Avançar para o conteúdo principal

NASA envia atualizações a 19 mil milhões de quilómetros de distância para sondas Voyager



 A NASA está a enviar atualizações de software para assegurar que o hardware a bordo das sondas Voyager 1 e Voyager 2 continua a funcionar adequadamente. Com um destes pacotes, a NASA pretende corrigir os dados corrompidos que a Voyager 1 começou a transmitir no ano passado e outro pretende assegurar que os propulsores das duas sondas estão a operar convenientemente. Estas atualizações querem ainda garantir que as duas sondas se mantêm operacionais e a afastarem-se da Terra o máximo de tempo possível.


“A equipa de engenharia está a deparar-se com muitos desafios para os quais simplesmente não temos um manual de instruções. Mas continuam a trabalhar em soluções criativas”, conta Linda Spilker, cientista de projeto para esta missão, citada pela Space.com. Estima-se que uma das sondas esteja já a mais de 19 mil milhões de quilómetros de distância do planeta Terra.


Em maio de 2022, a Voyager 1 começou a enviar dados corrompidos para a Terra. A equipa percebeu que a antena e o hardware de controlo (AACS) estavam a funcionar perfeitamente, mas que, por alguma razão desconhecida, os dados passaram a ser enviados através de um computador a bordo que ‘estragou’ os dados. A 20 de outubro, a Voyager 2 recebeu uma correção para esta situação e agora chega a vez da Voyager 1.


As duas sondas conseguem ajustar a sua antena ao disparar os propulsores e mudar a posição. No entanto, de cada vez que ligam os propulsores, deixam um resíduo de combustível que acaba por entrar nos próprios propulsores e os cientistas receiam que, ao longo de décadas de manobras, os resíduos se acumulem e acabem por entupir os tubos. Agora, desde setembro, a equipa passou a permitir que as sondas rodem mais, reduzindo a necessidade de utilizar combustível para as manobras.


A expetativa é de que o combustível a bordo seja suficiente para pelo menos mais cinco anos de operação.


Exame Informática | NASA envia atualizações a 19 mil milhões de quilómetros de distância para sondas Voyager (visao.pt)


Comentários

Notícias mais vistas:

"Denúncia caluniosa" transformou sete semanas de sonho na vida de um empresário em vários anos de pesadelo

 João abriu uma empresa em Portugal no final de 2019 ligada à compra e venda de bitcoins. Cumpriu todas as regras, mas viu as contas bancárias bloqueadas. Suspeitas de burla e branqueamento deram origem a um processo que só foi arquivado em 2024. O Ministério Público admitiu no despacho final que houve “denúncia caluniosa” e que a empresa tinha procedimentos de segurança além dos exigidos por lei. O que é certo é que a empresa fechou por culpa de uma justiça lenta. A pessoa “é condenada antes de qualquer conclusão”, lamentou à CNN Portugal o empresário Nasceu no Brasil, mas reside na Alemanha há mais de uma década. João (nome fictício) sempre se sentiu atraído pelo mundo do trading e pelas novas tecnologias. Decidiu abrir uma empresa de compra e venda de criptomoedas em Portugal, mas o sonho transformou-se num pesadelo. A empresa apenas funcionou sete semanas, mas esteve quatro anos perdido entre a Polícia Judiciária (PJ) e o Ministério Público (MP). Os montantes elevados de alguma...

Tekever vai ter drones a detetar incêndios no Canadá (mas não em Portugal)

 Um contrato com a Phoenix Heli-Flight vai permitir à Tekever ter drones seus a detetar incêndios florestais no Canadá. Em Portugal não tem sistemas envolvidos nessa vigilância. O drone da Tekever que vai ser utilizado no Canadá para vigiar florestas. A Tekever foi contratada pela Phoenix Heli-Flight para colocar drones seus a vigiar áreas no Canadá para deteção de incêndios. A empresa portuguesa, que já atingiu o estatuto de unicórnio, anunciou o contrato, mas “por razões de confidencialidade” não revela o número de sistemas envolvidos no contrato nem os detalhes, nomeadamente o seu valor. Ao abrigo deste contrato, “a Phoenix Heli-Flight irá utilizar o AR3”, que a empresa diz ser “altamente adaptável com sensores especializados, para apoiar a deteção, monitorização e o combate a incêndios florestais”, acrescentando que “o objetivo é disponibilizar informação operacional crítica em tempo real às equipas responsáveis pela resposta à emergência, contribuindo para uma deteção mais pre...

A nova burla do Multibanco que está a limpar contas em Portugal

 O Multibanco sempre foi visto como um porto seguro para os portugueses, mas em 2026, a confiança cega pode custar-te muito caro. Efetivamente, as autoridades detetaram uma nova vaga de burlas que já não se limita apenas a copiar cartões. Neste cenário, os criminosos estão a utilizar uma combinação perigosa de dispositivos físicos quase impercetíveis e chamadas telefónicas que parecem vir diretamente do teu banco. Se achas que estás protegido apenas por esconder o PIN, estás redondamente enganado. Assim atenção a esta nova burla para quem tem contas bancárias e utiliza Multibanco. O Regresso do Skimming 2.0 e a “Vishing” Para começar, o método físico voltou com uma sofisticação assustadora. O clássico skimming, a instalação de leitores de cartões falsos, evoluiu para dispositivos “invisíveis” inseridos dentro da ranhura do Multibanco. Estes novos leitores não alteram o aspeto exterior da máquina, o que torna quase impossível detetar algo de errado à primeira vista. Paralelamente, m...