Há mais emprego, mas trabalha-se mais horas e os salários ficam aquém: o retrato do mercado de trabalho português
No Dia do Trabalhador, os números ajudam a pintar o retrato do mercado de trabalho nacional. Se, por um lado, há mais portugueses a trabalhar – dados que colocam Portugal acima da média europeia - por outro, as condições de trabalho ficam aquém, com o país entre os que trabalham mais, mas recebem menos. No retrato traçado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, com base nos dados Pordata, para assinalar o Dia do Trabalhador, Portugal aparece acima da média europeia em vários indicadores, mas continua a carregar problemas do passado. Entre eles, os baixos salários, a longa jornada de trabalho e a precariedade que continua a pesar, sobretudo, entre os mais jovens. Mais de cinco milhões dos cerca de 208 milhões de trabalhadores da União Europeia estão em Portugal. O país apresenta uma taxa de emprego de 79,6%, acima da média europeia de 76,1%, e ocupa a 12.ª posição entre os 27 Estados-Membros, num ranking liderado por Malta, Países Baixos e Chéquia. No fim da tabela estão Itália,...