Avançar para o conteúdo principal

5 dicas para quem trabalha a recibos verdes


As mulheres empreendedoras da comunidade 'Mulheres à Obra' partilham dicas úteis que pode colocar em prática no seu negócio. Nádia Blanco, gestora e contabilista na Escrita Funcional, partilha cinco dicas para quem trabalha a recibos verdes.

5 dicas para quem trabalha a recibos verdes

Num momento em que muito se fala de empreendedorismo e/ou de se fazer aquilo que se gosta, os chamados recibos verdes tomam cada vez mais expressão no meio empresarial.

Há quem queira implementar a sua ideia de negócio. Há quem procure fazer o que gosta, conciliando com o trabalho por conta de outrem. Independentemente do motivo que leva à existência de trabalhadores independentes, é importante deixar-lhes dicas que possam facilitar o seu futuro como empresários.

Conhecer o melhor enquadramento fiscal para evitar surpresas e dissabores futuros é fundamental. É por isso que, quando me perguntam o porquê de me dedicar a estes empresários, eu respondo: ”Há muita informação mas cada caso é um caso. Não se pode ir pela análise genérica, é fundamental que cada um saiba bem onde se está a meter!”

Assim, deixo aqui cinco dicas que devem ter em conta quando trabalham a recibos verdes:

1. TENHAM ATENÇÃO AOS PORMENORES QUANDO INICIAM ATIVIDADE

Se é hoje que vão dar o primeiro passo, há duas coisas que devem ter em mente antes de se dirigirem a uma repartição de finanças ou ao site da Autoridade Tributária: a faturação estimada e o que querem fazer/vender.

Quando referirem o vosso volume de negócios estimado, esse montante servirá de base para o enquadramento em sede de “IVA” e de “IRS”:

- até € 10.000/ano permite a isenção de IVA;

- até € 200.000/ano permite o enquadramento no regime simplificado

Nota: Os limites previstos são proporcionais no ano civil, ou seja, se não iniciarem a atividade em janeiro, o limite é calculado da seguinte forma - {[montante limite/12 meses]*meses em que irão exercer atividade}

Para que possam vender os vossos produtos/serviços, deverão ter em mente quais os códigos de atividade que vos são aplicáveis - CAE’s ou CIRS.

2. SAIBAM QUE PODEM OPTAR PELA CONTABILIDADE ORGANIZADA

Regra geral, para evitar obrigações fiscais e o investimento num contabilista, os trabalhadores independentes optam pelo Regime Simplificado onde, sobre o rendimento bruto, é aplicada uma taxa fixa que determina o rendimento sujeito a IRS.

Por opção, é possível ser trabalhador independente e possuir Contabilidade Organizada. Neste regime, o rendimento sujeito a IRS resulta da diferença entre a faturação e os gastos da atividade.

Nota: A Contabilidade Organizada é favorável quando as taxas do Regime Simplificado não espelham a verdadeira percentagem de gastos no negócio. Esta opção é feita no momento do início de atividade e pode ser alterada nos anos seguintes, mas apenas entre janeiro e março.

3. NÃO DEIXEM QUE O “IVA” IMPEÇA O CRESCIMENTO DO VOSSO NEGÓCIO

Quando falo com os meus clientes é recorrente ouvir que não querem faturar mais de € 10.000 porque depois têm de se preocupar com o IVA e com as Retenções na Fonte de IRS.

Neste tema eu apenas coloco a seguinte questão: “Trabalham por €830.00/mês e daqui ainda pagam as vossas despesas e os impostos. Sobra alguma coisa?”

Notificações
Os temas mais inspiradores e atuais estão nas notificações do SAPO Lifestyle.
Subscrever

O IVA não é nosso! Se definirem o vosso preço tendo esta parcela em consideração, não é necessário fugir dos clientes para ficar abaixo dos € 10.000.

Não sejam vocês próprios a limitar o vosso crescimento. Considerem o IVA quando estão a começar.

4. EMITIR FATURAS NO SOFTWARE DE FATURAÇÃO É POSSÍVEL

Ter aquela fatura com um ar profissional e com o logo da marca é possível, mesmo sem ter uma empresa.

Não precisam de ficar “reféns” dos recibos eletrónicos emitidos no portal das finanças. Basta adquirirem uma licença associada ao vosso número de contribuinte e começar a faturar (até existem softwares gratuitos).

Lembrete: Neste caso, não optando pelos recibos eletrónicos do portal das finanças, precisam de comunicar mensalmente a faturação, através do ficheiro SAFT.

5. HÁ UM MOMENTO EM QUE, FISCALMENTE, VOS É MAIS BENÉFICO ABRIR A PRÓPRIA EMPRESA

Começam por iniciar atividade, numa determinada altura, o IRS e a Segurança Social começam a apresentar valores elevados. Depois procuram maior segurança em termos de proteção social.

Este é o momento em que devem fazer contas pois, quando o vosso rendimento começa a ganhar proporção, os impostos podem ser mais baixos se tiverem a vossa própria empresa.

Este passo procura uma maior eficiência fiscal. Abrir uma empresa não é um “bicho de sete cabeças” e pode ser muito benéfico para o negócio.

Leia também: 5 erros que podem impedir um negócio vencedor

https://lifestyle.sapo.pt/vida-e-carreira/dinheiro-e-carreira/artigos/5-dicas-para-quem-trabalha-a-recibos-verdes

.

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Foi lançado o AMALIA, o primeiro LLM português

 O Técnico Innovation Center recebeu, no dia 1 de julho, a apresentação oficial do AMALIA, o primeiro Modelo de Linguagem de Grande Escala português. No projeto, os professores do DEI André Martins e Alberto Abad coordenaram duas equipas de investigação responsáveis pelo desenvolvimento do modelo. A equipa coordenada por André Martins foi responsável pela coordenação e desenvolvimento do modelo central do AMALIA, que permite gerar respostas textuais precisas e contextualizadas. A equipa coordenada por Alberto Abad foi responsável pela integração multimodal da linguagem falada, permitindo ao modelo não só interpretar texto, mas também receber e processar instruções faladas. Desenvolvido por um consórcio nacional de instituições académicas e de investigação, o AMALIA foi concebido para compreender e gerar conteúdos em português europeu. O modelo representa um marco no reforço da investigação e da autonomia tecnológica em Inteligência Artificial em Portugal. Foi lançado o AMALIA, o pr...

Dez países europeus criam “escudo” antimíssil — e dão à Ucrânia um papel decisivo na defesa do continente

 Coligação Antimísseis Balísticos é apresentada pelos países fundadores como uma iniciativa “puramente defensiva”, destinada a responder ao aumento das ameaças e a reforçar a capacidade europeia para detetar, intercetar e neutralizar ataques Dez países europeus, entre os quais Espanha, França, Alemanha e Reino Unido, anunciaram a criação de uma coligação destinada a desenvolver uma arquitetura integrada de defesa contra mísseis balísticos, aproveitando a experiência adquirida pela Ucrânia desde o início da invasão russa. Segundo o ’20 Minutos’, a Coligação Antimísseis Balísticos é apresentada pelos países fundadores como uma iniciativa “puramente defensiva”, destinada a responder ao aumento das ameaças e a reforçar a capacidade europeia para detetar, intercetar e neutralizar ataques. A aliança reúne Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Noruega, Espanha, Suécia, Ucrânia e Reino Unido. A futura estrutura deverá complementar os sistemas já utilizados pelos vários países...