Avançar para o conteúdo principal

Portugal é um dos países que mais gasta com a educação e com os idosos

Portugal é dos países da UE onde dívida pública mais pesa

Relatório do Eurostat revela que peso da despesa do Estado no total de economia era em Portugal, em 2015, de 48,4% do PIB, abaixo da zona euro, mas acima da União Europeia. Documento dá ainda conta que despesas com a saúde representaram apenas 12,7%, abaixo dos 14,9% na zona euro.

O relatório do Eurostat, relativo a 2015, detalha como os países da União Europeia distribuem a despesa pública pelas várias funções do Estado. É uma comparação que tem por base o peso dos gastos em cada função, no PIB e na despesa total de cada Estado.
Em Portugal, o peso da despesa do Estado no total da economia, era de 48,4% do PIB, ligeiramente abaixo da média da zona euro (48,5%) e acima da União Europeia (47,2%).

O país está abaixo da média na protecção social, uma vez que nesta área gasta 18,3% do PIB e 37,8% da despesa do Estado, contra os 20,1% do PIB e 41,5% da despesa total na zona euro.

Portugal também difere da zona euro nos gastos com saúde. Em 2015, 16,8% das despesas do Estado tinham como destino "gastos públicos gerais", acima dos 12,7% canalizados para a saúde. Na zona euro, os gastos com a saúde têm um peso de 14,9%, enquanto os "gastos públicos gerais" representam 13,6%, sendo esta a segunda função social que mais absorve as verbas. Uma diferença que se justifica com os gastos associados à dívida pública (nomeadamente pagamento de juros), que o Eurostat inclui na rubrica "gastos públicos gerais". Portugal é o quinto país da UE e o terceiro da zona euro com o peso mais elevado desta rubrica nas despesas totais.

Avaliando o peso dos "gastos públicos gerais" no PIB, esta rubrica pesa 8,1% em Portugal (contra 6,6% na Zona Euro), tornando-se o sétimo nível mais elevado na União Europeia.

No que toca à educação, os gastos em Portugal estão acima da média. 12,4% da despesa do Estado em 2015 teve a educação como destino, quase tanto como o gasto em saúde e bem acima da média da zona euro (9,7%) e da União Europeia (10,3%). Está igualmente acima da média da UE nos gastos com os idosos (25,3% do total contra 22,3% na zona euro).

https://www.contasconnosco.pt/artigo/portugal-e-dos-paises-da-ue-onde-divida-publica-mais-pesa

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Construção da maior central solar em Portugal encravada há mais de dois anos na justiça, apesar de aprovada

Santa Luzia in northeastern Brazil.  EPA/SEBASTIAO MOREIRA  Desde 2024 que a autorização ambiental dada à central solar Fernando Pessoa foi suspensa por decisão do juiz e após impugnação do Ministério Público. Agência do Ambiente recorreu, mas não há decisão. A maior central solar aprovada para Portugal, com mais de mil megawatts (MW) de potência, está parada há mais de dois anos, na sequência de processos judiciais colocados contra a aprovação emitida pelas autoridades ambientais. A atribulada história do projeto, que foi batizado com o nome do poeta Fernando Pessoa, mostra que o licenciamento ambiental — por intervenção da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ou do ICNF (Instituto da Conservação da Natureza de Florestas) — nem sempre é o maior obstáculo à execução dos projetos de energias renováveis. A central solar fotovoltaica Fernando Pessoa está prevista para o concelho de Santiago do Cacém e obteve uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em jane...

Como a Google está a transformar smartphones antigos em pequenos servidores

Os smartphones antigos podem ter um destino bem diferente da reciclagem ou de uma gaveta esquecida.  Projeto da Google reutiliza motherboards de smartphones reformados para reduzir a necessidade de fabricar novo hardware. Um projeto apoiado pela Google Research está a demonstrar que é possível reutilizar a motherboard destes equipamentos para criar uma plataforma de computação de baixo impacto ambiental, prolongando a vida útil do hardware e reduzindo a necessidade de produzir novos servidores para determinadas workloads. Reutilizar a parte mais valiosa do smartphone O projeto está a ser desenvolvido por investigadores da Universidade da Califórnia em San Diego, com o apoio da Google Research. Em vez de aproveitarem o smartphone completo, a equipa reutiliza apenas a motherboard, onde se encontram o processador, a memória e o armazenamento, componentes que representam cerca de metade da pegada de carbono incorporada do dispositivo. Depois de removerem os restantes componentes, como ...