Avançar para o conteúdo principal

Disney diz que homem não os pode processar pela morte da sua mulher num resort. O motivo? Subscreveram plataforma de streaming


CRISTOBAL HERRERA-ULASHKEVICH/EPA


 Médico processou Disney por considerar que houve homícidio culposo na morte da mulher. Empresa diz que cláusula do contrato para aceder à plataforma de streaming proíbe o recurso legal.


▲O casal terá escolhido o restaurante "Raglan Road Irish Pub", mas o staff não atendeu aos pedidos de atenção às alergias da vítima


O parque Disney World em Orlando, nos EUA, diz que o homem, cuja mulher morreu após ter sofrido uma reação alérgica num restaurante do parque, não os pode processar devido aos termos e condições que este aceitou ao inscrever-se num período gratuito da plataforma de streaming Disney +, avança a BBC.


Jeffrey Piccolo preencheu uma ação judicial por homicídio culposo contra a empresa depois da última refeição da mulher, Kanokporn Tangsuan, num dos restaurantes do resort em Orlando, durante a visita do casal em 2023. Médico da Universidade de Nova Iorque, Piccolo alega que o restaurante não tomou precauções suficientes relativamente às alergias da sua mulher, que reforça ter mencionado múltiplas vezes aos funcionários do estabelecimento.


De acordo com a queixa, o casal terá escolhido o “Raglan Road Irish Pub” porque a Disney tinha dito que “trataria com prioridade os clientes com alergias alimentares”, como conta o Telegraph. O marido da vítima reforçou ter questionado múltiplas vezes os funcionários relativamente à presença dos alergénios indicados pela vítima e que lhes foi garantido que o pedido tinha sido tratado com muita atenção.


Cerca de 45 minutos depois de terem acabado a refeição, e quando fazia compras com a sogra, a vítima sofreu uma reação alérgica severa e colapsou. De seguida, foi transportada para o hospital, onde foi declarado o óbito. A causa de morte foi então declarada como “anafilaxia devido a grandes quantidades de produtos lácteos e nozes no seu sistema”, reportou o Telegraph.


Piccolo decidiu então processar a Disney em mais de 45 mil euros, mais custos legais. No entanto, os advogados da empresa argumentaram que o caso terá de ser resolvido fora do tribunal, via arbitragem, devido aos termos que terá aceite quando criou uma conta no Disney +, em 2019. Este argumento, descrito como “absurdo” e “insano” pelos advogados de Piccolo, foi reforçado pelos termos aceites na compra dos bilhetes para o parque, como indicado pela defesa.


Um advogado britânico, especialista em lei comercial, adiantou à BBC que o argumento referente à subscrição à Disney + é “fraco”, mas que as condições aceites na compra do bilhete podem ser mais problemáticos para o caso de Piccolo. “Isto pode deixar a Disney levar o caso para arbitragem, apesar de existirem muitos outros fatores que podem o prevenir, dadas as circunstâncias delicadas deste caso”, acrescentou.


Disney diz que homem não os pode processar pela morte da sua mulher num resort. O motivo? Subscreveram plataforma de streaming – Observador


Comentários

Notícias mais vistas:

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Defender a escola pública

 1. Escrevo sobre o conflito que envolve os professores preocupada, em primeiro lugar, com o efeito que este está a ter na degradação da escola pública, na imagem e na confiança dos pais no sistema educativo, nos danos que estão a ser causados a milhares de alunos cujas famílias não têm condições para lhes proporcionar explicações ou frequência de colégios privados. Parece-me importante que, nas negociações entre Governo e sindicatos, esta dimensão do problema seja equacionada. Escrevo, em segundo lugar, porque espero poder dar um contributo para a compreensão e boa resolução do conflito, apesar de todo o ruído e falta de capacidade para ouvir. 2. Nos anos pré-pandemia, eram muitos os sinais das dificuldades das escolas em prestar um serviço de qualidade. A existência de milhares de alunos sem professor, em várias disciplinas e em vários pontos do país, gerou um clamor sobre a falta de docentes e a fraca atratividade da carreira. Porém, o problema da falta de professores nas escola...