Avançar para o conteúdo principal

Colonizar Marte e salvar humanidade

ELON MUSK APRESENTA O SEU PLANO PARA COLONIZAR MARTE

Elon Musk, CEO da SpaceX, revelou esta terça-feira os seus planos para colonizar Marte e organizar expedições “auto-sustentáveis” compostas por centenas de astronautas para o planeta vermelho.

“Estão preparados para morrer? Se não têm problemas, então são candidatos para ir”, afirmou Musk durante a sua participação na Conferência Internacional de Astronáutica, em Guadalajara (México), onde falou da nave que vai fazer essa viagem incrível e dos custos da jornada.

Elon Musk defendeu a ideia de que Marte representa um “polígono” ideal para a transição da humanidade para a vida no espaço, e declarou que a SpaceX pretende tornar-se a força motriz desta transformação.

“No futuro, é provável que a Terra enfrente uma catástrofe e entremos em extinção. A alternativa para isso é a transformação da humanidade numa espécie ‘espacial’”, declarou Musk. “O que importa é criar uma civilização sustentável em Marte o mais rápido possível. É diferente da missão Apollo. É tentar minimizar o risco existencial e ter um tremendo sentido de aventura”, sublinhou

Segundo o empresário, o ser humano não possui muitas opções para habitar outros planetas, já que, por exemplo, o nosso vizinho mais próximo, Vénus, parece mais um “banho de ácido” do que uma deusa da beleza, enquanto que as luas de Júpiter e de Saturno, que em teoria possuem condições para abrigar vida, estão demasiado longe.

Marte, por sua vez, possui muitas vantagens, explica Musk, a começar pelo fato de já ter sido muito semelhante à Terra e ter reservas de água e diversos gases que poderiam converter-se em oceanos e uma atmosfera.

Nas suas palavras, a atual composição da atmosfera do planeta vermelho já possui os dois elementos mais importantes para a criação de uma flora - azoto e dióxido de carbono -, além de ter um dia com duração semelhante ao nosso (24,5 horas).

O milionário da tecnologia tem falado sobre levar os humanos a Marte há muitos anos. A SpaceX planeaa enviar sua cápsula de carga Dragon ao planeta já em 2018. Uma missão tripulada poderá deixar a Terra em 2024 e chegar a Marte no ano seguinte.

Como tudo o que Musk faz, trata-se de um cronograma particularmente agressivo. A NASA afirma ter planos de enviar humanos a Marte só em 2030.

Sistema Interplanetário de Transporte

O “Sistema Interplanetário de Transporte” (Interplanetary Transport System – ITS) é a nave espacial e foguete que serão usados para colonizar Marte.

A descolagem deverá ser feita a partir da plataforma de lançamento 39A no Centro Espacial Kennedy, o famoso local de lançamento de muitas das missões Apollo, incluindo a Apollo 11, com o qual a SpaceX assinou um contrato de 20 anos em 2014.

A nave e os foguetes separam-se em órbita, permitindo que uma parte regresse à Terra. A parte tripulada do sistema deve ser reabastecida e relançada por uma terceira parte que estará à sua espera em órbita, dotando-a de combustível suficiente para chegar até o planeta vermelho.

A nave espacial também terá “asas” de painéis solares que ajudam a fornecer energia suficiente para fazer a viagem, capazes de gerar 200 kW de potência.

A duração média da viagem seria de 115 dias, variando de 80 a 140 dias. Musk espera que esse tempo chegue a apenas 30 dias no futuro.

A nave deverá viajar para Marte a uma velocidade de quase 100 mil quilómetros por hora. Ao entrar atmosfera do planeta, a parte externa vai aquecer a mais de 1.648 graus Celsius. A nave irá então usar propulsão retro supersónica – “muitos lançamentos de foguetes de uma só vez” – para baixar a embarcação até à superfície do planeta.

Civilização em até 100 anos

Musk afirmou que o primeiro projeto da nave comporta cerca de 100 pessoas e carga suficiente para construir colónias autossuficientes no planeta. Eventualmente, a empresa tentaria duplicar o número de passageiros. A cada dois anos, sairia uma nave em direção a Marte.

Quando os lançamentos de passageiros começarem, Musk estima serem necessários 40 a 100 anos para alcançar uma civilização totalmente autossustentável.

A nave seria construída em grande parte de fibra de carbono e alimentada por metano, que podem ser sintetizado utilizando elementos disponíveis em Marte – um aspecto-chave do carácter de autossustentação da colónia.

A longo prazo, Elon Musk acredita que o custo de fazer uma viagem a Marte possa baixar para menos de 200 mil dólares, podendo mesmo chegar a 100 mil dólares.

