Avançar para o conteúdo principal

Governo despede 20 mil funcionários públicos e cria TSU para reformados.

Governo avança com novo imposto sobre reformados

Executivo propõe ainda 1,5 salários a funcionários públicos. Passos Coelho anuncia hoje às 20h novos cortes. Conheça as restantes medidas

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, vai anunciar esta sexta-feira, às 20h00, uma série de medidas que terão de contribuir para o corte estrutural da despesa na ordem dos 4,7 mil milhões de euros até 2017. Os cortes vão incidir, sobretudo, nas pensões de reforma e na Administração Pública.

De acordo com a imprensa económica, o Executivo prepara-se para avançar com uma nova taxa (imposto) a aplicar aos reformados e cortes mais acentuados nas reformas dos novos pensionistas.

O Governo quer ainda uma maior convergência com o privado nas regras de cálculo das reformas dos funcionários públicos, e prepara-se para anunciar uma semana de trabalho de 40 horas na função pública, sem esquecer uma revisão das tabelas salariais e suplementos.

A mobilidade especial também deverá ficar limitada a 18 meses, enquanto do lado das rescisões amigáveis, quem tem até 50 anos receberá 1,5 remunerações por cada ano de trabalho.

Nova taxa (espécie de TSU) para pensionistas

Segundo o «Diário Económico» (DE), o Executivo quer obrigar os reformados a pagarem uma nova «contribuição de sustentabilidade» sobre as pensões pagas pela Caixa Geral de Aposentações (CGA) e Segurança social, «com garantia de salvaguarda das pensões mais baixas».

O «Jornal de Negócios» escreve que quem já está reformado da CGA e da Segurança Social terá de «suportar» uma nova contribuição no futuro. Em cima da mesa está, assim, «uma espécie de taxa social única» sobre os pensionistas, que surge numa lógica de reforço da sustentabilidade financeira do sistema e de repartição dos custos entre gerações.

Mais: quem obter a reforma já partir de janeiro de 2014 poderá assistir a um corte na pensão superior ao que estava projetado ou terá de trabalhar mais tempo, devido ao «fator de sustentabilidade» que o Governo vai passar calcular de maneira diferente.

A idade de reforma poderá, por isso, passar para 66 anos (contra os 65,5 anos atuais).

Rescisões amigáveis para quem tem menos de 59 anos

O Governo deverá ainda propor aos funcionários públicos - com idade inferior a 50 anos - uma proposta de rescisão que passa por receberem uma indemnização de 1,5 meses de remuneração base e suplementos salariais de carácter permanente (por cada ano de serviço).

Assim, poderão vir aí três escalões de negociação no processo de rescisões amigáveis, escreve o DE: «o primeiro, para os funcionários públicos até 50 anos, o segundo para trabalhadores entre os 50 e os 54 anos, aos quais serão oferecidos 1,25 meses de remuneração base e suplementos permanentes por cada ano de serviço e, finalmente, para os funcionários do Estado com idade compreendida entre os 55 e os 59 anos, que receberão uma proposta de um mês de remuneração base e suplementos salariais, também por cada ano de trabalho», adianta a mesma fonte.

Mobilidade especial: limite nos 18 meses

O processo de rescisões amigáveis terá efeitos a partir de 1 de janeiro do próximo ano e terá em conta cerca de 20 mil funcionários.

A mobilidade especial será também limitada a 18 meses seguidos ou interpolados, com um salário decrescente à medida que o tempo avança.

Horário de trabalho na F. Pública passa a 40 horas

Já em novembro do ano passado, Passos tinha dito que queria ver a Função Pública a trabalhar 40 horas semanais, como o privado. Agora a medida avança e já este ano, pelo que permitirá poupanças em horas extra e contratações.


Em: http://www.tvi24.iol.pt/503/iol-push---alerta/passos-passos-coelho-medidas-cortes-cortes-na-despesa/1445799-6211.html

Nota do Wilson: Para além destes 20 mil funcionários públicos que serão despedidos com indemnização generosa (com dinheiro da Troika), fala-se que haverá mais 50 mil sem direito a qualquer indemnização, na maioria professores.

Comentários

Notícias mais vistas:

"Afastados da realidade": ataques da Ucrânia estão a esgotar a paciência até àqueles que sempre estiveram ao lado de Putin

Coluna de fumo na refinaria de petróleo de Moscovo da Gazprom Neft - Anadolu  Mais de quatro anos depois do início da invasão em larga escala da Ucrânia, a estratégia de Vladimir Putin de manter a guerra afastada do quotidiano da população começa a revelar os seus limites. Pela primeira vez em vários anos de guerra, até algumas das vozes mais nacionalistas e pró-guerra da Rússia começam a admitir que aquilo que os russos veem "com os próprios olhos" já não coincide com a narrativa oficial de que "está tudo bem" A guerra que Vladimir Putin tentou manter à distância dos russos está a chegar cada vez mais ao interior do país e a tornar-se impossível de esconder. A conclusão é do mais recente relatório do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), que considera que a intensificação dos ataques ucranianos em profundidade está a expor "as fraquezas da Rússia e a incapacidade de defender a sua população", ao mesmo tempo que coloca o Kremlin perante um dilema: como ...

Drones russos atingem dois navios civis no mar Negro

Drones russos atingiram dois navios civis com bandeira estrangeira no mar Negro na noite de quinta-feira, segundo as autoridades ucranianas. De acordo com Oleksii Kuleba, vice-primeiro-ministro ucraniano responsável pela Reconstrução, os drones atingiram um navio com bandeira de São Cristóvão e Neves e outro com bandeira panamiana, causando um morto e cinco feridos. Um dos marinheiros feridos está em estado crítico, adiantou Kuleba. "É mais uma prova de que a Rússia trava uma guerra contra a liberdade de navegação, o comércio internacional e a segurança alimentar global", escreveu. O governador da região ucraniana de Odessa, Oleh Kiper, afirmou que os navios já retomaram a marcha. Os ataques ocorreram numa vaga de ofensivas russas durante a noite em várias zonas da Ucrânia. Kiper acrescentou que ataques no sul da região de Odessa provocaram um incêndio num parque de camiões, que matou uma pessoa e feriu outras quatro. Pelo menos quatro pessoas ficaram ainda feridas noutro ata...

Depois dos elétricos Europa quer tarifas para híbridos plug-in feitos na China

BYD Seal U DM-i, frente © BYD  Para travar a expansão dos chineses em solo europeu Bruxelas prepara-se para recorrer a um mecanismo que conhece bem: as tarifas. Depois de ter aplicado tarifas adicionais aos veículos elétricos fabricados na China em 2024, a União Europeia (UE) prepara mais uma medida protecionista. Desta vez, o alvo são os híbridos plug-in produzidos no país asiático, de acordo com o reportado pelo jornal Handelsblatt. Com os automóveis elétricos produzidos na China sujeitos a tarifas adicionais que podem chegar aos 35,3%, sobre os 10% regulares, as marcas chinesas redirecionaram parte da sua oferta para os híbridos plug-in que estão a salvo destas penalizações. Os números refletem essa aposta: a quota de mercado na Europa dos híbridos plug-in produzidos na China saltou de 18% para 30% face a abril de 2025, com as vendas a crescerem 236% no mesmo período. O exemplo mais evidente é o BYD Seal U DM-i, que foi o híbrido plug-in mais vendido na Europa no ano passado e m...