Avançar para o conteúdo principal

Silva Lopes: «Acho muito bem» o corte nas pensões

Ex-ministro considera que «não há outro remédio»

O antigo ministro das Finanças, José Silva Lopes, defende o corte nas pensões para reduzir a despesa do Estado. É que a geração mais nova está a ser «asfixiada» pelos mais velhos.

«A geração grisalha não pode estar a asfixiar a geração nova da maneira como tem feito até aqui. Não pode ser. Eu sou pensionista, sou da geração grisalha, quem me dera a mim que não toquem nas reformas, mas tocam, vão tocar e eu acho muito bem. Não há outro remédio», defendeu, citado pela Rádio Renascença.

O ex-ministro das Finanças considera ainda que a Constituição e a interpretação que o Tribunal Constitucional faz da lei podem contribuir para o agravamento da crise em Portugal.

«Sou a favor da contribuição de solidariedade social, sou a favor desta taxa que o Governo agora promete e que, se calhar, também vai ser declarada inconstitucional. E digo uma coisa: se nós temos a Constituição e a interpretação do Tribunal Constitucional impedir estas coisas, isto rebenta tudo», disse à margem de um debate sobre o Orçamento do Estado e a Constituição, em Lisboa.


Em: http://www.tvi24.iol.pt/economia---troika/silva-lopes-pensoes-reformados/1449817-6375.html

Comentários

Notícias mais vistas:

Rendas congeladas “desesperam” proprietários e inquilinos apontam despejos como medida “oportunista”

Foto: Rodolfo Alexandre Reis  Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são “minúsculas” e que mesmo em relação ao despejos “falta muito por esclarecer”. Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que “a parte mais fraca ainda fica mais fraca”. Concordam em discordar. É desta forma que os proprietários e inquilinos olham para o conjunto de medidas apresentadas pelo Governo sobre o novo regime do arrendamento urbano (NRAU). No lado da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP), o presidente Luís Menezes Leitão, lamenta que o congelamento das rendas antigas a 1990, um dos principais cavalos de batalha da ALP se mantenha praticamente inalterado. “As alterações são minúsculas e só têm significado relativamente a inquilinos que ganhem acima de cinco salários mínimos mensais e mesmo assim estabelece a fi...

Construção da maior central solar em Portugal encravada há mais de dois anos na justiça, apesar de aprovada

Santa Luzia in northeastern Brazil.  EPA/SEBASTIAO MOREIRA  Desde 2024 que a autorização ambiental dada à central solar Fernando Pessoa foi suspensa por decisão do juiz e após impugnação do Ministério Público. Agência do Ambiente recorreu, mas não há decisão. A maior central solar aprovada para Portugal, com mais de mil megawatts (MW) de potência, está parada há mais de dois anos, na sequência de processos judiciais colocados contra a aprovação emitida pelas autoridades ambientais. A atribulada história do projeto, que foi batizado com o nome do poeta Fernando Pessoa, mostra que o licenciamento ambiental — por intervenção da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ou do ICNF (Instituto da Conservação da Natureza de Florestas) — nem sempre é o maior obstáculo à execução dos projetos de energias renováveis. A central solar fotovoltaica Fernando Pessoa está prevista para o concelho de Santiago do Cacém e obteve uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em jane...

Multimilionário francês compra 16% da Vodafone e torna-se o maior acionista

Xavier NielEPA/CHRISTOPHE PETIT TESSON  As ações da Vodafone disparam 12,88% depois de o multimilionário francês Xavier Niel se tornar o maior acionista da operadora britânica. O multimilionário francês Xavier Niel tornou-se o maior acionista da Vodafone ao adquirir uma participação de 16% por 4,4 mil milhões de libras (5,16 mil milhões de euros), avança o The Guardian. As ações da operadora britânica disparam 12,88%. A participação foi adquirida ao grupo de telecomunicações dos Emirados Árabes Unidos e&, que anunciou a venda da totalidade da sua posição na Vodafone por 112,5 libras por ação. A empresa tinha entrado no capital da operadora em 2022, com um investimento de 3,3 mil milhões de libras. Fundador do grupo francês Iliad, que opera em França sob a marca Free, Xavier Niel adquiriu a participação através da Vega, a sociedade de investimento da família. Niel, que em 2022 vendeu a participação de 2,5% que detinha na Vodafone através da Atlas Investissement, afirmou que a op...