Avançar para o conteúdo principal

Nunca houve tantos trabalhadores a ganhar 3 mil euros em Portugal

O número de trabalhadores a receber pelo menos 3 mil euros líquidos mensais subiu 30% no primeiro trimestre de 2018, para 37,5 mil pessoas.

O número de trabalhadores a receber, pelo menos, 3 mil euros líquidos mensais subiu 30% no primeiro trimestre de 2018, comparativamente ao período homólogo do ano passado, para 37,5 mil pessoas, e atingiu o valor mais alto das séries do Instituto Nacional de Estatística (INE), conforme lembra o “Jornal de Notícias” desta quinta-feira.

Os cálculos apresentados no JN mostram que, ainda assim, há 870 mil funcionários precários, um valor que já só representa 21,7% do total de empregados. O número de precários está a diminuir há dois trimestres, tal como assinala o diário através dos dados do INE.

A taxa de desemprego caiu para 7,9% no primeiro trimestre do ano, menos 0,2 pontos percentuais do que no trimestre anterior. Os dados divulgados esta quarta-feira pelo INE mostram que a população desempregada foi de 410,1 mil pessoas, o que corresponde a uma queda de 2,8% face aos três meses anteriores.

Em comparação com igual período do ano passado, verificou-se uma diminuição de 21,7% no número de pessoas inscritas no Centro de Emprego. Ou seja, em termos homólogos verificou-se uma diminuição de 113,8 mil desempregados. A taxa de desemprego nos três primeiros meses do ano foi a mais baixa em quase uma década.

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/nunca-houve-tantos-trabalhadores-a-ganhar-3-mil-euros-em-portugal-304438

Comentários

Notícias mais vistas:

Híbridos plug-in gastam até 3 vezes mais combustível do que o divulgado - por negligência do condutor

  Levantamento com 1 milhão de veículos na Europa revela que consumo real difere bastante dos testes oficiais de laboratório; marcas premium lideram desvios Estudo apontou diferença relevante entre números oficiais e desempenho nas ruas dos PHEVs (Foto: Volvo | Divulgação) Um novo levantamento baseado em dados reais de circulação colocou em xeque a eficiência dos veículos híbridos plug-in (PHEVs). Conduzido pelo Instituto Fraunhofer, na Europa, o estudo revelou que o consumo de combustível desses automóveis nas ruas chega a ser três vezes maior do que o registrado nos testes oficiais de homologação. A análise compilou informações de aproximadamente 1 milhão de carros fabricados entre 2021 e 2023. Os números foram extraídos diretamente do sistema europeu de monitoramento de consumo a bordo (OBFCM). Ao contrário dos ensaios controlados em laboratório, que costumam ser criticados por não refletirem a realidade, esses dados ilustram o comportamento dos veículos no uso cotidiano dos mot...

China declara guerra aos ecrãs nos carros com novas regras

 Ao contrário do que seria expectável, não foi a Europa nem os Estados Unidos da América que decidiram tomar medidas para combater a dependência dos ecrãs a bordo nos carros modernos. China adianta-se. Parece cada vez mais próximo o inevitável regresso aos comandos físicos tradicionais nos automóveis. Os ecrãs (quase de perder de vista) invadiram os cockpits dos automóveis mais recentes, começando por ser percepcionados como um sinónimo de vanguarda tecnológica e um factor de diferenciação, em grande parte impulsionado pelos construtores de automóveis chineses (mas não só). Pois bem, isso estará em vias de mudar por iniciativa da própria China. Ao contrário do que seria de esperar, não foi a Europa nem os Estados Unidos da América que tomaram a dianteira nesta matéria. À semelhança das novas regras que serão implementadas para reduzir o risco associado às portas de abertura electrónica (com puxadores embutidos sem accionamento mecânico ou “tipo Tesla”), o Ministério da Indústria e ...

Os professores

 As últimas semanas têm sido agitadas nas escolas do ensino público, fruto das diversas greves desencadeadas por uma percentagem bastante elevada da classe de docentes. Várias têm sido as causas da contestação, nomeadamente o congelamento do tempo de serviço, o sistema de quotas para progressão na carreira e a baixa remuneração, mas há uma que é particularmente grave e sintomática da descredibilização do ensino pelo qual o Estado é o primeiro responsável, e que tem a ver com a gradual falta de autoridade dos professores. A minha geração cresceu a ter no professor uma referência, respeitando-o e temendo-o, consciente de que os nossos deslizes, tanto ao nível do estudo como do comportamento, teriam consequências bem gravosas na nossa progressão nos anos escolares. Hoje, os alunos, numa maioria demasiado considerável, não evidenciam qualquer tipo de respeito e deferência pelo seu professor e não acatam a sua autoridade, enfrentando-o sem nenhum receio. Esta realidade é uma das princip...