No entanto, trata-se de um valor muito longe do custo atual, próximo de 10 mil milhões de dólares por pessoa – completamente fora do alcance da maioria das pessoas que poderiam estar dispostas a fazer uma jornada tão ousada.

Terraformação?

A SpaceX planeia reduzir o custo da viagem espacial através da criação de foguetes que possam ser reutilizados.

Hoje em dia, a maioria dos foguetes lança uma nave espacial e, em seguida, é destruído no regresso à Terra, mas Musk quer reutilizar os seus foguetes pelo menos mil vezes.

A meta da empresa para chegar a Marte também requer reabastecimento em órbita para reduzir o custo de lançamento.

No entanto, Musk não foi muito claro sobre como planeia chegar lá, nem como pretende manter os viajantes vivos durante e após a viagem para Marte – ou sequer onde vão viver.

Dito isto, uma animação de Marte a tornar-se um mundo azul e verde exuberante, muito parecido com a Terra, sugere que a terraformação – a alteração das características de um planeta para que este fique semelhante à Terra – faz parte dos seus planos.



Em: http://zap.aeiou.pt/elon-musk-quer-ter-uma-colonia-em-marte-mas-os-pioneiros-tem-que-estar-preparados-para-morrer-131707


Em: http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/ciencia/2016-09-28-Os-planos-de-Elon-Musk-para-levar-humanos-para-Marte


Em: https://www.dinheirovivo.pt/buzz/musk-e-bezos-os-homens-que-querem-por-nos-em-marte/

Comentários

Notícias mais vistas:

Ministério da Justiça vê "com bons olhos" suspensão de prazos de prescrição

 A RTP questionou o gabinete da ministra da Justiça, Rita Júdice, sobre uma eventual alteração à lei perante casos como a Operação Marquês, que tem como principal arguido José Sócrates. O Ministério da Justiça admitiu esta sexta-feira que veria “com bons olhos” uma iniciativa parlamentar sobre a suspensão dos prazos de prescrição, enquanto os processos estão parados. “Relativamente à suspensão dos prazos de prescrição, veríamos com bons olhos uma iniciativa parlamentar nesse sentido, pois permitiria uma discussão mais alargada sobre a matéria. Uma vez que está em curso, no Parlamento, a discussão na especialidade das medidas de eficácia e celeridade processual apresentadas pelo Governo, essa discussão pode revelar-se oportuna”, afirma o gabinete de Rita Júdice em resposta remetida à RTP. O Ministério da Justiça escusou-se a comentar casos concretos, ou estratégias de defesa.O Ministério recorda que já apresentou medidas para combater manobras dilatórias, que neste momento estão em ...

Milhares de drones de cidadãos comuns estão a criar um novo “Google Street View” visto do céu

  Vai nascer um novo “Google Street View” a partir de imagens captadas por milhares de drones. Esta nova abordagem à cartografia digital poderá transformar a forma como vemos o mundo a partir do ar. Em vez de depender de satélites ou de veículos equipados com câmaras, um projeto internacional está a recorrer a milhares de pilotos de drones comuns para criar uma espécie de “Google Street View aéreo”. A ideia é simples, mas ambiciosa: aproveitar a enorme comunidade de utilizadores de drones para recolher imagens detalhadas de cidades e paisagens, criando um mapa global visto do céu. Um “Street View” captado por cidadãos A iniciativa está a ser desenvolvida pela startup canadiana  Spexi , que criou uma rede colaborativa de pilotos de drones. Estes utilizadores utilizam um software específico que define rotas de voo automáticas e permite captar imagens aéreas de alta resolução de determinadas áreas. Reprodutor de vídeo 00:00 00:27 Atualmente,  a rede conta já com mais de 8 mi...

Governo anuncia maior comparticipação na botija de gás e descontos no gasóleo

 O primeiro-ministro Luís Montenegro anunciou, esta quarta-feira no Parlamento, medidas para limitar os efeitos do aumento do preço do petróleo no consumidor. O governo português decidiu criar medidas para travar os aumentos nos combustíveis e no gás causados pela atual crise no Médio Oriente, conforme anunciado esta quarta-feira pelo primeiro-ministro Luís Montenegro no debate quinzenal com os deputados. Assim, a comparticipação do Estado na "botija de gás solidária" passa de 15 a 25 euros. Este é um programa governamental destinado a ajudar os lares com menos recursos a comprar gás engarrafado. O gasóleo profissional passa também a beneficiar de um desconto adicional de 10 cêntimos por litro, até 15 mil litros por veículo. Este desconto aplica-se às empresas de transportes de passageiros e mercadorias. As duas medidas têm, para já, uma duração de três meses e serão aprovadas no Conselho de Ministros desta quinta-feira. Perante o anúncio, o líder do Chega, André Ventura, int...