Avançar para o conteúdo principal

5 coisas bem menos perigosas mas que, ao contrário das armas, são proibidas na América

O massacre de domingo em Las Vegas, que deixou um total de 59 mortos, atiçou o debate sobre o acesso às armas nos Estados Unidos, com as inevitáveis comparações entre a facilidade de comprar legalmente uma arma no país e algumas proibições surpreendentes


OVOS KINDER SUPRESA

Se por cá estão em qualquer super ou até mini-mercado, nos EUA são proibidos. Os ovos Kinder Supresa, um ovo de chocolate com brinde no interior, foram interditos pela Food and Drug Administration (FDA), o organismo responsável pela segurança alimentar e dos medicamentos nos Estados Unidos, com o argumento de que a surpresa no interior representa perigo de sufocação.

HAGGIS

Russell Cheyne/ Reuters
A iguaria tradicional escocesa (vísceras de carneiro picadas e ligadas com aveia e vários temperos, cozinhadas no bucho do animal) é proibida nos EUA desde 1971. E de nada valeram, até agora, os apelos dos cidadãos de origem escocesa, dizendo que não ter haggis nas suas festas tradicionais é o equivalente a não ter peru no Dia de Ação de Graças.

LIVROS PUBLICADOS ANTES DE 1985

Na origem da proibição da venda de livros impressos antes de 1985 está o receio de que a tinta usada contenha chumbo, um metal que tinha então as mais variadas aplicações mas que agora se sabe poder ter sérias consequências na saúde, incluindo danos cerebrais. Em casos mais graves, pode mesmo conduzir à morte.

APANHAR ÁGUA DA CHUVA

No estado norte-americano do Colorado, é ilegal recolher água da chuva, ao abrigo de uma lei com mais de um século sobre a "colheita" de água. As autoridades consideram que uma vez que a água da chuva se infiltra no solo e abastece reservatórios substerrâneos e rios (cujo uso é rigorosamente controlado) impedir esse percurso é roubo.

ABSINTO (VERDADEIRO)

É possível comprar absinto nos EUA, mas não o "verdadeiro", feito a partir da planta que lhe dá o nome e que tem na sua composição pequenas quantidades de um composto químico, potencial causador de espasmos musculares e convulsões. Assim, a bebida à venda nos Estados Unidos com a designação "absinto" também é verde mas... não é absinto, na verdade.

http://visao.sapo.pt/actualidade/mundo/2017-10-03-5-coisas-bem-menos-perigosas-mas-que-ao-contrario-das-armas-sao-proibidas-na-America?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2017-10-04

Comentários

Notícias mais vistas:

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...

Defender a escola pública

 1. Escrevo sobre o conflito que envolve os professores preocupada, em primeiro lugar, com o efeito que este está a ter na degradação da escola pública, na imagem e na confiança dos pais no sistema educativo, nos danos que estão a ser causados a milhares de alunos cujas famílias não têm condições para lhes proporcionar explicações ou frequência de colégios privados. Parece-me importante que, nas negociações entre Governo e sindicatos, esta dimensão do problema seja equacionada. Escrevo, em segundo lugar, porque espero poder dar um contributo para a compreensão e boa resolução do conflito, apesar de todo o ruído e falta de capacidade para ouvir. 2. Nos anos pré-pandemia, eram muitos os sinais das dificuldades das escolas em prestar um serviço de qualidade. A existência de milhares de alunos sem professor, em várias disciplinas e em vários pontos do país, gerou um clamor sobre a falta de docentes e a fraca atratividade da carreira. Porém, o problema da falta de professores nas escola...