Avançar para o conteúdo principal

Refeição de 12 euros num restaurante dá crédito de 1,51 euros. Tudo sobre o novo IVAucher



Uma refeição de 12 euros num restaurante permitirá ao respetivo consumidor acumular um crédito de 1,51 euros por via do IVA e descontá-lo, no trimestre seguinte, numa outra refeição ou numa atividade cultural, segundo a EY.


Os cálculos feitos pela consultora EY à medida do IVAucher incluída na proposta do Orçamento do Estado para 2021 consideram que naquele total 85% do valor pago correspondem a comida (em que a taxa do IVA é de 13%) e 15% a bebidas (a 23%).


Numa compra em regime de take-away’ou para entrega ao domicílio (excluindo bebidas) que também envolva uma despesa de 12 euros, o consumidor acumulará 1,38 euros em IVA, sendo que para tal acontecer terá de associar o seu NIF à fatura.


Já uma despesa de 55 euros ou de 76 euros num restaurante permitirá ao cliente acumular um crédito de IVA de 6,33 euros ou de 8,74 euros, respetivamente, assumindo a mesma repartição de despesas: 85% relativa à refeição e 15 a bebidas. No regime de ‘take-away’ o crédito será, nestas situações, de 6,33 e 8,74 euros, respetivamente.



As simulações da EY surgem na sequência da medida orçamental do Governo que pretende estimular o consumo privado na restauração, alojamento e atividades culturais, três setores fortemente atingidos pela quebra da atividade provocada pela pandemia.


O ‘IVAucher’ permite ao consumidor acumular, durante um trimestre, um valor correspondente a 100% do IVA suportado na aquisição de serviços daqueles setores e ‘descontá-lo’, durante o trimestre seguinte, em compras nos mesmos setores.


O apuramento do valor correspondente ao IVA suportado por cada pessoa nestes consumos será feito pela Autoridade Tributária e Aduaneira, com base nas faturas comunicadas ao Portal das Finanças.


Para ser contemplado, o contribuinte terá de manifestar a sua vontade nesse sentido já que a proposta do OE2021 determina que a adesão “depende do prévio consentimento livre, específico, informado e explícito quanto ao tratamento e comunicação de dados necessários à sua operacionalização”.


Na prática, com esta medida, todo o IVA suportado na restauração (em refeições consumidas no local ou em ‘take-away’), alojamento ou em atividades culturais durante um trimestre, é canalizado para o cartão bancário do contribuinte, podendo este descontá-lo nos consumos que realize nestes setores durante o trimestre seguinte.


Valor não usado reverte para dedução no IRS

Se no final de um trimestre acumular 30 euros em IVA, no seguinte terá este montante para descontar nas compras que for fazendo.


Caso não consiga absorver a totalidade do valor acumulado do IVA, este será revertido para abater ao IRS, através da solução que permite abater a este imposto 15% do IVA suportado em alguns setores, nomeadamente, o do alojamento e restauração.


Esta dedução ao IRS tem um limite máximo de 250 euros por agregado, mas no ‘IVAucher’ não existem limites, segundo precisou à agência Lusa o secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Fiscais.


Ou seja, se alguém conseguir num trimestre acumular um crédito de, por exemplo, 320 euros, poderá descontá-los integralmente nos consumos que realizar no trimestre seguinte.


Comentário do Wilson:

Seria muito mais fácil e barato o governo eliminar o IVA destes sectores durante este tempo mas a medida é de um marketing inteligente pois promove o consumo e a facturação (pedido de factura) ao mesmo tempo. Tiro o chapéu ao governo por esta manobra de marketing, resta saber é quanto é que os parceiros (Unicre?) vão receber para conseguir operacionalizar esta medida pois estes parceiros sim serão os grandes beneficiários. Em princípio é uma medida onde todos ganham (comerciante, parceiros fisco e consumidor(desde que gaste mais)), é uma espécie de "cartão continente" da Sonae mas para apenas alguns sectores.


https://zap.aeiou.pt/ivaucher-refeicao-12-euros-num-restaurante-da-credito-151-euros-353091

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Engenheiro cria guarda-chuva voador que segue o utilizador

A imagem mostra o engenheiro Josh Tse com sua invenção Engenheiro cria guarda-chuva voador que segue o dono pelas ruas com radar tecnológico e muda o conceito de chegar seco em casa Criado por John Tse, o equipamento funciona como um drone adaptado com uma cobertura para proteger a pessoa da chuva A primeira versão da invenção ainda dependia de um controle remoto/Reprodução Um engenheiro canadense criou um guarda-chuva voador capaz de acompanhar o usuário enquanto ele caminha. A invenção mistura a tecnologia dos drones com um objeto tradicional do dia a dia e chama atenção por parecer ter saído de um filme de ficção científica. Criado por John Tse, o equipamento funciona como um drone adaptado com uma cobertura para proteger a pessoa da chuva. O dispositivo permanece no ar acima da cabeça do usuário e acompanha seus movimentos sem que seja necessário segurar o guarda-chuva. Para conseguir realizar essa tarefa, o projeto utiliza hélices, motores elétricos, sensores e uma câmera instalad...

Descoberto 'Mini-Plutão' com atmosfera no Sistema Solar

  Um pequeno mundo de gelo com uma atmosfera, descoberto no Sistema Solar, pode revelar pistas sobre a evolução dos astros em regiões mais frias e distantes. Para já, os cientista chamam-lhe XV93. Anteriormente, os cientistas acreditavam que Plutão era o único corpo celeste no Cinturão de Kuiper a ter atmosfera. Contudo, uma nova investigação revelou um outro pequeno astro com uma atmosfera fina e delicada, possivelmente criada por erupções vulcânicas ou pelo impacto de um cometa. Com apenas cerca de 500 quilómetros de diâmetro, o chamado ‘Mini-Plutão’ pode ser o menor objeto do Sistema Solar rodeado por um véu atmosférico, de acordo com um estudo publicado na revista  Nature Astronomy , na segunda-feira. Um dos autores principais realçou a importância da descoberta: “Isto muda a nossa visão sobre os mundos pequenos”, disse Ko Arimatsu, chefe do Observatório Astronómico de Ishigakijima, citado pela  Sky News . “ A descoberta sugere que alguns pequenos corpos gelados no Si...