Avançar para o conteúdo principal

Aeroporto: CTI fecha short list com nove soluções. Pegões, Poceirão e Rio Frio na fase seguinte


© Ricardo Ramos / Global Imagens


 A Comissão Técnica Independente passou à fase seguinte nove opções estratégicas para a expansão aeroportuária da região de Lisboa.


A Comissão Técnica Independente (CTI) deu luz verde a nove das 17 opções estratégicas para o novo aeroporto da região de Lisboa e que irão passar agora à fase seguinte de avaliação. A short list com sete localizações, que foi anunciada esta quinta-feira, 27, durante a primeira conferência da CTI, inclui além das cincos hipóteses indicadas pelo governo na resolução do Conselho de Ministros - Portela+Montijo; Montijo + Portela; Campo de Tiro de Alcochete; Portela + Santarém e Santarém - mais quatro possibilidades.


As opções Portela+ Alcochete, Pegões, Portela+Pegões e Rio Frio+Poceirão vão também seguir caminho para a segunda fase de estudos.


A triagem destas nove soluções estratégicas foi feita com base em 10 critérios de viabilidade técnico-científica. Da lista, há três que assumem maior relevância: a proximidade e distância do centro de Lisboa (a média europeia são 22 quilómetros), infraestrutura rodo e ferroviária existente e planeada e a área de expansão (mínimo 1000 ha).


À lista, detalhada esta tarde nas instalações do LNEC, acrescenta ainda outros aspetos como a capacidade de movimentos/hora; se há ou não conflitos com espaço aéreo militar; riscos naturais; população afetada pelo ruído; áreas naturais e corredores migratórios; importância estratégica para a Força Aérea e a existência de estudos de impacte ambiental e de declarações de impacte ambiental que, segundo a presidente da CTI, "podem acelerar os processos de aprovação".


Recorde-se que o rol de futuros locais e combinações tem vindo a crescer nos últimos meses. Depois de o governo ter dado o tiro de partida com cinco opções estratégicas, no final de 2022, em janeiro, entraram na lista Portela + Alverca e Beja. JÁ este mês, o presidente da Câmara Municipal de Leiria fez também chegar à CTI a proposta de Monte Real. Já depois de concluída a fase de audição pública, através da plataforma online aeroparticipa.pt, foram ainda integradas oito novas opções: Ota, Rio Frio, Pegões, Poceirão, Évora, Apostiça, Sintra e Tancos.


Alverca, Monte Real e Beja de fora

O interesse pela futura resposta aeroportuária da região de Lisboa tem sido crescente e, no total, chegaram à CTI 781 sugestões de localização. Destas, 17 foram integradas numa primeira avaliação e, por fim, foi hoje anunciada a lista final de opções com viabilidade. Várias foram as localizações que ficaram pelo caminho e que não passaram no teste dos critérios aplicado pela CTI.


"É um aeroporto para a região de Lisboa não é para ser colocado em qualquer parte do país"; relembrou Maria do Rosário Partidário.


A solução Alverca+Portela não integra a short list apesar de ser "uma opção extremamente criativa". A coordenadora da CTI admite que a solução de acessibilidades é "muito inteligente" mas há condicionantes que chumbaram a hipótese. Nomeadamente o facto de ser a solução "que afeta o maior número de população, 762 mil pessoas".


Beja Monte Real e Évora chumbaram no critério de proximidade. " "Já a Ota é uma opção histórica e já foi muito estudada, por isso permitiu-nos ter acesso a mais informação. É ideal do ponto de vista de acessibilidades mas não tem área de expansão. Os estudos mostraram dificuldades em segurança aérea, risco de inundação e custos elevados na remoção de obstáculos", justificou a coordenadora.


A Apostiça apresenta conflitos militares com paióis NATO, e não tem ferrovia, motivos que ditaram a exclusão.


Já Pegões, que também não cumpre o critério de proximidade, tem capacidade para ir até às quatro pistas. Maria do Rosário Partidário indicou que a localização "apresenta conflitos com a área militar" mas este ponto "pode ser resolúvel". O facto de ficar a 10 quilómetros de Rio Frio e ser uma área logística com potencial levaram a CTI a considerá-las como uma solução mista, apesar de Rio Frio já ter sido estudado anteriormente e ter sido rejeitado por razões ambientais.


Aeroporto: CTI fecha short list com nove soluções. Pegões, Poceirão e Rio Frio na fase seguinte (dinheirovivo.pt)


Comentários

Notícias mais vistas:

Construção da maior central solar em Portugal encravada há mais de dois anos na justiça, apesar de aprovada

Santa Luzia in northeastern Brazil.  EPA/SEBASTIAO MOREIRA  Desde 2024 que a autorização ambiental dada à central solar Fernando Pessoa foi suspensa por decisão do juiz e após impugnação do Ministério Público. Agência do Ambiente recorreu, mas não há decisão. A maior central solar aprovada para Portugal, com mais de mil megawatts (MW) de potência, está parada há mais de dois anos, na sequência de processos judiciais colocados contra a aprovação emitida pelas autoridades ambientais. A atribulada história do projeto, que foi batizado com o nome do poeta Fernando Pessoa, mostra que o licenciamento ambiental — por intervenção da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ou do ICNF (Instituto da Conservação da Natureza de Florestas) — nem sempre é o maior obstáculo à execução dos projetos de energias renováveis. A central solar fotovoltaica Fernando Pessoa está prevista para o concelho de Santiago do Cacém e obteve uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em jane...

Este restaurante é tão bom que há pessoas proibidas por lei de irem lá comer

  Não é um local que sirva para ir todos os dias, mas antes em ocasiões bastante especiais. Ainda assim, nem nessas circunstâncias algumas pessoas podem entrar, mesmo que ninguém saiba porquê Como refúgio secreto outrora reservado aos antigos imperadores da China, para além da vigilância dos homens de negro que guardam a entrada em frente ao histórico Templo Lama de Pequim, um estreito caminho de pedra conduz silenciosamente a um pátio. A névoa flutua suavemente ao longo da passadeira. No final do mesmo, uma mulher envolta num manto simples sobre um vestido tradicional chinês aguarda junto a um muro caiado que protege o pátio das ruas movimentadas da antiga Pequim. Com um gesto delicado, convida os visitantes a entrar no restaurante. Não é o tipo de restaurante que se frequenta todos os dias. É um local reservado para ocasiões especiais: pedidos de casamento, aniversários ou receções. Contudo, há um tipo de convidado que não pode desfrutar do elegante estabelecimento, nem mesmo em ...

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...