Avançar para o conteúdo principal

Já temos memória RAM a 1200€ em Portugal

 

Crise da RAM em Portugal? preços disparam, pré-builds voltam a fazer sentido e a culpa é da IA.

Sim, a febre já chegou a Portugal. Seja pelo stock “antigo” estar a escoar demasiado rápido, ou porque as lojas sabem que podem aproveitar a onda para fazer dinheiro a sério com o stock que tinham em armazém, a realidade é que os preços estão a aumentar a uma velocidade absurda.

Por isso, se estás a montar um PC novo ou a pensar fazer upgrade de RAM, já levaste com o choque. Ou seja, kits que há meses custavam 60 ou 70 euros agora andam nos 400, 500 ou até 700 euros. Não, não é exagero. Há quem tenha comprado 32 GB DDR5 6000 por 70 euros em março e hoje vê exatamente o mesmo kit a 700 euros.

O que é que se passou para os preços da RAM ficarem fora de controlo em tão pouco tempo?

RAM está a disparar. E não é só “ganância das lojas”.

Sim, é verdade que os fornecedores e próprias lojas estão a aproveitar a onda. Porque o stock não desaparece assim de um momento para o outro. Mas a verdade é que esta crise vai de facto ser um problema a sério.

Isto porque, os mesmos chips de memória que vão para a RAM dos teus PCs também vão para servidores, placas de IA, máquinas de cloud, etc… A Samsung, SK hynix e Micron não estão a pensar no teu PC gaming. Estão a vender para quem compra paletes inteiras de chips de uma vez.

Isto significa que existe menos oferta para o consumo doméstico, e como tal, os preços têm de subir porque o outro lado da barricada paga muito melhor.

Sim, fabricantes como Corsair, Kingston, G.Skill ou Asus continuam a montar módulos, mas compram os chips a estes gigantes. Se o custo base dispara, o preço final para o consumidor acompanha.

DDR5 está impossível. DDR4 ainda vai aguentando… por enquanto.

Neste momento, DDR5 é o maior alvo desta loucura. Exemplos reais que andam a circular:

  • kits de 32 GB DDR5 6000 que custavam 60 ou 70 euros há poucos meses, agora listados a 400, 500 ou mais
  • utilizadores a dizer que não encontram 2 x 16 GB DDR5 6000 abaixo dos 400 euros em lojas nacionais

DDR4 ainda se safa, mas não te iludas. Quando começar a desaparecer do mercado, o raciocínio é simples: menos stock, procura residual, preço volta a subir. Já vimos este filme antes.

Porque é que as pré-builds, de repente, voltaram a fazer sentido?

Uma das respostas mais interessantes que aparece nestas discussões é simples: se queres RAM “barata”, compra um PC completo já feito e montado.

Ou seja, grandes superfícies como Worten ou Fnac ainda têm muitos PCs pré-montados com preços calculados antes da explosão da memória. Ou seja, compras um PC inteiro com 32 GB por um valor que hoje mal te paga só a RAM.

É ridículo, mas é a realidade do momento.

Há ainda alguns “refúgios”: lojas locais e Amazon

Quem anda atento ainda encontra algumas oportunidades:

  • lojas pequenas que têm stock antigo a preço pré-aumento
  • kits isolados em promo em Amazon Espanha

Conclusão

A crise da RAM não é imaginação, não é conspirativa e não é só “ganância” das lojas. É o efeito direto de uma corrida gigantesca à capacidade de memória para IA e data centers.

Se estiveres a montar build nova em DDR5 em 2025, vais sofrer. E neste momento, os negócios mais inteligentes estão, ironicamente, nos PCs pré-montados e nos restos de stock antigo que ainda andam perdidos por aí.


Já temos memória RAM a 1200€ em Portugal | Leak


Comentários

Notícias mais vistas:

Diarreia legislativa

© DR  As mais de 150 alterações ao Código do Trabalho, no âmbito da Agenda para o Trabalho Digno, foram aprovadas esta sexta-feira pelo Parlamento, em votação final. O texto global apenas contou com os votos favoráveis da maioria absoluta socialista. PCP, BE e IL votaram contra, PSD, Chega, Livre e PAN abstiveram-se. Esta diarréia legislativa não só "passaram ao lado da concertação Social", como também "terão um profundo impacto negativo na competitividade das empresas nacionais, caso venham a ser implementadas Patrões vão falar com Marcelo para travar Agenda para o Trabalho Digno (dinheirovivo.pt)

Aeroporto: há novidades

 Nenhuma conclusão substitui o estudo que o Governo mandou fazer sobre a melhor localização para o aeroporto de Lisboa. Mas há novas pistas, fruto do debate promovido pelo Conselho Económico e Social e o Público. No quadro abaixo ficam alguns dos pontos fortes e fracos de cada projeto apresentados na terça-feira. As premissas da análise são estas: IMPACTO NO AMBIENTE: não há tema mais crítico para a construção de um aeroporto em qualquer ponto do mundo. Olhando para as seis hipóteses em análise, talvez apenas Alverca (que já tem uma pista, numa área menos crítica do estuário) ou Santarém (numa zona menos sensível) escapem. Alcochete e Montijo são indubitavelmente as piores pelas consequências ecológicas em redor. Manter a Portela tem um impacto pesado sobre os habitantes da capital - daí as dúvidas sobre se se deve diminuir a operação, ou pura e simplesmente acabar. Nem o presidente da Câmara, Carlos Moedas, consegue dizer qual escolhe... CUSTO DE INVESTIMENTO: a grande novidade ve...