Avançar para o conteúdo principal

Consumidores podem escapar a 2 mil milhões de euros do défice tarifário

Electricidade: queixa por custos excessivos chega a Bruxelas

Consumidores podem escapar a 2 mil milhões de euros do défice tarifário

A polémica em torno dos custos da electricidade vai chegar à Comissão Europeia.

Um deputado do CDS, vários empresários e até ex-governantes apresentaram em Bruxelas uma queixa contra o Estado português. Entre os subscritores há reconhecidos defensores da energia nuclear, que entendem que a factura e os impostos pagos pelos portugueses sobre a electricidade são demasiado elevados.

A queixa que entrou na Comissão Europeia contra as rendas excessivas dos produtores eléctricos pode livrar os consumidores de 2 mil milhões de euros de défice tarifário acumulado.

«Se a Comissão nos der razão começa a haver a possibilidade de a nossa factura começar a reduzir-se porque entra em funcionamento finalmente o verdadeiro mercado competitivo em Portugal», afirma o ex-secretário de Estado da energia, Pedro Sampaio Nunes.

A queixa é subscrita, entre outros, por Ribeiro e Castro, deputado do CDS, Alexandre Patrício Gouveia, administrador do El Corte Inglés que foi conselheiro do primeiro-ministro Pinto Balsemão, Cardoso e Cunha, ex-comissário europeu da energia, e Sampaio Nunes, ex-secretário de Estado. Os dois últimos têm particular conhecimento de causa, porque foram autores da legislação comunitária que todos consideram estar a ser violada em Portugal.

«Eu fui autor com o engenheiro Cardoso e Cunha das directivas que fizeram a liberalização do sector», acrescenta Sampaio Nunes.

As directivas não o previam, mas a Comissão Europeia aceitou que os Estados membros pudessem compensar as empresas por prejuízos resultantes da liberalização do mercado, pela exploração de centrais elétricas não competitivas. Mas essas rendas, cobradas aos consumidores nas facturas de eletricidade, deviam acabar em 2006. No caso português, passaram a ser aplicadas em 2007.

Para além disso, as rendas tinham sempre de ser justificadas como compensação de prejuízos. Em Portugal, aconteceu o contrário. Os subscritores invocam os lucros de mil milhões de euros anuais da EDP para denunciar a ilegalidade.

«Os signatários estranham que a apresentação de resultados gerados em Portugal de muitas centenas de milhões de euros da principal beneficiária deste regime seja compatível com a necessidade de compensação de custos ociosos», acrescenta.

Contactada pela TVI, a EDP não comenta, com o argumento de que a queixa é contra o Estado Português e não contra a empresa.

O seu presidente, António Mexia, tem negado a existências de rendas excessivas e argumentado que 60% dos lucros da EDP resultam de investimentos no estrangeiro.

Em: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/eletricidade-queixa-bruxelas-custos-excessivos-rendas-excessivas/1382060-1730.html

Comentários

Notícias mais vistas:

"Decadência é tão grande que chega a ser difícil esconder". Agora Putin tem mesmo de jogar mas "todas as opções são más"

 De baixas catastróficas na frente de combate a um descontentamento popular impossível de abafar, a máquina de guerra da Rússia está a mostrar sinais de que não está nas melhores condições. Especialistas e até os mais fervorosos propagandistas do regime admitem que o presidente russo está sem opções Os sinais de insatisfação começam a multiplicar-se em Moscovo. Quando uma influencer com 13 milhões de seguidores fez um vídeo a falar da frustração popular, os alarmes começaram a soar no Kremlin. E o pior é que esta jovem não está sozinha. Para dezenas de milhões de russos a guerra deixou de ser um evento televisivo e passou a ser uma realidade diária. Os apagões de internet impostos pelo regime estão mesmo a acontecer, a inflação tornou-se impossível de mascarar e os ataques de drones ucranianos de longo alcance desfizeram o mito da supremacia militar russa. Algo está a mudar na Rússia de Putin e os especialistas alertam que esta espiral de desgaste pode colocar em causa a própria so...

NVIDIA vai lançar o seu primeiro processador, e vai ser… Grave!

  A Nvidia vai lançar o seu primeiro processador para PC e a promessa é esmagar tudo na Computex! – O mercado dos computadores portáteis e de secretária prepara-se para sofrer um abalo sísmico já na próxima segunda-feira. Ou seja, depois de anos a fio a dominar por completo o mundo das placas gráficas e dos servidores de Inteligência Artificial, e de agora também ser a peça mais crítica no mundo da IA, a NVIDIA aliou-se à Microsoft e à Arm para anunciar aquilo que chamam de uma “nova era do PC”. Ainda nada está confirmado, mas através de publicações enigmáticas nas redes sociais que apontam diretamente para as coordenadas da feira Computex 2026, em Taiwan, é óbvio que vamos ver um anúncio em grande. Agora resta perceber se é algo para rivalizar com a AMD e Intel em tudo e mais alguma coisa, ou se vai se ruma “coisa” mais ao estilo da Apple e Qualcomm. O monstro N1X com gráficos Blackwell ao nível de uma RTX 5070? Portanto, esta jogada da Nvidia não é propriamente uma surpresa total...

Microsoft apresenta o novo Surface Laptop Ultra com processador Nvidia Spark

  A Microsoft revelou o Surface Laptop Ultra, um portátil com o novo chip NVIDIA RTX Spark baseado em ARM, até 128 GB de memória unificada e um ecrã mini-LED de 15 polegadas. Imagem - Microsoft A Microsoft aproveitou a Computex 2026 para apresentar o seu mais recente e poderoso computador portátil. O novo Surface Laptop Ultra, desenvolvido em parceria com a Nvidia, integra a plataforma RTX Spark baseada na arquitectura ARM. Segundo o site Windows Latest, este equipamento surge como uma resposta directa aos modelos de topo da concorrência, redefinindo o que é possível fazer num formato portátil. Um ecrã brilhante e conectividade completa O novo computador destaca-se pelo ecrã táctil PixelSense Ultra de 15 polegadas, que utiliza tecnologia mini-LED. Este painel oferece uma resolução de 2880 por 1920 píxeis e atinge um pico de brilho HDR de 2000 nits, o que o torna no ecrã mais brilhante alguma vez incluído num dispositivo Surface. A acompanhar a qualidade visual, a Microsoft integrou...