Avançar para o conteúdo principal

O que aconteceu à Fatura da Sorte?



 Sorteio suspenso desde o final de 2023. Não há qualquer motivo oficial. E não há data anunciada para o seu regresso.


A Fatura da Sorte começou há 10 anos e, uma década depois, não se sabe do seu “paradeiro”.


Os primeiros sorteios foram em Abril de 2014. Para “valorizar e premiar a cidadania fiscal dos contribuintes no combate à economia paralela e à evasão fiscal”, de acordo a Autoridade Tributária. Era um incentivo ao pedido de fatura com NIF.


Na altura, sob o Governo liderado por Pedro Passos Coelho, eram oferecidos automóveis de luxo, uma vez por semana.


Mais tarde, cada sorteio semanal passou a atribuir 35 mil euros em Certificados do Tesouro aos contribuintes que participam.


Cada contribuinte concorre com cupões que obtém, um por cada 10 euros de faturas emitidas. Os sorteios levam em conta todas as faturas comunicadas nos dois meses anteriores a cada edição semanal.


Mas 2024 trouxe o fim da Fatura da Sorte. Ou, pelo menos, da sua suspensão.


O último sorteio foi em Dezembro de 2023. Cinco meses depois, não há qualquer justificação oficial sobre a interrupção, nem data prevista para o seu regresso, destaca o Correio da Manhã.


A decisão da suspensão do sorteio foi dada ainda no Governo de António Costa – que no entanto tinha renovado a parceria com o IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública e com a Santa Casa. Essa renovação ainda estará a aguardar por um parecer favorável do Tribunal de Contas.


Janeiro já costuma ser mês de paragem do sorteio, precisamente para renovar a mencionada parceria. Mas não demora cinco meses.


O sorteio vai voltar “logo que possível”, comentou fonte do Ministério das Finanças, no início deste ano.


O Governo atual ainda não falou sobre o assunto.


O que aconteceu à Fatura da Sorte? (aeiou.pt)


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

OpenAI deixa alerta após agentes de IA acederem a sites do governo dos EUA

 A OpenAI afirma ter alertado “dezenas” de instituições por todo o mundo de que os seus sites podem ter sido alvo de acessos indevidos por parte de bots de inteligência artificial (IA). Entre as entidades visadas estão organismos do governo norte-americano, universidades e agências públicas. A empresa OpenAI explicou que os agentes de inteligência artificial foram desenvolvidos e treinados para operar de forma maioritariamente autónoma, tendo como objetivo encontrar “fontes confiáveis de informação pública”. No entanto, alguns terão ultrapassados limites e tentado contornar as medidas de segurança existentes nos sites. Entre as instituições que os bots tentaram aceder estão a Securities and Exchange Commission (SEC), agência federal independente dos Estados Unidos responsável pela regulação dos mercados financeiros e pela proteção dos investidores, o Census Bureau, principal agência estatística do país, e o Departamento de Educação, responsável por matérias relacionadas com a educa...

Lei do arrendamento aprovada na generalidade

 Abstenção do Chega foi suficiente para alterar o regime de arrendamento urbano. Acordo trouxe algumas alterações à proposta de lei. A proposta de lei do Governo para alterar o regime de arrendamento urbano foi aprovada na generalidade no parlamento, devido à abstenção do Chega, após o Governo ter manifestado disponibilidade para negociar “melhorias” na especialidade. O documento foi aprovado na generalidade com os votos favoráveis do PSD, IL, CDS-PP, a abstenção do Chega e contra do PS, Livre, PCP, PAN, JPP e BE, tendo as restantes iniciativas dos partidos sobre este tema sido todas rejeitadas. O presidente do Chega e o líder parlamentar do PSD assinaram um acordo para introduzir, na discussão na especialidade, alterações ao pedido do Governo para rever o Novo Regime do Arrendamento Urbano. “Tendo o Governo apresentado na Assembleia da República proposta para alterar a legislação em matéria de arrendamento urbano e tendo o Chega apresentado vários dos elementos constantes da mesma...