Avançar para o conteúdo principal

Skate português inovador vale investimento de 570 mil euros

 Startup Hunter Boards volta a receber injeção de capital para reforçar equipa e lançar aplicação para os utilizadores do seu skate eléctrico com suspensão independente.


Skate eléctrico da Hunter Board será fabricado a partir do Carregado, concelho de Alenquer. © Fotografia cedida pela Hunter Board


O skate eléctrico com suspensão independente da Hunter Boards voltou a atrair os investidores. Esta startup portuguesa recebeu um financiamento de 570 mil euros em série seed (semente), segundo o anúncio esta terça-feira. A operação foi liderada pelo fundo Founders Fund da Shilling, em parceria com a Olisipo Way, Ideias Glaciares, Wisenext, Startup Braga, Core Angels e vários business angels.


Aumentar a equipa, escalar a produção e lançar uma aplicação móvel para os utilizadores são os três principais objetivos desta empresa, nascida em 2019 e que quer transformar a micromobilidade a nível mundial.


"Esta ronda é o reflexo do trabalho árduo que a equipa tem feito, especialmente ao longo dos últimos 6-7 meses. Hoje estamos numa posição em que podemos escolher a dedo que investidores queremos. Lançar uma marca de veículos elétricos com base em Portugal não é fácil, mas estamos a conseguir provar que podemos lançar projetos de hardware complexos com impacto global a partir de território nacional", salienta o líder e co-fundador da Hunter, Pedro Andrade, citado em comunicado.


"Nós gostamos muito da visão da Hunter para o futuro da micromobilidade e tudo o que conseguiram fazer num curto prazo de tempo. Têm tecnologia proprietária e uma equipa ambiciosa a atacar mercados globais, o que está perfeitamente alinhado com a nossa tese de investimento", nota o líder da Shilling, Pedro Santos Vieira


A nova injeção de capital chega numa altura em que as vendas da Hunter atingiram os 250 mil euros, com 99,9% das encomendas a virem de mais de 20 países, sendo que os EUA representam 85% desse valor. Isto foi alcançado "praticamente sem investimento em marketing e através do passa-palavra", destaca Pedro Andrade.


Este skate foi considerada uma das 100 melhores invenções do mundo em 2020 pela revista Time. A venda das primeiras 50 unidades numa operação online e que contou com mais de 6000 inscritos a nível mundial chamou a atenção da atenção da imprensa internacional.


A suspensão independente, que permite uma utilização sem percalços mesmo em estradas com más condições e fazer curvas em ângulos de 25 graus, é um dos principais trunfos.


Com velocidade máxima de 55 km/h, o skate tem uma autonomia de 38 quilómetros e baterias removíveis, podendo ser rapidamente substituídas.


Os skates serão fabricados a partir de uma unidade no Carregado, concelho de Alenquer.


Pedro Andrade, Miguel Morgado, João Gomes e Duarte Lino são os quatro fundadores da Hunter Board, que contou com financiamento de 150 mil euros em 2019 da plataforma de inovação Olisipo Way e do business angel Ideias Glaciares. Depois da ronda seed, o montante total de investimento atingiu os 720 mil euros.


A empresa tem como alvo os quase 200 milhões de praticantes de desportos de prancha à volta do mundo, como surfistas, snowboarders, skaters e longboarders, de faixas etárias e nacionalidades variadas.


"O foco está em dar a quem já tenha interesse por pranchas, uma opção de mobilidade elétrica eficiente,confortável e divertida. Atualmente, o nosso objetivo principal é entregar todas as encomendas já feitas.Quando isso estiver feito, olharemos com atenção para como é que podemos continuar a crescer lá fora e como é que podemos continuar inovar de forma a nos mantermos na frente do setor." acrescentou Pedro Andrade.


Por Diogo Ferreira Nunes em:

https://www.dinheirovivo.pt/fazedores/skate-portugues-inovador-vale-investimento-de-570-mil-euros-13615112.html

Comentários

Notícias mais vistas:

Aníbal Cavaco Silva

Diogo agostinho  Num país que está sem rumo, sem visão e sem estratégia, é bom recordar quem já teve essa capacidade aliada a outra, que não se consegue adquirir, a liderança. Com uma pandemia às costas, e um país político-mediático entretido a debater linhas vermelhas, o que vemos são medidas sem grande coerência e um rumo nada perceptível. No meio do caos, importa relembrar Aníbal Cavaco Silva. O político mais bem-sucedido eleitoralmente no Portugal democrático. Quatro vezes com mais de 50% dos votos, em tempos de poucas preocupações com a abstenção, deve querer dizer algo, apesar de hoje não ser muito popular elogiar Cavaco Silva. Penso que é, sem dúvida, um dos grandes nomes da nossa Democracia. Nem sempre concordei com tudo. É assim a vida, é quase impossível fazer tudo bem. Penso que tem responsabilidade na ascensão de António Guterres e José Sócrates ao cargo de Primeiro-Ministro, com enormes prejuízos económicos, financeiros e políticos para o país. Mas isso são outras ques...

Supercarregadores portugueses surpreendem mercado com 600 kW e mais tecnologia

 Uma jovem empresa portuguesa surpreendeu o mercado mundial de carregadores rápidos para veículos eléctricos. De uma assentada, oferece potência nunca vista, até 600 kW, e tecnologias inovadoras. O nome i-charging pode não dizer nada a muita gente, mas no mundo dos carregadores rápidos para veículos eléctricos, esta jovem empresa portuguesa é a nova referência do sector. Nasceu somente em 2019, mas isso não a impede de já ter lançado no mercado em Março uma gama completa de sistemas de recarga para veículos eléctricos em corrente alterna (AC), de baixa potência, e de ter apresentado agora uma família de carregadores em corrente contínua (DC) para carga rápida com as potências mais elevadas do mercado. Há cerca de 20 fabricantes na Europa de carregadores rápidos, pelo que a estratégia para nos impormos passou por oferecermos um produto disruptivo e que se diferenciasse dos restantes, não pelo preço, mas pelo conteúdo”, explicou ao Observador Pedro Moreira da Silva, CEO da i-charging...

Drones de papelão passam a integrar arsenal militar do Japão

 O Ministro da Defesa do Japão se encontrou com a equipe por trás de uma empresa que constrói drones militares de papelão, um tema que sinaliza para onde Tóquio acredita que o futuro dos equipamentos não tripulados está indo. Shinjiro Koizumi, Ministro da Defesa do Japão, realizou uma reunião com representantes da Air Kamui, uma startup que fez seu nome produzindo drones de papelão. Após o encontro, o Ministro postou sobre a troca em suas redes sociais, segundo relato do site Defence Blog. A Força de Autodefesa Marítima do Japão já usa os drones da Air Kamui como alvos aéreos, uma confirmação de que a plataforma limpou pelo menos o limite básico de utilidade militar e está operando em uma função de serviço ativo, embora seu escopo atual seja limitado. Apesar de serem feitos de papelão, os drones da Air Kamui possuem um grande valor para as forças de defesa. Eles se posicionam como uma alternativa barata, leve, biodegradável e rápida de fabricar em escala, facilitando aplicações de ...