Avançar para o conteúdo principal

Vendeu o carro e o comprador não mudou de nome? Pode fazê-lo sozinho



 Se alguma vez vender o carro e o comprador não mudar o nome do proprietário, pode vir a receber contas e multas com as quais não tem nada a ver, mas que terá de pagar porque continua registado que o carro lhe pertence


O comprador possui até 60 dias para fazer a transferência de titularidade do registo do automóvel, devendo para o efeito registar o nome no Registo de Propriedade Automóvel.


Contudo, muitas pessoas saltam esse passo por se esquecerem, por não lhes dar jeito pagar o valor da transferência ou mesmo porque preferem circular com o carro em nome de outra pessoa para evitar responsabilidades.


Felizmente, dá para transferir o veículo de forma unilateral para o nome da pessoa que o comprou, sem que esta consinta, desde que te faças acompanhar do documento de venda conhecido por “Declaração de Compra e Venda”.


Se não tiver a documentação necessária, como por exemplo a morada do comprador, o decreto que permite que a transferência de propriedade seja feita apenas pelo atual proprietário também salvaguarda que “o pedido de averbamento no Registo de Propriedade Automóvel pode ainda ter por base declaração prestada pelo vendedor, em que se indique o maior número possível de elementos”. Deste decreto estão excluídos os stands de automóveis, que não podem fazer a transferência de titularidade por esta via.


Se a conservatória se negar a fazer o registo por considerar que os dados existentes são insuficientes, o que não acontece regularmente, o titular pode e deve solicitar às autoridades que apreendam o veículo.


Caso tudo corra normalmente, é dever da conservatória notificar o novo proprietário do carro, que também possui o direito de se opor à transferência de titularidade, sem se opor à notificação, e aí o carro passa a deixar de ser sua propriedade e volta a ser de quem o vendeu, tal como todas as despesas como multas de trânsito, portagens, IUC, etc.


A solicitação de averbamento no Registo de Propriedade Automóvel custa 75€ e também pode ser feita via online, por onde poderá usufruir de um desconto de 15%.


Apesar de tudo, o melhor é sempre prevenir, e se quiser vender o carro a alguém e a pessoa disser que não lhe dá muito jeito mudar o nome por enquanto, por muito que lhe custe não deve fazer negócio.


Uma pessoa que pretenda comprar um carro sabe que tem de fazer o registo em seu nome, e se não demonstrar interesse em fazê-lo pode muito bem significar que tem outras intenções, uma vez que o registo não interfere em nada com o funcionamento do carro.


Vendeu o carro e o comprador não mudou de nome? Pode fazê-lo sozinho – Ja sabias


Comentários

Notícias mais vistas:

Bruxelas considera que é possível acabar com mudança da hora e vai apresentar estudo

 A Comissão Europeia considera que alcançar um consenso para acabar com a mudança da hora "ainda é possível" e vai apresentar um estudo nesse sentido este ano, com os Estados-membros a manifestarem-se disponíveis para analisá-lo assim que for entregue. Na madrugada do dia 29 deste mês, a hora volta a mudar em toda a União Europeia (UE), para dar início ao horário de verão, o que acontece atualmente devido a uma diretiva europeia que prevê que, todos os anos, os relógios sejam, respetivamente, adiantados e atrasados uma hora no último domingo de março e no último domingo de outubro. Em setembro de 2018, a Comissão Europeia propôs o fim do acerto sazonal, mas o processo tem estado bloqueado desde então, por falta de acordo entre os Estados-membros sobre a matéria. Numa resposta por escrito à agência Lusa, a porta-voz da Comissão Europeia Anna-Kaisa Itkonnen referiu que o executivo decidiu propor o fim da mudança horária em 2018 após ter recebido "pedidos de cidadãos e dos ...

Os professores

 As últimas semanas têm sido agitadas nas escolas do ensino público, fruto das diversas greves desencadeadas por uma percentagem bastante elevada da classe de docentes. Várias têm sido as causas da contestação, nomeadamente o congelamento do tempo de serviço, o sistema de quotas para progressão na carreira e a baixa remuneração, mas há uma que é particularmente grave e sintomática da descredibilização do ensino pelo qual o Estado é o primeiro responsável, e que tem a ver com a gradual falta de autoridade dos professores. A minha geração cresceu a ter no professor uma referência, respeitando-o e temendo-o, consciente de que os nossos deslizes, tanto ao nível do estudo como do comportamento, teriam consequências bem gravosas na nossa progressão nos anos escolares. Hoje, os alunos, numa maioria demasiado considerável, não evidenciam qualquer tipo de respeito e deferência pelo seu professor e não acatam a sua autoridade, enfrentando-o sem nenhum receio. Esta realidade é uma das princip...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...