Avançar para o conteúdo principal

Veículos elétricos vão representar 9% da procura da eletricidade global

Atendendo à massificação dos veículos elétricos nos próximos anos, é também previsível que exista um impacto forte em termos de produção elétrica. De acordo com um estudo da Bloomberg, os elétricos irão exigir cerca de 9% da energia elétrica produzida a nível mundial no ano de 2050.

A tecnologia elétrica associada aos veículos têm vindo a ganhar tração no mercado, sustentando-se numa cada vez maior variedade de automóveis e no desenvolvimento de soluções cada vez mais avançadas, sobretudo ao nível das baterias elétricas, que irão permitir ganhos consideráveis na autonomia com custos cada vez menores.

Contudo, se hoje o valor da procura de energia elétrica associado aos veículos elétricos é de apenas 0,2%, no ano de 2050 esse valor irá rondar os 9%, segundo o relatório Bloomberg New Energy Finance. Contudo, assinala a Bloomberg, este é um valor padrão, uma vez que nalguns casos o valor ‘exigido’ pelos elétricos será ainda maior, como é o caso da Alemanha, onde se espera um valor na ordem dos 24%.

Recorde-se que os veículos elétricos estão a ser apontados como fundamentais para a redução das emissões poluentes derivadas dos transportes, havendo muitas marcas automóveis que duplicaram os seus esforços nesta área nos últimos tempos. A ajudar a adoção mais rápida dos veículos elétricos estão factos como a massificação da tecnologia, aumento das redes de carregamento e amplificação da autonomia, não sendo também de desvalorizar o facto de muitas cidades mundiais começam a tentar fechar-se aos veículos com motores de combustão interna.

“Os preços desceram muito mais depressa do que esperávamos. Preços mais baixos das baterias irão desbloquear mais veículos elétricos”, referiu Salim Morsy, analista da Bloomberg New Energy Finance.

Ao mesmo tempo, segundo o gráfico revelado pela Bloomberg, a procura global de energia elétrica também irá crescer até 2050 para um valor em redor dos 40 mil Terawatt/hora, praticamente duplicando face ao valor atual, que é de pouco mais de 20 mil TWh.

https://www.motor24.pt/motores/veiculos-eletricos-vao-representar-9-da-procura-da-eletricidade-global/

Comentários

Notícias mais vistas:

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Os professores

 As últimas semanas têm sido agitadas nas escolas do ensino público, fruto das diversas greves desencadeadas por uma percentagem bastante elevada da classe de docentes. Várias têm sido as causas da contestação, nomeadamente o congelamento do tempo de serviço, o sistema de quotas para progressão na carreira e a baixa remuneração, mas há uma que é particularmente grave e sintomática da descredibilização do ensino pelo qual o Estado é o primeiro responsável, e que tem a ver com a gradual falta de autoridade dos professores. A minha geração cresceu a ter no professor uma referência, respeitando-o e temendo-o, consciente de que os nossos deslizes, tanto ao nível do estudo como do comportamento, teriam consequências bem gravosas na nossa progressão nos anos escolares. Hoje, os alunos, numa maioria demasiado considerável, não evidenciam qualquer tipo de respeito e deferência pelo seu professor e não acatam a sua autoridade, enfrentando-o sem nenhum receio. Esta realidade é uma das princip...

Largo dos 78.500€

  Políticamente Incorrecto O melhor amigo serve para estas coisas, ter uns trocos no meio dos livros para pagar o café e o pastel de nata na pastelaria da esquina a outros amigos 🎉 Joaquim Moreira É historicamente possível verificar que no seio do PS acontecem repetidas coincidências! Jose Carvalho Isto ... é só o que está á vista ... o resto bem Maior que está escondido só eles sabem. Vergonha de Des/governantes que temos no nosso País !!! Ana Paula E fica tudo em águas de bacalhau (20+) Facebook