Avançar para o conteúdo principal

Força Aérea preparada para combate aos fogos após receber sexto helicóptero



 UH-60 Black Hawk partiu na quinta-feira dos Estados Unidos e chegou no sábado à noite à Base Aérea N.º 8, em Ovar, onde vai ficar sedeado, depois de uma viagem que incluiu uma escala técnica nas Lajes, nos Açores

A Força Aérea Portuguesa diz que está preparada para iniciar o combate aos incêndios rurais ainda este ano, após receber o sexto dos nove helicópteros destinado ao combate aéreo de incêndios.


A Força Aérea Portuguesa (FAP) disse que o helicóptero UH-60 Black Hawk partiu na quinta-feira dos Estados Unidos e chegou no sábado à noite à Base Aérea N.º 8, em Ovar, depois de uma viagem que incluiu uma escala técnica nas Lajes, nos Açores.


O novo helicóptero vai ficar sediado em Ovar e, nas próximas semanas, vai passar por uma fase de testes até à aceitação final e integração na Esquadra 551, criada para o combate aos incêndios rurais, explica a FAP em comunicado.


"A chegada deste UH-60L Black Hawk vem reforçar os meios que vão permitir constituir, de forma progressiva, a capacidade própria do Estado para o combate aos incêndios rurais, cuja implementação operacional está prevista iniciar ainda este ano", referiu a nota.


A FAP sublinhou que este é o segundo helicóptero UH-60 Black Hawk na versão 'Lima', que tem novos motores e uma nova caixa de velocidade, "que permitem aumentar a vida útil operacional do meio aéreo".


Além disso, a versão 'Lima' tem maior capacidade de carga suspensa e melhor desempenho em condições de temperatura e altitude elevadas, acrescenta o comunicado.


O helicóptero está equipado com radar meteorológico, "reforçando a capacidade de voo em qualquer condição meteorológica", estando ainda equipado com um guincho externo, que permitirá realizar missões de busca e salvamento, disse a FAP.


O Governo português transferiu em 2018 para a gestão da Força Aérea os meios próprios do Estado para o combate a incêndios rurais.


Nesse sentido foram assinados contratos de aquisição de seis UH-60 Black Hawk, em grande parte financiados com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), tendo os primeiros dois helicópteros entregues em novembro de 2023 e o terceiro em dezembro de 2024.


Em setembro de 2024, a Força Aérea assinou o contrato para a aquisição de mais três helicópteros bombardeiros médios UH-60 Black Hawk, através do concurso público autorizado pela Resolução do Conselho de Ministros, também com verbas do PRR, aumentando assim a frota para nove.


Na altura, a FAP sublinhou que o helicópteros permitem o transporte de uma equipa de 12 bombeiros totalmente equipados e capacidade de transportar até 2.950 litros de água por largada, além de terem uma autonomia de voo de duas horas e meia.


A FAP lançou mais tarde um novo concurso público para adquirir mais quatro helicópteros para transportes médicos, o que podera alargar a frota de UH-60 Black Hawk até 13 helicópteros no futuro.


Força Aérea preparada para combate aos fogos após receber sexto helicóptero - CNN Portugal


Comentários

Notícias mais vistas:

Construção da maior central solar em Portugal encravada há mais de dois anos na justiça, apesar de aprovada

Santa Luzia in northeastern Brazil.  EPA/SEBASTIAO MOREIRA  Desde 2024 que a autorização ambiental dada à central solar Fernando Pessoa foi suspensa por decisão do juiz e após impugnação do Ministério Público. Agência do Ambiente recorreu, mas não há decisão. A maior central solar aprovada para Portugal, com mais de mil megawatts (MW) de potência, está parada há mais de dois anos, na sequência de processos judiciais colocados contra a aprovação emitida pelas autoridades ambientais. A atribulada história do projeto, que foi batizado com o nome do poeta Fernando Pessoa, mostra que o licenciamento ambiental — por intervenção da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ou do ICNF (Instituto da Conservação da Natureza de Florestas) — nem sempre é o maior obstáculo à execução dos projetos de energias renováveis. A central solar fotovoltaica Fernando Pessoa está prevista para o concelho de Santiago do Cacém e obteve uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em jane...

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Governo assina contrato para DSTelecom levar fibra ótica a todo o país

Miguel Pinto Luz evidenciou que este projeto vai 'tornar viável viver e trabalhar fora das áreas metropolitanas'. - Luís Manuel Neves / Medialivre O Governo já assinou o contrato que vai permitir que a DSTelecom equipe Portugal com rede de fibra ótica, eliminando a atual fragmentação - as chamadas áreas brancas - que se tem sentido no acesso a internet, especialmente àquela de alta velocidade. O contrato foi assinado com as cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e a operadora que ganhou o concurso internacional em 2025. A DSTelecom vai ficar responsável pela instalação, gestão, exploração e manutenção das redes de comunicações eletrónicas de capacidade muito elevada, tendo o objetivo de dar cobertura a todo o território nacional. De acordo com o Executivo, esta instalação e consequente implementação visar levar internet mais rápida a edifícios residenciais e não residenciais, nomeadamente à indústria, comércio e atividades agrícolas. Em comunicado, o ministro...