Avançar para o conteúdo principal

Itália decretou quarentena obrigatória. Em Portugal não seria possível


Portugal não registou até ao momento nenhum caso positivo de covid-19 em território nacional. A lei portuguesa impede a quarentena obrigatória, o que limitará as medidas de emergência para contenção da epidemia, caso esta chegue ao nosso país.

Em Itália, onde já se somam 150 infetados com COVID-19 e três mortos (dois idosos e uma doente oncológica que não resistiram às complicações provocadas pela infeção), foi na sexta-feira, dia 21 de fevereiro, decretada a quarentena obrigatória através de um despacho emitido pelo ministro da Saúde italiano, Roberto Speranza, como parte das medidas de emergência para contenção do vírus.

Todos os casos positivos de covid-19, assim como todos os que tenham estado em contacto com estes e quem tenha estado em zonas de risco nos últimos 14 dias, cuja notificação às autoridades de saúde locais é mandatória, estão abrangidos pela quarentena obrigatória.

Itália é neste momento o quarto país do mundo com mais casos de coronavírus e o primeiro na Europa.

Em Portugal, a quarentena obrigatória não é legalmente possível e depende do bom senso e da boa vontade de as pessoas se submeterem a isolamento, como aconteceu com as 18 vindas de Whuan, no início de fevereiros. Ao contrário da maioria dos países europeus, o "internamento compulsivo" é limitado, pela Constituição, apenas a doenças mentais e em condições muito específicas. A ameaça do covid-19 abre a discussão sobre esta matéria. O que acontecerá se a epidemia chegar a Portugal?

https://www.dn.pt/pais/italia-decretou-quarentena-obrigatoria-em-portugal-nao-seria-possivel-11852559.html

Comentários

Notícias mais vistas:

ASAE e ENSE fiscalizam 70 postos de combustível e aplicam contraordenações a 17

A ASAE e a ENSE realizaram fiscalizações a 70 postos de combustível tendo aplicado 17 contraordenações por ausência de inspeções periódicas quinquenais obrigatórias, práticas comerciais desleais e irregularidades relacionadas com exatidão nas medições de combustível. A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), através das suas Unidades Regionais, e a Entidade Nacional para o Setor Energético, E.P.E., (ENSE), através da sua Unidade de Controlo e Prevenção, desenvolveram nos últimos dias, a nível nacional, várias operações de fiscalização e de prevenção criminal dirigidas a postos de abastecimento de combustível, na sequência do recente aumento dos preços praticados no mercado nacional. A operação decorreu nos concelhos de Lisboa, Setúbal, Leiria, Coimbra, Viseu, Castro d´Aire, Barcelos, Braga, Vila Nova de Gaia, Porto, Vila Real e Faro. Da operação resultou a fiscalização de 70 operadores económicos, tendo sido instaurados 17 processos de contraordenação, entre as principais...

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...