Avançar para o conteúdo principal

Grafeno foi transformado em material supercondutor de eletricidade

Uma equipa de cientistas britânicos conseguiu transformar num material supercondutor de correntes elétricas o grafeno, variante do carbono utilizada na informática e telecomunicações e reconhecido pela sua extrema dureza.

Combinando o grafeno com uma substância composta pelos elementos químicos cério e praseodímio (PCCO), conseguiram obter a passagem de corrente elétrica sem resistência, o que poderá habilitar o novo material a ser usado em computadores quânticos de alta velocidade.

Num estudo publicado na Nature Communications, os responsáveis pela experiência descrevem que a propriedade supercondutora foi ativada apenas quando os dois elementos se combinaram. A investigação sugere que o PCCO “desperta” certas propriedades intrínsecas do grafeno, que atua efetivamente como um supercondutor.

Até agora, tinham sido registadas propriedades similares à supercondução unindo o grafeno com outros metais, uma técnica que, no entanto, não demonstrava que o próprio material estivesse a transmitir eletricidade sem resistência.

“Já tinha sido provado que, sob as condições adequadas, o grafeno podia alcançar uma transição para a supercondução”, afirmou Jason Robinson, investigador do Centro para o Grafeno de Cambridge, e co-autor do estudo.

“Colocar o grafeno sobre um metal pode alterar dramaticamente as suas propriedades e fazer com que se comporte de um modo inesperado”, destacou.

O grafeno é formado por uma única camada de átomos e destaca-se pela dureza, transparência e flexibilidade, justificando o investimento de 500 milhões de dólares que a Comissão Europeia destinou à sua investigação até 2023.

http://zap.aeiou.pt/grafeno-transformado-material-supercondutor-eletricidade-146248

Comentários

Notícias mais vistas:

Constância e Caima

  Fomos visitar Luís Vaz de Camões a Constância, ver a foz do Zêzere, e descobrimos que do outro lado do arvoredo estava escondida a Caima, Indústria de Celulose. https://www.youtube.com/watch?v=w4L07iwnI0M&list=PL7htBtEOa_bqy09z5TK-EW_D447F0qH1L&index=16

Supercarregadores portugueses surpreendem mercado com 600 kW e mais tecnologia

 Uma jovem empresa portuguesa surpreendeu o mercado mundial de carregadores rápidos para veículos eléctricos. De uma assentada, oferece potência nunca vista, até 600 kW, e tecnologias inovadoras. O nome i-charging pode não dizer nada a muita gente, mas no mundo dos carregadores rápidos para veículos eléctricos, esta jovem empresa portuguesa é a nova referência do sector. Nasceu somente em 2019, mas isso não a impede de já ter lançado no mercado em Março uma gama completa de sistemas de recarga para veículos eléctricos em corrente alterna (AC), de baixa potência, e de ter apresentado agora uma família de carregadores em corrente contínua (DC) para carga rápida com as potências mais elevadas do mercado. Há cerca de 20 fabricantes na Europa de carregadores rápidos, pelo que a estratégia para nos impormos passou por oferecermos um produto disruptivo e que se diferenciasse dos restantes, não pelo preço, mas pelo conteúdo”, explicou ao Observador Pedro Moreira da Silva, CEO da i-charging...

Armazenamento holográfico

 Esta técnica de armazenamento de alta capacidade pode ser uma das respostas para a crescente produção de dados a nível mundial Quando pensa em hologramas provavelmente associa o conceito a uma forma futurista de comunicação e que irá permitir uma maior proximidade entre pessoas através da internet. Mas o conceito de holograma (que na prática é uma técnica de registo de padrões de interferência de luz) permite que seja explorado noutros segmentos, como o do armazenamento de dados de alta capacidade. A ideia de criar unidades de armazenamento holográficas não é nova – o conceito surgiu na década de 1960 –, mas está a ganhar nova vida graças aos avanços tecnológicos feitos em áreas como os sensores de imagem, lasers e algoritmos de Inteligência Artificial. Como se guardam dados num holograma? Primeiro, a informação que queremos preservar é codificada numa imagem 2D. Depois, é emitido um raio laser que é passado por um divisor, que cria um feixe de referência (no seu estado original) ...