Avançar para o conteúdo principal

Governo chega a acordo com mais uma PPP e poupa 81 milhões

Concessionária da Transmontana vai ainda pagar 17 milhões à Estradas de Portugal, o que dá um benefício total de 98 milhões para o Estado

Marão passa para a Estradas de Portugal

A comissão que está a negociar os contratos das

Parcerias Público Privadas (PPP) chegou a acordo a concessionária da auto-estrada Transmontana, anunciou hoje o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro.

De acordo com este responsável, esta negociação traduzir-se-á num benefício para o Estado de 98 milhões de euros, dos quais 81 milhões de euros se referem a uma poupança nos pagamentos que tinham de fazer à concessionária e os restantes 17 milhões dizem respeito uma receita adicional para a Estradas de Portugal, conseguida através de uma poupança nos custos com a construção da obra.

O acordo tem ainda de ser homologado e enviado para aprovação por parte dos bancos e do Tribunal Constitucional (TC),

Este é o primeiro acordo a que o Governo chega nas PPP das subconcessões de auto-estradas, salientou Sérgio Monteiro, estando a faltar mais seis contratos, nomeadamente a Douro Interior, Pinhal Interior, Litoral Oeste, Baixo Tejo, Baixo Alentejo e Algarve Litoral.

Fica ainda a faltar o Túnel do Marão que, segundo apurou o Dinheiro Vivo, deixará de ser uma concessão pela qual o Estado tem de fazer um pagamento, como nas outras PPP. Passará, assim, a estar integrada na concessão geral da Estradas de Portugal, sendo que o Estado assumirá o contrato de financiamento associado à concessão e que vale 400 milhões de euros.

Destes 400 milhões de euros já foram usados cerca de 49 milhões na obra, sendo que o Estado ficará com o restante para usar no que entender. É que o objetivo é que as obras do Túnel do Marão seja concluídas com recurso a fundos comunitários na ordem dos 160 milhões de euros.

O acordo da Transmontana junta-se às negociações já fechadas com oito concessões e que vão permitir poupanças de 259 milhões de euros já este ano. O objetivo é no entanto chegar aos 300 milhões de euros - que aliás estarão incluídos no Orçamento Rectificativo aprovado hoje - e para isso falta o Governo chegar a acordo com uma concessionária, a Euroscut, o que deverá acontecer em junho.

O Dinheiro Vivo sabe que o acordo com esta Scut era para ter sido fechado ainda maio, mas que tal não foi possível e que, se não se chegar a um consenso, o Governo não descarta a possibilidade de tomar uma decisão unilateral, não nos pagamentos que tem de fazer à concessionária e que são a sua taxa de rentabilidade, mas sim em pagamentos referentes à manutenção de estradas, por exemplo.


Em: http://www.dinheirovivo.pt/Empresas/Artigo/CIECO163274.html?page=0

Comentários

Notícias mais vistas:

"Afastados da realidade": ataques da Ucrânia estão a esgotar a paciência até àqueles que sempre estiveram ao lado de Putin

Coluna de fumo na refinaria de petróleo de Moscovo da Gazprom Neft - Anadolu  Mais de quatro anos depois do início da invasão em larga escala da Ucrânia, a estratégia de Vladimir Putin de manter a guerra afastada do quotidiano da população começa a revelar os seus limites. Pela primeira vez em vários anos de guerra, até algumas das vozes mais nacionalistas e pró-guerra da Rússia começam a admitir que aquilo que os russos veem "com os próprios olhos" já não coincide com a narrativa oficial de que "está tudo bem" A guerra que Vladimir Putin tentou manter à distância dos russos está a chegar cada vez mais ao interior do país e a tornar-se impossível de esconder. A conclusão é do mais recente relatório do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), que considera que a intensificação dos ataques ucranianos em profundidade está a expor "as fraquezas da Rússia e a incapacidade de defender a sua população", ao mesmo tempo que coloca o Kremlin perante um dilema: como ...

Drones russos atingem dois navios civis no mar Negro

Drones russos atingiram dois navios civis com bandeira estrangeira no mar Negro na noite de quinta-feira, segundo as autoridades ucranianas. De acordo com Oleksii Kuleba, vice-primeiro-ministro ucraniano responsável pela Reconstrução, os drones atingiram um navio com bandeira de São Cristóvão e Neves e outro com bandeira panamiana, causando um morto e cinco feridos. Um dos marinheiros feridos está em estado crítico, adiantou Kuleba. "É mais uma prova de que a Rússia trava uma guerra contra a liberdade de navegação, o comércio internacional e a segurança alimentar global", escreveu. O governador da região ucraniana de Odessa, Oleh Kiper, afirmou que os navios já retomaram a marcha. Os ataques ocorreram numa vaga de ofensivas russas durante a noite em várias zonas da Ucrânia. Kiper acrescentou que ataques no sul da região de Odessa provocaram um incêndio num parque de camiões, que matou uma pessoa e feriu outras quatro. Pelo menos quatro pessoas ficaram ainda feridas noutro ata...

Depois dos elétricos Europa quer tarifas para híbridos plug-in feitos na China

BYD Seal U DM-i, frente © BYD  Para travar a expansão dos chineses em solo europeu Bruxelas prepara-se para recorrer a um mecanismo que conhece bem: as tarifas. Depois de ter aplicado tarifas adicionais aos veículos elétricos fabricados na China em 2024, a União Europeia (UE) prepara mais uma medida protecionista. Desta vez, o alvo são os híbridos plug-in produzidos no país asiático, de acordo com o reportado pelo jornal Handelsblatt. Com os automóveis elétricos produzidos na China sujeitos a tarifas adicionais que podem chegar aos 35,3%, sobre os 10% regulares, as marcas chinesas redirecionaram parte da sua oferta para os híbridos plug-in que estão a salvo destas penalizações. Os números refletem essa aposta: a quota de mercado na Europa dos híbridos plug-in produzidos na China saltou de 18% para 30% face a abril de 2025, com as vendas a crescerem 236% no mesmo período. O exemplo mais evidente é o BYD Seal U DM-i, que foi o híbrido plug-in mais vendido na Europa no ano passado e m...