Avançar para o conteúdo principal

Nove em cada dez pessoas respiram ar poluído

Um novo estudo da Organização Mundial da Saúde calcula que a poluição atmosférica - nas ruas e dentro de casa - mate sete milhões de pessoas por ano

Apenas 10% da população mundial vive longe de focos de poluição atmosférica. Esta é uma das conclusões da Organização Mundial da Saúde (OMS), que divulgou ontem, 1 de maio, os dados mais recentes sobre os efeitos das partículas finas na saúde humana - que provocam 7 milhões de mortes por ano. Sem surpresa, é revelado que são as classes mais baixas quem mais sofre. "A poluição do ar ameaça todoa a gente, mas os pobres e os marginalizados carregam o maior peso do fardo", diz o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus. "É inaceitável que 3 mil milhões de pessoas, a maioria mulheres e crianças, estejam ainda a respirar fumos mortais todos os dias devido à utilização de fogões e combustíveis poluentes nas suas casas."

Praticamente metade das mortes causadas pela poluição devem-se precisamente ao ar dentro de casa. Mas a falta de qualidade do ar nas ruas continua a ser responsável pela maior parte das mortes. "Muitas das megacidades mundiais excedem, em mais de cinco vezes, os níveis máximos recomendados pela OMS, o que representa um enorme risco para a saúde das pessoas", critica a diretora do Departamento de Saúde Pública, Determinantes Sociais e Ambientais da Saúde da OMS, a espanhola María Neira.

Comparada com as metrópoles asiáticas e africanas, a Europa Ocidental passa com uma relativa boa nota. E as cidades portuguesas também: de acordo com o aqicn.org, um site de monitorização do ar em tempo real, as estações de medição de Lisboa e do Porto registam hoje, 2 de maio, uma boa qualidade do ar. Ainda assim, estima-se que a poluição nas grandes cidades europeias retire entre 2 meses e 2 anos à esperança média de vida.

É uma das poucas boas notícias que temos para dar. Veja aqui algumas das principais, e preocupantes, conclusões do estudo da OMS:

. 90% da população mundial respira ar poluído

. 4,2 milhões de pessoas morrem anualmente devido à poluição nas ruas


. 3,8 milhões morrem por causa dos ares tóxicos dentro de casa

. A poluição do ar é responsável por 24% das mortes por doenças cardíacas, 25% das mortes por acidentes vasculares e 29% das mortes por cancro do pulmão

. As maiores fontes de poluição atmosférica são os transportes, a indústria, a agricultura e a queima de combustíveis nas casas

. As mulheres, as crianças e as pessoas que trabalham na rua são os grupos mais afetados pela poluição do ar

. Calcula-se que morram todos os anos 1,7 milhões de crianças por respirarem ar de má qualidade

http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2018-05-02-Nove-em-cada-dez-pessoas-respiram-ar-poluido

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Plataforma pública “Licencia com Inteligência Artificial” vai cortar tempos de espera em “pelo menos 60%”

 O ministro da Reforma do Estado sublinhou que as empresas portuguesas têm uma baixa adoção de IA, o que deixa mais margem para acelerar a produtividade nacional. O ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Saraiva Matias, sublinhou que as empresas portuguesas têm uma baixa adoção de inteligência artificial (IA), mas considera que esse atraso pode transformar-se numa oportunidade para acelerar a produtividade e a competitividade da economia, pela margem por explorar que está disponível. “As nossas empresas têm uma baixa adoção de IA. As pequenas e médias empresas correspondem a 99% do tecido empresarial português e a adoção de IA é baixa. É preciso apoiar estas empresas a introduzir IA nos seus modelos de negócio para poderem competir no plano global”, disse o ministro na Conferência “Futuro do trabalho 5.0”, no estúdio do ECO., na qual se discutiu as novas tendências do trabalho e de que forma a tecnologia as está a moldar. Para além das empresas, outras das prioridades ide...

Solar volta a liderar produção de eletricidade em agosto

Mariline Alves / Jornal de Negócios  A energia solar voltou a liderar em agosto o mix de produção de eletricidade em Portugal Continental, com um peso de 23,7%, ligeiramente acima dos 23,3% da energia eólica. No conjunto, as fontes renováveis asseguraram 69,2% da eletricidade produzida durante o mês, segundo dados divulgados pela Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN). Solar volta a liderar produção de eletricidade em agosto - Energia - Jornal de Negócios Comentário do Wilson: Quando frequentava a faculdade — no Curso de Engenharia de Energia e Sistemas de Potência (Electrotecnia) no ISEL —, dizia-se que as energias intermitentes (solar e eólica) não deveriam ultrapassar 33% do total da energia produzida, sob o risco de provocar apagões devido à instabilidade gerada na rede. Hoje, porém, já atingimos os 47% (graças aos inversores de formação de rede ( grid-forming inverters ) e previsão meteorológica avançada). É, portanto, imperativo que não se concedam mais licenças...