Avançar para o conteúdo principal

Seul vai instalar câmaras com IA que ajudam a identificar crimes prováveis


A Coreia do Sul vai testar um sistema que parece saído do filme Relatório Minoritário, em que a análise de roupas, objetos e padrões pretende averiguar a probabilidade de vir a ocorrer um crime

O governo sul-coreano vai instalar três mil câmaras equipadas com software de Inteligência Artificial (IA) em Seul, mais precisamente no distrito de Seocho, até ao final de julho. Estes dispositivos serão capazes de identificar o local, a hora e padrões de comportamento dos peões que indiquem uma probabilidade elevada de vir a ser praticado um crime.

Na prática, como explica a ZDNet, as câmaras vão detetar automaticamente quando uma pessoa está a andar normalmente ou está a seguir outra. Além disso, irá conseguir identificar o que os transeuntes têm vestido (como chapéus, óculos ou máscaras, por exemplo) e se transportam objetos considerados perigosos e que têm uma elevada probabilidade de serem usados em crimes.

Tendo em conta a análise dos parâmetros mencionados, será atribuído um valor que indica a probabilidade de vir a ocorrer um crime e quando esse número ultrapassa o que está predefinido é emitido um alerta para a polícia enviar agentes para o local.

As autoridades irão analisar 20 mil sentenças judiciais e imagens de crimes para ajudar o software de IA a definir padrões. Como explicam os responsáveis do projeto, o objetivo é funcionar como uma espécie de déjà vu.

Para já, o sistema estará em teste, já que a versão final do software só deverá estar terminada em 2022.

http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/mercados/2020-01-02-Seul-vai-instalar-camaras-com-IA-que-ajudam-a-identificar-crimes-provaveis

Comentários

Notícias mais vistas:

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Defender a escola pública

 1. Escrevo sobre o conflito que envolve os professores preocupada, em primeiro lugar, com o efeito que este está a ter na degradação da escola pública, na imagem e na confiança dos pais no sistema educativo, nos danos que estão a ser causados a milhares de alunos cujas famílias não têm condições para lhes proporcionar explicações ou frequência de colégios privados. Parece-me importante que, nas negociações entre Governo e sindicatos, esta dimensão do problema seja equacionada. Escrevo, em segundo lugar, porque espero poder dar um contributo para a compreensão e boa resolução do conflito, apesar de todo o ruído e falta de capacidade para ouvir. 2. Nos anos pré-pandemia, eram muitos os sinais das dificuldades das escolas em prestar um serviço de qualidade. A existência de milhares de alunos sem professor, em várias disciplinas e em vários pontos do país, gerou um clamor sobre a falta de docentes e a fraca atratividade da carreira. Porém, o problema da falta de professores nas escola...