Avançar para o conteúdo principal

Contribuintes vão pagar durante número "ilimitado" de anos subida das portagens



 A UTAO considerou hoje que os contribuintes e automobilistas irão pagar ao longo de um número "ilimitado" de anos a decisão do governo de impedir a repercussão integral da inflação nas portagens de 2023.


A UTAO considerou hoje que os contribuintes e automobilistas irão pagar ao longo de um número "ilimitado" de anos a decisão do governo de impedir a repercussão integral da inflação nas portagens de 2023.


Num relatório sobre a evolução das Parcerias Público-Privadas (PPP), hoje entregue no parlamento, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental defende que a decisão determinou um encargo futuro para os contribuintes.


"A decisão política de não permitir a repercussão integral da inflação nas tarifas de 2023 será paga pelos contribuintes e pelos automobilistas ao longo de um número ilimitado de anos", pode ler-se no relatório.


Em causa está o montante pago pelo Estado às concessionárias para compensar a atualização em 4,9%, abaixo da taxa máxima prevista por lei.


Segundo a UTAO, "para os anos seguintes, haverá uma partilha de custos do efeito de base entre contribuintes e automobilistas", já que "a partir de 2024 (inclusive) e por um número indefinido de anos, o montante do apoio suportado pelo Estado será reduzido no montante de uma atualização suplementar das tarifas e taxas de portagem a suportar pelos utilizadores".


O relatório aponta que a subida, a somar à atualização regular, pode ocorrer "sempre que o aumento tarifário proposto pelos parceiros privados de acordo com o contrato seja inferior a 2%, a atualização tarifária suplementar corresponderá a essa diferença" e/ou "por decisão discricionária dos concedentes públicos, comunicada aos respetivos parceiros privados".


Os técnicos consideram ainda que "o apoio às concessionárias não se fica por aqui", uma vez que "os parceiros privados terão direito, nas primeiras quatro mudanças tarifárias após a de 2023, a acrescentar o aumento de 0,1 pontos percentuais à atualização anual regular".


Para a UTAO, "embora diminutos em termos de variação relativa de um ano para o seguinte, [os efeitos] serão permanentes, assim impactando a base dos acréscimos tarifários para todos os anos seguintes".


Assinala ainda que sendo desconhecida "a variação na receita cobrada aos utilizadores com os preços atualizados por estas vias", a Inspeção-Geral de Finanças está responsável por "auditar oportunamente as eventuais alterações no equilíbrio económico-financeiro dos contratos de concessão por forma a que, posteriormente, se proceda ao acerto de contas entre o concedente público e as concessionárias".


Contribuintes vão pagar durante número "ilimitado" de anos subida das portagens (dinheirovivo.pt)


Comentários

Notícias mais vistas:

Arrendamento. Senhorio pode dar preferência a inquilino português?

  Segundo a DECO PROteste, o "direito à habitação está consagrado na Constituição Portuguesa" e a "lei do arrendamento define que nenhum inquilino pode ser discriminado no acesso ao arrendamento" por este motivo. N ão,  um senhorio não pode dar preferência a inquilino português , porque o direito à habitação está consagrado na Constituição, esclarece a  DECO PROteste .    " Não. O direito à habitação está consagrado na Constituição Portuguesa. A lei do arrendamento define que nenhum inquilino pode ser discriminado no acesso ao arrendamento por motivos de sexo, ascendência ou origem étnica, língua, território de origem, nacionalidade, religião, crença, convicções políticas ou ideológicas, género, orientação sexual, idade ou deficiência ", adianta a organização de defesa do consumidor.  Mais: "Os  anúncios de imóveis para arrendamento não podem conter qualquer restrição, especificação ou preferência baseada em categorias discriminatórias ".  Arrend...

Há um remédio antigo que pode proteger os cérebros da doença de Alzheimer

 Numa nova e importante descoberta, que já dura há quase uma década, investigadores da Harvard Medical School dizem ter encontrado uma chave que pode desvendar muitos dos mistérios da doença de Alzheimer e do envelhecimento do cérebro - o humilde metal lítio. O lítio é mais conhecido pela medicina como um estabilizador de humor administrado a pessoas com perturbação bipolar e depressão. Foi aprovado pelo regulador norte-americano, a Food and Drug Administration, em 1970, mas foi utilizado pelos médicos para tratar perturbações do humor quase um século antes. Agora, pela primeira vez, os investigadores demonstraram que o lítio está naturalmente presente no organismo em pequenas quantidades e que as células necessitam dele para funcionar normalmente - tal como a vitamina C ou o ferro. Parece também desempenhar um papel fundamental na manutenção da saúde do cérebro. Numa série de experiências publicadas recentemente na revista Nature, os investigadores das universidades norte-american...

O erro de usar dois monitores que pode fazer mais mal do que bem

 Nos últimos anos, tornou-se quase moda ver setups com dois monitores tanto em escritórios modernos como em secretárias de gamers e freelancers. A promessa parece irresistível: mais espaço para trabalhar, mais produtividade e menos tempo perdido a alternar entre janelas. Mas e se eu te dissesse que usar dois monitores pode estar a sabotar a tua concentração, a tua postura e até a tua saúde sem te dares conta? Sim, aquilo que muitos consideram um upgrade pode, na verdade, ser um erro silencioso que faz mais mal do que bem. O mito da produtividade com dois monitores É verdade que alguns estudos mostram ganhos de produtividade quando se utilizam dois monitores. A lógica é simples: um ecrã para a tarefa principal e outro para referências, e-mails ou comunicações. Parece perfeito… até olhares mais de perto para a realidade. Com dois monitores, também ganhas: Mais distrações: quantas vezes abres o segundo ecrã “só para espreitar” o e-mail, as redes sociais ou o chat? A tentação está semp...