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Isenção de portagens por uma semana para quem entra e sai em 4 nós de acesso da A8, A17, A14 e A19

 

Isenção nas autoestradas A8, A17, A14 e A19 só se aplica a quem entra ou sai em quatro nós e não ao tráfego que atravessa as vias. Brisa vai acomodar 30% da receita perdida. Estado paga o resto.

Saída da A8 para Pataias, onde se encontra uma das pedreiras que está em estudo de impacto ambiental e que está dividida pela autoestrada, entre os nós de Valado dos Frades, na Nazaré e Pataias, Alcobaça, 13 de novembro de 2019. A Quercus alertou hoje para o perigo de acidentes ou abatimento do piso da Autoestrada 8 (A8) se for licenciada uma mina, em consulta pública, mas já parcialmente explorada, na fronteira entre os concelhos de Alcobaça e Nazaré. CARLOS BARROSO/LUSA

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, durante uma visita a uma empresa de Pombal.

O Ministério das Infraestruturas e Habitação esclareceu entretanto, em comunicado que troços vão ficar isentos de portagens até 10 de fevereiro. E acrescentou que o tráfego que atravesse as autoestradas entre os nós acima referidos não será isentado.

Fica isento todo o tráfego que tenha origem ou destino:

  • Na A8, entre o nó de Valado de Frades e o nó de Leiria Nascente (COL);
  • Na A17, entre o nó da A8 e o nó de Mira;
  • Na A14 entre Sta. Eulália e o Nó de Ança;
  • Na A19 entre o Nó de Azoia e o Nó de S. Jorge;

A isenção terá início hoje às 24 horas e durará até dois dias após a conclusão da declaração do estado de calamidade, ou seja, terminará na terça-feira, dia 10 de fevereiro, às 24 horas.

O Governo tomou a decisão concertado com as concessionárias de modo a “poder apoiar a deslocação de materiais e de voluntários para estas regiões do país, em estrita articulação com as concessionárias e subconcessionárias.”

O presidente executivo da Brisa revelou que a concessionária irá comparticipar em 30% o custo de isenção de portagens em zonas afetadas pelo mau tempo, decidido pelo Governo. Em declarações à Lusa, António Pires de Lima afirmou que o “Governo entrou em contacto connosco comunicando os troços que gostaria de isentar de portagens de hoje à meia-noite e durante os próximos oito dias e solicitou também este apoio por parte do Grupo Brisa, das nossas várias concessões, a BCR, a Brisal, a Autoestradas do Atlântico e as Autoestradas do Litoral Oeste”.

A Brisa, sublinhou Pires de Lima, irá muito além daquilo que são as suas “obrigações do contrato de concessão”, e acedeu “a suportar 30% do custo desta isenção”. Em causa está um “esforço relevante, que estimamos pode oscilar entre os 300 e 500 mil euros, nesta decisão política que nos ultrapassa, mas com a qual queremos mostrar também a nossa solidariedade”, destacou Pires de Lima.

O CEO da Brisa disse ainda que, como os troços foram comunicados “muito recentemente”, a empresa não dispõe do “valor exato” do que irá custar ao Estado. Os acionistas da Brisa controlam a concessão Autoestradas do Atlântico que explora a A8 e a Brisal que opera a A17.

O Ministério das Infraestruturas saudou ainda a disponibilidade “solidária” manifestada pelas operadoras privadas para acomodar parte dos custos desta isenção.



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