Avançar para o conteúdo principal

O sol está a ficar pálido (e não sabemos porquê)

A cada 11 anos o Sol passa por um ciclo solar, onde vai de um período de muita atividade para pouca atividade – solar máximo e mínimo.

Neste momento, o Sol está no seu mínimo solar, como parte do 24º ciclo solar – o primeiro a ser registado aconteceu em 1755. Durante este período, o Sol começa a produzir menos manchas solares, que são as regiões de resfriamento magneticamente torcidas que aparecem de vez em quando. Mas está a baixar a atividade mais depressa do que seria esperado.

“O atual ciclo solar 24 está a descer mais rapidamente do que tínhamos previsto“, explicou o Space Weather Prediction Center (SWPC). Deveríamos ter visto cerca de 15 manchas solares desde abril até maio deste ano. No entanto, até agora, quase nenhuma foi vista.

“O mínimo solar vai ser mais longo do que o habitual ou o ciclo solar 25 vai chegar mais cedo do que o esperado?”, perguntou-se o SWPC. “Os principais especialistas em ciência espacial e solar vão convocar uma reunião brevemente para tentar prever o próximo ciclo solar”.


De acordo com o Space Weather, o Sol tem estado “em branco” em cerca de 60% do tempo em 2018. Apesar de não ser muito surpreendente que não possamos ver muitas manchas solares, é estranho que aconteça tão rapidamente.

“A surpresa não é que as manchas solares estejam a desaparecer, mas sim a rapidez com que o fazem.”

Esta não é a primeira vez que vemos o sol sem manchas solares. Em 2016, quando caminhávamos em direção ao mínimo solar, uma imagem pálida do Sol mostrou a superfície da estrela sem marcas.

A partir daí, esperava-se que o próximo mínimo solar acontecesse por volta de 2020. No seu ponto mais baixo, devíamos ver um Sol sem manchas durante meses a fio. Além disso, não notaremos muitos efeitos, embora um Sol mais fraco signifique que estamos sujeitos a formas mais cósmicas.

Os últimos dados podem sugerir que o mínimo solar está a chegar mais cedo do que se pensava. Pode também sugerir que este ciclo tem sido particularmente fraco e o Sol está a passar por uma fase calma, apoiada pelo facto de o último máximo solar ter sido também um fracasso.

Esse máximo solar, que atingiu o pico em abril de 2014, foi o ciclo mais fraco em mais de um século desde o ciclo solar 14, que aconteceu em 1906.

Sabemos que o Sol passa por variações, por isso não há razões para preocupações. Mas é bastante fora do comum, especialmente quando nem estamos certos do que causa estes ciclos solares. Talvez o sol esteja só a fazer uma “pausa” para descanso. Depois de 4.6 mil milhões de anos a brilhar, quem o pode culpar?

https://zap.aeiou.pt/sol-ficar-palido-201365

Comentários

Notícias mais vistas:

Constância e Caima

  Fomos visitar Luís Vaz de Camões a Constância, ver a foz do Zêzere, e descobrimos que do outro lado do arvoredo estava escondida a Caima, Indústria de Celulose. https://www.youtube.com/watch?v=w4L07iwnI0M&list=PL7htBtEOa_bqy09z5TK-EW_D447F0qH1L&index=16

Supercarregadores portugueses surpreendem mercado com 600 kW e mais tecnologia

 Uma jovem empresa portuguesa surpreendeu o mercado mundial de carregadores rápidos para veículos eléctricos. De uma assentada, oferece potência nunca vista, até 600 kW, e tecnologias inovadoras. O nome i-charging pode não dizer nada a muita gente, mas no mundo dos carregadores rápidos para veículos eléctricos, esta jovem empresa portuguesa é a nova referência do sector. Nasceu somente em 2019, mas isso não a impede de já ter lançado no mercado em Março uma gama completa de sistemas de recarga para veículos eléctricos em corrente alterna (AC), de baixa potência, e de ter apresentado agora uma família de carregadores em corrente contínua (DC) para carga rápida com as potências mais elevadas do mercado. Há cerca de 20 fabricantes na Europa de carregadores rápidos, pelo que a estratégia para nos impormos passou por oferecermos um produto disruptivo e que se diferenciasse dos restantes, não pelo preço, mas pelo conteúdo”, explicou ao Observador Pedro Moreira da Silva, CEO da i-charging...

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...