Avançar para o conteúdo principal

Milhões de empresas chinesas em risco de colapso se bancos não libertarem fundos


Inquérito feito junto a empresas chinesas de pequena e média dimensão revela que um terço só tem dinheiro para pagar mais um mês as despesas fixas.

A epidemia do Coronavírus, que já infectou mais de 75 mil pessoas, e deixou milhões de trabalhadores em casa, está a sufocar as companhias na China. Há empresas que só têm dinheiro para cobrir despesas, como salários, por mais um mês. Se os bancos não começarem a libertar fundos para empréstimos, muitas correm o risco de colapsar, noticiou a Bloomberg.

"Se a China não conseguir conter o vírus no primeiro trimestre, espero que um largo número de pequenos negócios vá abaixo", diz Lv Changshun, um analista da consultora chinesa Zhonghe Yingtai, citado pela agência noticiosa.

Na China, as empresas privadas representam 60% da economia do país e 80% dos empregos, mas têm tido dificuldade em obter financiamento para impulsionar momentos de expansão ou enfrentar momentos de crise como o que agora se confrontam com o Coronavírus. O Industrial & Commercial Bank of China (ICBC), o maior banco de crédito chinês, libertou fundos para apenas 5% dos clientes de pequena dimensão, tendo atribuído 5,4 mil milhões de yuan (cerca de 770 milhões de dólares) para ajudar os clientes com pequenos negócios com esta crise, segundo a Bloomberg.

https://www.dn.pt/dinheiro/milhoes-de-empresas-chinesas-em-risco-de-colapso-se-bancos-nao-libertarem-fundos-11852902.html

Comentários

Notícias mais vistas:

Este restaurante é tão bom que há pessoas proibidas por lei de irem lá comer

  Não é um local que sirva para ir todos os dias, mas antes em ocasiões bastante especiais. Ainda assim, nem nessas circunstâncias algumas pessoas podem entrar, mesmo que ninguém saiba porquê Como refúgio secreto outrora reservado aos antigos imperadores da China, para além da vigilância dos homens de negro que guardam a entrada em frente ao histórico Templo Lama de Pequim, um estreito caminho de pedra conduz silenciosamente a um pátio. A névoa flutua suavemente ao longo da passadeira. No final do mesmo, uma mulher envolta num manto simples sobre um vestido tradicional chinês aguarda junto a um muro caiado que protege o pátio das ruas movimentadas da antiga Pequim. Com um gesto delicado, convida os visitantes a entrar no restaurante. Não é o tipo de restaurante que se frequenta todos os dias. É um local reservado para ocasiões especiais: pedidos de casamento, aniversários ou receções. Contudo, há um tipo de convidado que não pode desfrutar do elegante estabelecimento, nem mesmo em ...

Construção da maior central solar em Portugal encravada há mais de dois anos na justiça, apesar de aprovada

Santa Luzia in northeastern Brazil.  EPA/SEBASTIAO MOREIRA  Desde 2024 que a autorização ambiental dada à central solar Fernando Pessoa foi suspensa por decisão do juiz e após impugnação do Ministério Público. Agência do Ambiente recorreu, mas não há decisão. A maior central solar aprovada para Portugal, com mais de mil megawatts (MW) de potência, está parada há mais de dois anos, na sequência de processos judiciais colocados contra a aprovação emitida pelas autoridades ambientais. A atribulada história do projeto, que foi batizado com o nome do poeta Fernando Pessoa, mostra que o licenciamento ambiental — por intervenção da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ou do ICNF (Instituto da Conservação da Natureza de Florestas) — nem sempre é o maior obstáculo à execução dos projetos de energias renováveis. A central solar fotovoltaica Fernando Pessoa está prevista para o concelho de Santiago do Cacém e obteve uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em jane...

Sonae Sierra compra nove supermercados Mercadona a fundo israelita

 O braço imobiliário da Sonae soma, com esta operação, mais 15 mil metros quadrados de superfície na Catalunha, Aragão, Andaluzia, Astúrias, Navarra e Extremadura. ASonae Sierra adquiriu uma carteira de nove supermercados Mercadona, em Espanha, ao fundo israelita MDSR. Com esta operação, realizada através do Hahn Sierra Food Retail Fund, o braço imobiliário da Sonae soma mais 15 mil metros quadrados de superfície na Catalunha, Aragão, Andaluzia, Astúrias, Navarra e Extremadura. Os nove ativos, arrendados a longo prazo à empresa de distribuição espanhola, oferecem uma “exposição diversificada tanto por geografias como por áreas de influência comercial”, segundo nota da Savills, a consultora imobiliária que assessorou a operação. O valor da operação não foi avançado, mas o fundo israelita tinha comprado 27 centros à própria Mercadona em 2021, numa operação avaliada em 100 milhões de euros. Também a EY assessorou, legalmente, a Sonae Sierra, enquanto a Eversheeds Sutherland apoiou o v...