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Bitola ibérica ou europeia? Até 2027, Lisboa e Madrid vão avaliar custos e benefícios da transição para o padrão europeu



 Avaliação conjunta vai definir se os dois países avançam com a adaptação à bitola europeia, medida que pode acelerar a integração da alta velocidade na rede transeuropeia


Bitola ibérica ou europeia? Até 2027, Lisboa e Madrid vão avaliar custos e benefícios da transição para o padrão europeu


Portugal e Espanha comprometeram-se a avaliar os custos e benefícios socioeconómicos, bem como o impacto na interoperabilidade, da migração da bitola ferroviária ibérica para a bitola europeia padrão até 2027, anunciou hoje o Ministério das Infraestruturas.


“No caso de avaliação favorável, os dois países apresentarão um plano devidamente coordenado para a migração de bitola”, avançou o Governo, em comunicado.


O anúncio surge no seguimento do acordo entre Portugal, Espanha e a Comissão Europeia para avançar com a ligação ferroviária entre Lisboa e Madrid até 2030, com viagem de cinco horas, e uma ligação de alta velocidade de cerca de três horas até 2034, segundo a mesma nota.


Entre as metas até 2034, está prevista a implementação do sistema europeu de gestão de tráfego ferroviário (European Rail Traffic Management System – ERTMS) em diversos troços entre Lisboa e Madrid.


“Este projeto é mais do que uma ligação ferroviária, é uma ponte para o futuro da mobilidade sustentável e da coesão europeia”, realçou o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.


Segundo o Governo, todas estas ações serão refletidas nos planos nacionais de investimento, “garantindo o compromisso político e financeiro com uma infraestrutura moderna, eficiente e amiga do ambiente”.


Em concreto, a “estratégia ibérica” tem como metas, até 2030, a ligação direta entre Lisboa e Madrid, a conclusão das obras na nova linha de alta velocidade entre Évora e Caia até 2025 e entrada em operação em 2026, a entrada em operação do troço Plasencia–Talayuela até 2028, o início da construção da segunda via entre Poceirão (Palmela) e Bombel (Vendas Novas) em 2026, com conclusão até 2029 e operação em 2030, e ainda a conclusão dos estudos para a nova linha Lisboa–Évora, incluindo a Terceira Travessia sobre o Tejo até 2027.


Já até 2034 está previsto avançar com uma ligação de alta velocidade entre Lisboa e Madrid, com tempo de viagem de cerca de três horas, bem como a construção da nova linha de alta velocidade Lisboa–Évora, incluindo a Terceira Travessia sobre o Tejo e a duplicação da linha Évora–Caia, “caso se justifique a necessidade”, detalhou o Governo.


Está ainda prevista, até àquela data, a elaboração de estudos e eventual construção do novo troço de alta velocidade entre Caia e Badajoz, bem como da Estação Ferroviária Internacional Elvas–Badajoz, na fronteira entre os dois países.


Este projeto insere-se na estratégia europeia de mobilidade sustentável e interligação ferroviária transfronteiriça, “envolvendo investimentos estruturantes em infraestrutura, modernização tecnológica e interoperabilidade ferroviária”, destacou o Ministério das Infraestruturas.


“Trata-se de um passo histórico na ligação entre Portugal e Espanha, com investimentos concretos, prazos definidos e coordenação entre os dois países”, vincou Miguel Pinto Luz.


Bitola ibérica ou europeia? Até 2027, Lisboa e Madrid vão avaliar custos e benefícios da transição para o padrão europeu - Expresso


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