Avançar para o conteúdo principal

Bulgária torna-se 21.º país a aderir ao euro


Foto: Dado Ruvic- Reuters


 Zona Euro tem na Bulgária o seu vigésimo primeiro membro. Trata-se, diz o BCE, de "um marco" para este país que entrou na União Europeia em 2007.


A Bulgária torna-se hoje no 21.º país membro da zona euro, com a adoção oficial da moeda única, um marco histórico contestado pela população e que ocorre numa altura em que o país enfrenta instabilidade política.


Até agora, a zona euro era composta por 20 países, que utilizam o euro como moeda oficial e participam nas decisões comuns de política monetária através do Banco Central Europeu (BCE), mas, com a entrada hoje concretizada da Bulgária, a moeda única passa a ser usada por 21 Estados-membros.


Enquanto para a zona euro a entrada da Bulgária amplia o mercado interno, fortalece a estabilidade regional e envia um sinal de coesão comunitária num contexto geopolítico turbulento, para Sófia abandonar o lev búlgaro significa passar a participar diretamente nas decisões do BCE e integrar plenamente os mecanismos de governação económica da moeda única.


"Trata-se de um marco histórico para o país e de uma oportunidade significativa para pessoas e empresas em toda a área do euro. [...] Para a Bulgária, a adoção do euro ajudará a construir uma base mais sólida para o crescimento sustentável e a resiliência a longo prazo", afirmou o BCE em comunicado.


"A Bulgária terá uma visão, uma voz, um voto", indicou a presidente do BCE, Christine Lagarde.


A adesão à área da moeda única é importante para o país da Europa Oriental, que entrou na União Europeia em 2007.


Porém, devido às "dúvidas e preocupações" da população, o BCE já prometeu "trabalhar em estreita colaboração" com as autoridades búlgaras para facilitar a implementação.


A taxa de conversão é de 1,95583 lev búlgaro equivalente a um euro.


A implementação ocorre numa altura de crise política na Bulgária, que dura há vários meses e se acentuou em meados de dezembro, quando o Governo liderado por Rosen Zhelyazkov, face a protestos massivos contra propostas orçamentais controversas e alegações de corrupção, desencadeou um novo processo para formar executivo ou convocar eleições antecipadas.


É neste clima de polarização que é adotado o euro no país, que, apesar de amplamente defendido pelo Governo búlgaro e por Bruxelas, tem enfrentado forte oposição popular e política.


Ao mesmo tempo, surgem preocupações com campanhas de desinformação alinhadas com a Rússia, dada a erosão da confiança pública nas instituições europeias e o aprofundamento das divisões sociais.


Com a adesão da Bulgária, restam apenas seis dos 27 países da UE fora da União Monetária, sendo eles a Suécia, Polónia, República Checa, Hungria, Roménia e Dinamarca.


Bulgária torna-se 21.º país a aderir ao euro


Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Guerra das estrelas europeu

Airbus e parceiros vão criar interceptador europeu contra mísseis balísticos que ficará alocado fora da atmosfera  A Airbus informa, nesta terça-feira, dia 14 de julho, que sua divisão Airbus Defence and Space e as empresas Destinus, MBDA Deutschland, Safran Electronics & Defense e Thales assinaram hoje uma Carta de Intenção (LOI) para estabelecer o Consórcio Bliksem EXO. Esta é uma parceria industrial europeia multinacional para o desenvolvimento, qualificação, produção em escala industrial e suporte do Bliksem EXO. A assinatura ocorreu na reunião inaugural da coalizão anti-balística no Ministério Francês para Europa e Assuntos Exteriores, na presença de Rob Jetten, Primeiro-Ministro dos Países Baixos. O Bliksem EXO é concebido como um sistema europeu soberano de interceptador exoatmosférico (alocado fora da atmosfera terrestre) contra ameaças de mísseis balísticos de alcance médio e intermediário, incluindo sistemas da classe Oreshnik com veículos de reentrada separáveis e ma...

Google: Desde a Carolina do Sul até Portugal: Sines acolhe novo cabo submarino

 Desde a Carolina do Sul até Portugal: Sines acolhe novo cabo submarino transatlântico da Google - CNN Portugal Desde a Carolina do Sul até Portugal: Sines acolhe novo cabo submarino transatlântico da Google O sistema de cabos Nuvem da Google vem juntar-se a outros dois cabos submarinos de alta capacidade que já ligam Portugal a outros continentes – o cabo Equiano, também detido pela Google, a conectar Portugal à África do Sul, passando por outros países do continente africano, e o EllaLink, que liga Sines ao Brasil, na América Latina A Google, detida pela Alphabet, tem um novo cabo submarino transatlântico a ligar o sul dos Estados Unidos da América a Sines, na costa vicentina. A informação foi avançada esta terça-feira pela empresa-mãe da Google em comunicado, no qual adianta que a nova ligação, já a funcionar, entre os EUA e Portugal surge perante um forte aumento na procura por computação em nuvem e por serviços de Inteligência Artificial (IA). Batizado "Nuvem", a remeter...