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Edmundo González deve assumir presidência "de imediato", diz Nóbel da Paz, María Corina


© Ole Berg-Rusten / NTB / AFP via Getty Images


 A líder da oposição na Venezuela e Prémio Nobel da Paz, María Corina Machado, defendeu hoje que o antigo candidato opositor Edmundo González Urrutia deverá "assumir de imediato" o mandato presidencial, após os Estados Unidos terem capturado o líder venezuelano, Nicolás Maduro.


"Esta é a hora dos cidadãos. Os que arriscaram tudo pela democracia no 28 de julho [de 2024]. Os que elegemos Edmundo González Urrutia como legítimo Presidente da Venezuela, que deve assumir de imediato o seu mandato constitucional e ser reconhecido como comandante supremo das Forças Armdas nacionais", afirmou María Corina, distinguida com o Nobel da Paz 2025, num comunicado divulgado nas redes sociais.


 

"Hoje estamos preparados para fazer valer o nosso mandato e tomar o poder", disse, numa alusão às eleições presidenciais de 28 de julho de 2024, nas quais Maduro foi reeleito para um terceiro mandato, apesar de a oposição reclamar a vitória de Edmundo González, com base nas atas eleitorais.


A maioria da comunidade internacional, incluindo Portugal e a União Europeia, não reconheceram a reeleição de Maduro.


Na mensagem, a líder opositora afirma que Maduro "enfrenta a partir de hoje a justiça internacional pelos crimes atrozes que cometeu contra os venezuelanos e contra cidadãos de muitas outras nações".


"Perante a sua rejeição em aceitar uma saída negociada, o Governo dos Estados Unidos cumpriu a sua promessa de fazer valer a lei", considerou Corina Machado, referindo-se ao ataque realizado na noite passada pelos Estados Unidos da América (EUA), que retiraram o líder venezuelano do país.


A opositora defendeu que "chegou a hora de a soberania popular e a soberania nacional regerem o país".


"Vamos pôr ordem, libertar os presos políticos, construir um país excecional e trazer os nossos filhos de volta à casa. Lutámos durante anos, entregámos tudo e valeu a pena: o que tinha que acontecer está a acontecer", sustentou.


Corina Machado apelou aos venezuelanos para que permaneçam "vigilantes, ativos e organizados até que se concretize a transição democrática, uma transição que necessita de todos".


Aos venezuelanos que se encontram no país, pediu que "estejam prontos para pôr em marcha" o que "muito em breve" a oposição irá comunicar, enquanto aos cidadãos no exterior pediu que "estejam mobilizados" e se comprometam com "a grande operação de construção da nova Venezuela".


"Seguimos todos em alerta e em contacto", sublinhou, antes de terminar a mensagem afirmando que a "Venezuela será livre".


O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos realizaram hoje "com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela" e disse ter capturado o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a sua mulher.


Trump confirmou o ataque poucas horas depois de terem sido relatadas explosões e sobrevoos de aeronaves militares em Caracas e outras zonas do país e garantiu que Maduro e a sua mulher, Cilia Flores, estão detidos no navio anfíbio USS Iwo Jima e a caminho de Nova Iorque para serem julgados por tráfico de droga.


Edmundo González deve assumir presidência "de imediato", diz María Corina - Notícias ao Minuto


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