Avançar para o conteúdo principal

Em Portugal temos 150 mil rendas congeladas

 



O que está em causa?

Num debate de acentuado confronto de ideias, esta tarde na CNN, o tema da Habitação até revelou alguns pontos de contacto entre o Iniciativa Liberal e o Livre, sobretudo quanto aos objetivos. Mas na forma de os alcançar, Rui Rocha e Rui Tavares defendem caminhos muito diferentes. O liberal até admite que "o Estado deve intervir", mas "não se deve fazer ação social à custa dos proprietários", desde logo através de "150 mil rendas congeladas".



Depois de Rui Tavares ter evocado o exemplo da habitação social nos Países Baixos, numa intervenção dedicada a apresentar as medidas do Livre para o setor da Habitação - em contraste com as do Iniciativa Liberal -, Rui Rocha fez questão de contrapor que "nós em Portugal temos também habitação social, temos 150 mil rendas congeladas neste momento".


Na perspetiva do líder do Iniciativa Liberal, em Portugal "quem faz ação social com Habitação são os proprietários, porque as rendas estão congeladas". Dito isto, considerou que "não é isso que deve acontecer" e que "prejudica os jovens".


"Não faz sentido. Se há necessidade de Habitação, o Estado deve intervir", ressalvou. Mas "não se deve fazer ação social à custa dos proprietários".


A alegação de que "temos 150 mil rendas congeladas" é verdadeira?


De facto, em fevereiro de 2023, a ministra da Habitação, Marina Gonçalves, informou que os contratos mais antigos (até 1990) iriam permanecer, de forma definitiva, fora do atual regime de arrendamento, com o objetivo de proteger os inquilinos, sobretudo idosos.


De acordo com dados dos "Censos 2021" existiam 151.520 imóveis com contratos até 1990. É esse o universo potencial da medida de congelamento das rendas, pelo que a alegação de Rocha tem fundamento.


DEBATES 2024. Rui Rocha: "Em Portugal temos 150 mil rendas congeladas" - Polígrafo (sapo.pt)


Comentários

Notícias mais vistas:

Bruxelas considera que é possível acabar com mudança da hora e vai apresentar estudo

 A Comissão Europeia considera que alcançar um consenso para acabar com a mudança da hora "ainda é possível" e vai apresentar um estudo nesse sentido este ano, com os Estados-membros a manifestarem-se disponíveis para analisá-lo assim que for entregue. Na madrugada do dia 29 deste mês, a hora volta a mudar em toda a União Europeia (UE), para dar início ao horário de verão, o que acontece atualmente devido a uma diretiva europeia que prevê que, todos os anos, os relógios sejam, respetivamente, adiantados e atrasados uma hora no último domingo de março e no último domingo de outubro. Em setembro de 2018, a Comissão Europeia propôs o fim do acerto sazonal, mas o processo tem estado bloqueado desde então, por falta de acordo entre os Estados-membros sobre a matéria. Numa resposta por escrito à agência Lusa, a porta-voz da Comissão Europeia Anna-Kaisa Itkonnen referiu que o executivo decidiu propor o fim da mudança horária em 2018 após ter recebido "pedidos de cidadãos e dos ...

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

Os professores

 As últimas semanas têm sido agitadas nas escolas do ensino público, fruto das diversas greves desencadeadas por uma percentagem bastante elevada da classe de docentes. Várias têm sido as causas da contestação, nomeadamente o congelamento do tempo de serviço, o sistema de quotas para progressão na carreira e a baixa remuneração, mas há uma que é particularmente grave e sintomática da descredibilização do ensino pelo qual o Estado é o primeiro responsável, e que tem a ver com a gradual falta de autoridade dos professores. A minha geração cresceu a ter no professor uma referência, respeitando-o e temendo-o, consciente de que os nossos deslizes, tanto ao nível do estudo como do comportamento, teriam consequências bem gravosas na nossa progressão nos anos escolares. Hoje, os alunos, numa maioria demasiado considerável, não evidenciam qualquer tipo de respeito e deferência pelo seu professor e não acatam a sua autoridade, enfrentando-o sem nenhum receio. Esta realidade é uma das princip...