisa o banco público.


O início da inversão verificou-se apenas em 2017, com a subida de um nível em fevereiro de 2017, aquando da recapitalização. Em outubro de 2018, com a melhoria da qualidade dos ativos, a Moddy"s elevou o rating da CGD em dois níveis para Ba1, permanecendo, no entanto num patamar inferior ao Investment Grade, conforme relata a instituição.


A subida agora anunciada, eleva a dívida da CGD para o nível de Investment Grade, após a conclusão do plano estratégico da instituição.


Por Joana Petiz em:

https://www.dinheirovivo.pt/economia/dez-anos-depois-caixa-volta-a-nivel-de-investimento-13931800.html


Comentários

  1. Parabéns ao Paulo Macedo, um profissional eficaz em todos os projectos em que se mete, e parabéns a toda a equipa e funcionários da CGD.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Notícias mais vistas:

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Defender a escola pública

 1. Escrevo sobre o conflito que envolve os professores preocupada, em primeiro lugar, com o efeito que este está a ter na degradação da escola pública, na imagem e na confiança dos pais no sistema educativo, nos danos que estão a ser causados a milhares de alunos cujas famílias não têm condições para lhes proporcionar explicações ou frequência de colégios privados. Parece-me importante que, nas negociações entre Governo e sindicatos, esta dimensão do problema seja equacionada. Escrevo, em segundo lugar, porque espero poder dar um contributo para a compreensão e boa resolução do conflito, apesar de todo o ruído e falta de capacidade para ouvir. 2. Nos anos pré-pandemia, eram muitos os sinais das dificuldades das escolas em prestar um serviço de qualidade. A existência de milhares de alunos sem professor, em várias disciplinas e em vários pontos do país, gerou um clamor sobre a falta de docentes e a fraca atratividade da carreira. Porém, o problema da falta de professores nas escola...