Avançar para o conteúdo principal

Asas de ave australiana cresceram devido às alterações climáticas

As asas de umas aves comuns no oeste da Austrália cresceram entre quatro e cinco centímetros nos últimos 45 anos e a causa pode estar relacionada com as alterações climáticas, segundo um novo estudo australiano.

Cientistas da Universidade de Notre Dame em Sydney relacionaram o crescimento das asas do papagaio de Barnard (“Barnardius zonarius”) com as alterações climáticas, atendendo a que geralmente as extremidades dos animais em climas quentes tendem a ser mais compridas.

“À medida que a temperatura sobe, o aumento do comprimento das asas pode ajudar estas aves a libertarem-se do excesso de calor e adaptarem-se melhor ao seu meio ambiente”, disse um dos cientistas que participaram no estudo Dylan Korczynskyj em declarações citadas pela estação local ABC.

Korczynskyj explicou que as maiores alterações no comprimento da asa ocorreram a partir da década de 1970, um período que coincide com as variações de temperatura de cerca de mais 0,1 e 0,2 graus centígrados e as práticas de desflorestação que se registaram no estado da Austrália Ocidental.

Embora a variação da temperatura pareça mínima, o impacto no meio ambiente é significativo tal como demonstra a investigação aos papagaios, segundo o cientista.

Na investigação foram examinadas várias espécies do Museu da Austrália Ocidental que tem uma coleção de aves que datam do início do século XIX e inclui um exemplar de um papagaio de Barnard de 1904.

http://zap.aeiou.pt/asas-ave-australiana-cresceram-devido-as-alteracoes-climaticas-143861

Comentários

Notícias mais vistas:

Forças da NATO não conseguiram detetar drones ucranianos em exercício militar em Portugal

    Drone Magura V7 da Inteligência Militar da Ucrânia, equipada com mísseis terra-ar, encontra-se num local não revelado na Ucrânia, no sábado, dia 6 de dezembro de 2025.  -    Direitos de autor    AP Photo Direitos de autor AP Photo O exercício experimental militar REPMUS25 aconteceu ao largo da costa portuguesa, no distrito de Setúbal, e pôs a nu algumas fragilidades das forças navais da NATO. Em cenário de guerra drones ucranianos teriam afundado uma fragata. O exercício experimental  REPMUS 25,  em paralelo com o exercício DYMS da NATO e considerado o maior a nível mundial no que diz respeito a sistemas não tripulados em âmbito marítimo, realizou-se entre Tróia e Sesimbra, no distrito de Setúbal, em setembro de 2025. PUBLICIDADE PUBLICIDADE No local estiveram duas equipas opositoras: a força RED ("força inimiga") liderada por militares da Ucrânia, que participou pela primeira vez, e por militares americanos, britânicos e espanhóis; ...

Bruxelas considera que é possível acabar com mudança da hora e vai apresentar estudo

 A Comissão Europeia considera que alcançar um consenso para acabar com a mudança da hora "ainda é possível" e vai apresentar um estudo nesse sentido este ano, com os Estados-membros a manifestarem-se disponíveis para analisá-lo assim que for entregue. Na madrugada do dia 29 deste mês, a hora volta a mudar em toda a União Europeia (UE), para dar início ao horário de verão, o que acontece atualmente devido a uma diretiva europeia que prevê que, todos os anos, os relógios sejam, respetivamente, adiantados e atrasados uma hora no último domingo de março e no último domingo de outubro. Em setembro de 2018, a Comissão Europeia propôs o fim do acerto sazonal, mas o processo tem estado bloqueado desde então, por falta de acordo entre os Estados-membros sobre a matéria. Numa resposta por escrito à agência Lusa, a porta-voz da Comissão Europeia Anna-Kaisa Itkonnen referiu que o executivo decidiu propor o fim da mudança horária em 2018 após ter recebido "pedidos de cidadãos e dos ...

Os professores

 As últimas semanas têm sido agitadas nas escolas do ensino público, fruto das diversas greves desencadeadas por uma percentagem bastante elevada da classe de docentes. Várias têm sido as causas da contestação, nomeadamente o congelamento do tempo de serviço, o sistema de quotas para progressão na carreira e a baixa remuneração, mas há uma que é particularmente grave e sintomática da descredibilização do ensino pelo qual o Estado é o primeiro responsável, e que tem a ver com a gradual falta de autoridade dos professores. A minha geração cresceu a ter no professor uma referência, respeitando-o e temendo-o, consciente de que os nossos deslizes, tanto ao nível do estudo como do comportamento, teriam consequências bem gravosas na nossa progressão nos anos escolares. Hoje, os alunos, numa maioria demasiado considerável, não evidenciam qualquer tipo de respeito e deferência pelo seu professor e não acatam a sua autoridade, enfrentando-o sem nenhum receio. Esta realidade é uma das princip...