Avançar para o conteúdo principal

Estrela Gliese 710 vai passar “tangente” ao sistema solar

O nosso Universo é um espaço astronomicamente vasto, mas de vez em quando temos alguns encontros imediatos que podem ser problemáticos para as pequenas criaturas que habitam a superfície dos seus planetas.

Segundo um novo estudo, publicado no jornal Astronomy and Physics, isso é o que poderá acontecer quando a estrela Gliese 710 passar extremamente perto do nosso sistema solar… daqui por um milhão de anos.

A Gliese 710 está neste momento a cerca de 64 anos luz de distância, mas a sua trajectória faz com que esteja a viajar em nossa direcção a alta velocidade.

Segundo novos cálculos dos astrónomos, utilizando dados mais precisos do observatório espacial Gaia da ESA, a estrela poderá passar a apenas 77 dias luz do nosso sistema solar.

Esta é uma distância bastante mais pequena do que se estimava antes – e ainda assim, com uma margem de erro bastante significativa, que admite que a estrela possa mesmo passar a apenas 40 dias luz de distância.

Tanto num caso como no outro, é uma trajectória que faz com que a Gliese 710 atravesse a nuvem de Oort, que rodeia o nosso sistema solar, e onde existem milhares de milhões de detritos cósmicos, com efeitos que não serão pacíficos.

A estrela poderá atrair cerca de 100 milhões destes objectos, e fazer com que a órbita de muitos mais seja perturbada e os mesmos sejam enviados para o interior do sistema solar.

Tal poderá aumentar significativamente o número de cometas, meteoros e outros corpos celestes, e a probabilidade de que ocorram colisões com a Terra.

Aliás, alguns cientistas acreditam que terá sido um evento idêntico há 65 milhões de anos que terá estado na origem da colisão com o meteoro que levou à extinção dos dinossauros.

Felizmente, há quem diga que daqui por um milhão de anos o Homem nem sequer por cá estará… mas o tempo voa, e um milhão de anos não é assim tanto tempo – astronomicamente falando, claro.

http://zap.aeiou.pt/estrela-gliese-710-vai-passar-tangente-ao-sistema-solar-142864

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Construção da maior central solar em Portugal encravada há mais de dois anos na justiça, apesar de aprovada

Santa Luzia in northeastern Brazil.  EPA/SEBASTIAO MOREIRA  Desde 2024 que a autorização ambiental dada à central solar Fernando Pessoa foi suspensa por decisão do juiz e após impugnação do Ministério Público. Agência do Ambiente recorreu, mas não há decisão. A maior central solar aprovada para Portugal, com mais de mil megawatts (MW) de potência, está parada há mais de dois anos, na sequência de processos judiciais colocados contra a aprovação emitida pelas autoridades ambientais. A atribulada história do projeto, que foi batizado com o nome do poeta Fernando Pessoa, mostra que o licenciamento ambiental — por intervenção da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ou do ICNF (Instituto da Conservação da Natureza de Florestas) — nem sempre é o maior obstáculo à execução dos projetos de energias renováveis. A central solar fotovoltaica Fernando Pessoa está prevista para o concelho de Santiago do Cacém e obteve uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em jane...

Como a Google está a transformar smartphones antigos em pequenos servidores

Os smartphones antigos podem ter um destino bem diferente da reciclagem ou de uma gaveta esquecida.  Projeto da Google reutiliza motherboards de smartphones reformados para reduzir a necessidade de fabricar novo hardware. Um projeto apoiado pela Google Research está a demonstrar que é possível reutilizar a motherboard destes equipamentos para criar uma plataforma de computação de baixo impacto ambiental, prolongando a vida útil do hardware e reduzindo a necessidade de produzir novos servidores para determinadas workloads. Reutilizar a parte mais valiosa do smartphone O projeto está a ser desenvolvido por investigadores da Universidade da Califórnia em San Diego, com o apoio da Google Research. Em vez de aproveitarem o smartphone completo, a equipa reutiliza apenas a motherboard, onde se encontram o processador, a memória e o armazenamento, componentes que representam cerca de metade da pegada de carbono incorporada do dispositivo. Depois de removerem os restantes componentes, como ...