Avançar para o conteúdo principal

Alemã RFA vai produzir foguetões em Portugal


 O consórcio prevê realizar um investimento total de 9 milhões de euros durante um período de três anos.


ARFA, empresa alemã líder do setor espacial, em parceria com o Ceiia, chegaram a acordo com AICEP para desenvolver e produzir em Portugal sistemas para o futuro foguetão RFA ONE.


“É com enorme prazer que damos as boas-vindas à RFA em Portugal. Este projeto de investimento é um importante passo para colocar Portugal na vanguarda da inovação numa área tão pioneira como o desenvolvimento de lançadores espaciais, provando que o talento é uma das vantagens competitivas do país. Há uma década, Portugal estava a começar a lançar o setor aeronáutico. Agora, estamos a entrar numa nova era, ao plantar as primeiras sementes da indústria espacial no País. Estamos a lançar a Era Espacial!”, afirma o presidente da AICEP, Luís Castro Henriques.


O âmbito do projeto prevê a produção do conjunto de estruturas primárias para micro foguetões, nomeadamente, a Payload Fairing (PF), o Kick Stage (KS), incluindo as estruturas para suportar um sistema de propulsão, e os Separation Interface Flanges (SIF) que conectam os diferentes estágios do veículo (incluindo o KS e o PF). O consórcio prevê realizar um investimento total de 9 milhões de euros durante um período de três anos.


Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, refere que “a instalação da RFA Portugal abre uma nova fase na estratégia portuguesa para o Espaço e um novo momento de utilização eficaz dos sistemas espaciais na recuperação de Portugal e da Europa.


“Estamos a atravessar uma fase muito empolgante no setor europeu do Espaço. Uma série de startups estão a desenvolver micro-lançadores espaciais em todo o mundo. Estou convencido de que este mercado de custos competitivos de lançadores espaciais fabricados industrialmente será altamente lucrativo. É por isso que estou muito satisfeito por iniciar esta joint-venture entre a Rocket Factory Augsburg e a CEiiA para o design e industrialização de micro-lançadores espaciais em Portugal“, sublinha em comunicado, Marco Fuchs, membro do conselho de administração da RFA e CEO da OHB SE, um dos maiores integradores de sistemas espaciais da Europa.


Para Marco Fuchs, Portugal é um país emergente no setor espacial europeu especialmente na área dos micro-lançadores espaciais” e está “muito ansioso” para arrancar com este projeto. O diretor comercial da RFA e diretor executivo da RFA Portugal, Jörn Spurmann, corrobora a ideia de Marco Fuchs e destaca que “é uma honra desempenhar um papel tão vital na indústria espacial portuguesa”. Jörn Spurmann acrescenta ainda que a parceria apoiada pela AICEP “irá permitir o desenvolvimento de lançadores espaciais em Portugal, alavancando a pool de talentos altamente qualificados existente em Portugal, combinado com o know-how da industrialização da Alemanha”.


O Ceiia, que tem know-how na indústria aeroespacial, refere em comunicado que estão neste momento a iniciar a fase de prototipagem do demonstrador orbital em conjunto com a RFA Portugal no âmbito do programa C-STS da ESA com base no apoio da Agência Espacial Portuguesa, PT Space.


“O início deste contrato com o desenvolvimento destes complexos componentes espaciais para a produção em série e qualificação de estruturas compostas de lançadores é o próximo passo natural. Estamos felizes em contribuir para a visão da RFA e muito felizes por termos sido selecionados para enfrentar este desafio extraordinário” diz Tiago Rebelo, diretor técnico do Ceiia.


Por Fátima Castro em:

https://eco.sapo.pt/2021/04/26/alema-rfa-vai-produzir-foguetoes-em-portugal/

Comentários

Notícias mais vistas:

Drones russos atingem dois navios civis no mar Negro

Drones russos atingiram dois navios civis com bandeira estrangeira no mar Negro na noite de quinta-feira, segundo as autoridades ucranianas. De acordo com Oleksii Kuleba, vice-primeiro-ministro ucraniano responsável pela Reconstrução, os drones atingiram um navio com bandeira de São Cristóvão e Neves e outro com bandeira panamiana, causando um morto e cinco feridos. Um dos marinheiros feridos está em estado crítico, adiantou Kuleba. "É mais uma prova de que a Rússia trava uma guerra contra a liberdade de navegação, o comércio internacional e a segurança alimentar global", escreveu. O governador da região ucraniana de Odessa, Oleh Kiper, afirmou que os navios já retomaram a marcha. Os ataques ocorreram numa vaga de ofensivas russas durante a noite em várias zonas da Ucrânia. Kiper acrescentou que ataques no sul da região de Odessa provocaram um incêndio num parque de camiões, que matou uma pessoa e feriu outras quatro. Pelo menos quatro pessoas ficaram ainda feridas noutro ata...

Sobe para 100 o número de feridos em colisão entre dois comboios em Bedford, Inglaterra. Nove pessoas em estado crítico

Comboios que colidiram ligam a cidade de Bedford ao aeroporto de Luton, em Londres.  Um maquinista morreu.  Subiu para 100 o número de feridos numa colisão entre dois comboios da East Midlands Railways, em Bedford, Inglaterra, esta sexta-feira. Até ao momento, o único morto registado foi o maquinista de um dos comboios. Nove pessoas estão em estado crítico, de acordo com as informações adiantadas pelas autoridades locais.  Recorde-se que o acidente ocorreu pouco depois das 17h00.  Os comboios que colidiram ligam a cidade de Bedford ao aeroporto de Luton, em Londres.  O Departamento de Investigação de Acidentes Ferroviários está em contacto com a Polícia britânica para se apurarem os factos do sucedido.   O rei britânico Carlos III já reagiu e disse estar "profundamente entristecido" com o acidente. "Os seus pensamentos e condolências estão com a família do falecido e com todos os feridos ou afetados por este trágico incidente", acrescentou.  Sobe ...

"Afastados da realidade": ataques da Ucrânia estão a esgotar a paciência até àqueles que sempre estiveram ao lado de Putin

Coluna de fumo na refinaria de petróleo de Moscovo da Gazprom Neft - Anadolu  Mais de quatro anos depois do início da invasão em larga escala da Ucrânia, a estratégia de Vladimir Putin de manter a guerra afastada do quotidiano da população começa a revelar os seus limites. Pela primeira vez em vários anos de guerra, até algumas das vozes mais nacionalistas e pró-guerra da Rússia começam a admitir que aquilo que os russos veem "com os próprios olhos" já não coincide com a narrativa oficial de que "está tudo bem" A guerra que Vladimir Putin tentou manter à distância dos russos está a chegar cada vez mais ao interior do país e a tornar-se impossível de esconder. A conclusão é do mais recente relatório do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), que considera que a intensificação dos ataques ucranianos em profundidade está a expor "as fraquezas da Rússia e a incapacidade de defender a sua população", ao mesmo tempo que coloca o Kremlin perante um dilema: como ...