Avançar para o conteúdo principal

Governo contrata Banco Mundial e OCDE para o ajudar na reforma do Estado e desburocratização

Estado quer ter selo de qualidade do banco nas reformas para as empresas. OCDE também vai entrar na reforma do Estado

Governo pediu ajuda ao Banco Mundial para melhorar condições de negócios

Álvaro quer reformas no licenciamento

O Banco Mundial, que em janeiro abandonou o debate sobre a reforma do Estado, voltou a ser convidado pelo governo para trabalhar em Portugal.

O objetivo é melhorar as condições de negócios para as empresas - onde o banco é especialista e publica o relatório Doing Business - depois de o ministro Álvaro Santos Pereira ter apontado como objetivo para Portugal ficar no top 5 deste ranking, na área de novos licenciamentos. “Penso que Portugal começa a sê-lo e será, certamente, um destino muito competitivo [para o investimento estrangeiro] quando acabarmos com as reformas dos licenciamentos e do combate à burocracia”, garantia Santos Pereira há duas semanas, em entrevista ao DN.

Em abril, o ministro assumiu também que ainda faltam dois pontos no pacote de competitividade - “uma guerra à burocracia e uma descida realista do IRC -, acrescentando que o próximo passo são novas reformas, ainda este semestre, na área do licenciamento.

Apesar do pedido de ajuda, a avaliação do Banco Mundial, sabe o Dinheiro Vivo, é positiva e esta ajuda prende-se mais com a necessidade de dar credibilidade externa às reformas que estão a ser implementadas. “Para os investidores na Alemanha ou fora da Europa é importante saber que o Banco Mundial pôs um selo de qualidade nas medidas”, garante fonte próxima do processo.


Reação a FMI assustou

A reação, em janeiro, ao relatório Rethinking the State, assinado pelo FMI, acabou por desmobilizar o Banco Mundial, que tinha incluído um elemento na equipa. O relatório - que ainda hoje serve de base a propostas como a subida da idade de reforma para os 66 anos e a aplicação do fator de sustentabilidade - foi recebido com críticas, em parte motivadas por erros de análise identificados no trabalho do FMI.

Um dos autores do relatório, Carlos Mulas Granados, foi acusado de assinar relatórios com um pseudónimo e depois demitido da presidência da Fundação Ideias, ligada ao PSOE.Esta semana, Passos Coelho confirmou que a OCDE também vai contribuir com propostas para a reforma do Estado. O primeiro-ministro tem, inclusivamente, encontro marcado em Paris com Angel Gurria, secretário-geral da instituição, terça-feira. A OCDE deverá apresentar propostas nas áreas da produtividade, qualificações, criação de emprego e incentivos ao crescimento.


Em: http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO156579.html?page=0

Comentários

Notícias mais vistas:

Diarreia legislativa

© DR  As mais de 150 alterações ao Código do Trabalho, no âmbito da Agenda para o Trabalho Digno, foram aprovadas esta sexta-feira pelo Parlamento, em votação final. O texto global apenas contou com os votos favoráveis da maioria absoluta socialista. PCP, BE e IL votaram contra, PSD, Chega, Livre e PAN abstiveram-se. Esta diarréia legislativa não só "passaram ao lado da concertação Social", como também "terão um profundo impacto negativo na competitividade das empresas nacionais, caso venham a ser implementadas Patrões vão falar com Marcelo para travar Agenda para o Trabalho Digno (dinheirovivo.pt)

Largo dos 78.500€

  Políticamente Incorrecto O melhor amigo serve para estas coisas, ter uns trocos no meio dos livros para pagar o café e o pastel de nata na pastelaria da esquina a outros amigos 🎉 Joaquim Moreira É historicamente possível verificar que no seio do PS acontecem repetidas coincidências! Jose Carvalho Isto ... é só o que está á vista ... o resto bem Maior que está escondido só eles sabem. Vergonha de Des/governantes que temos no nosso País !!! Ana Paula E fica tudo em águas de bacalhau (20+) Facebook

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...