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Trump discute com Pentágono várias opções para possível ação militar na Venezuela

 

Foto: Annabelle Gordon - Reuters


O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se na sexta-feira com altos responsáveis do Pentágono na Casa Branca, para discutir várias opções para uma possível ação militar na Venezuela, de acordo com o jornal The Washington Post.

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, visitaram a Casa Branca pelo segundo dia consecutivo.

Um alto responsável do Governo explicou que o presidente recebeu "uma série de opções" e continua "estrategicamente indeciso" sobre as suas ações futuras, de acordo com o jornal de Washington, citado pela agência Efe.

A reunião privada, segundo o Post, ocorreu 24 horas depois de Hegseth ter anunciado na sua conta oficial na rede social X o início da Operação Lança do Sul na região, com o objetivo de combater o narcotráfico, embora sem detalhar os objetivos ou operações específicas.

Fontes consultadas pelo jornal afirmam que algumas forças norte-americanas posicionadas na região "estão a preparar-se para possíveis ordens de ataque".

Outro responsável afirmou que Washington está "muito consciente do que se passa na Venezuela, das conversações entre os associados de Maduro e a cimeira do seu regime", e alertou que o Presidente venezuelano "está muito assustado, e com razão", dada a panóplia de opções "prejudiciais" que Trump tem à sua disposição.

Desde agosto, os Estados Unidos reforçaram significativamente a sua presença militar no Sul das Caraíbas sob o pretexto de uma missão antidroga.

Cerca de 10 mil soldados foram mobilizados, segundo fontes oficiais, e um dos principais navios da Marinha dos EUA, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior do Pentágono, foi posicionado junto à costa venezuelana.

Em outubro, Trump declarou que não descartava possíveis ataques a alvos terrestres tanto na Venezuela como na Colômbia, cujos presidentes acusa de serem narcotraficantes.

Por sua vez, o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, apelou à população para se preparar para uma possível "luta armada" e anunciou o envio de 200 mil soldados para o país.

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