Avançar para o conteúdo principal

Incentivo à compra de veículos elétricos está de volta (e até quem já comprou este ano pode receber apoio)



Para ter direito ao apoio, é preciso que o veículo comprado seja novo e que haja o abate de um veículo velho (com mais de dez anos) a combustível fóssil. Os apoios podem ir até aos 4 mil euros para as pessoas singulares. E quem já comprou, neste ano de 2025, pode também candidatar-se.


 O Governo vai voltar a dar incentivos para a compra de veículos com emissão reduzidas. Podem ser desde bicicletas a automóveis elétricos, havendo também apoios para a compra dos carregadores de baterias. E, desta vez, há uma novidade: a medida terá retroativos a 1 de janeiro de 2025, pelo que quem já comprou um veículo durante este ano ainda pode receber apoio.


Os apoios são apenas aplicados a veículos novos, não podendo ser atribuídos a quem compra bicicletas ou carros elétricos em segunda-mão. No caso da compra de ligeiros de passageiros 100% elétricos, continua a ser preciso também que se faça o abate de um automóvel a combustível fóssil com mais de 10 anos.


O aviso foi publicado esta segunda-feira no site do Fundo Ambiental e tem uma dotação global de 17,6 milhões de euros. As candidaturas arrancam a 29 de dezembro de 2025 e estarão abertas até dia 12 de fevereiro de 2026 – mas podem encerrar mais cedo, se a dotação disponível esgotar, entretanto, pelo que é importante fazer a candidatura cedo.


O incentivo poderá ser atribuído “a veículos de emissões reduzidas já adquiridos, desde que tenham sido comprados novos a partir de 1 de janeiro de 2025”.


Até quanto podem custar e qual o valor do apoio?

Para quem quiser comprar ligeiros de passageiros 100% elétricos, eles não podem custar mais de 38,5 mil euros (ou 55 mil euros para veículos com mais de cinco lugares). O apoio atribuído será de até 4 mil euros para pessoas singulares e até 5 mil euros para Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), Autoridades de Transportes e Autarquias Locais.


Já quem para quem quer comprar bicicletas de carga, o incentivo será de 50% do valor de compra, até ao máximo de 1.500 euros para as elétricas ou de mil euros para as restantes.


Quanto às bicicletas elétricas e convencionais, o incentivo é também de 50% do valor, mas só até ao máximo de 750 euros para as elétricas e 500 euros para as outras.


No que toca a motociclos elétricos e similares, haverá um incentivo de 50% do valor de compra, até ao máximo de 1.500 euros.


Haverá ainda apoio para a compra de carregadores para os veículos elétricos: um incentivo de 80% do valor de aquisição do carregador, até 800 euros (ao qual pode acrescer 80% do valor da instalação elétrica - até 1.000 euros por lugar de estacionamento).


Depois de a candidatura ser aprovada, há um prazo de 90 dias para comprar o veículo e enviar toda a documentação exigida.


Houve apoios que nunca chegaram a ser utilizados

Na primeira fase deste programa, lançada a 31 de março, a dotação esgotou rapidamente. No entanto, muitos dos incentivos aprovados nunca chegaram a ser utilizados. Terão sobrado mais de 9 milhões de euros.


A medida insere-se no pacote Mobilidade Verde, que vida promover a descarbonização do setor dos transportes, promover a eletrificação da frota automóvel e incentivar uma mobilidade mais sustentável.


Incentivo à compra de veículos elétricos está de volta (e até quem já comprou este ano pode receber apoio) - SIC Notícias


Comentários

Notícias mais vistas:

"Denúncia caluniosa" transformou sete semanas de sonho na vida de um empresário em vários anos de pesadelo

 João abriu uma empresa em Portugal no final de 2019 ligada à compra e venda de bitcoins. Cumpriu todas as regras, mas viu as contas bancárias bloqueadas. Suspeitas de burla e branqueamento deram origem a um processo que só foi arquivado em 2024. O Ministério Público admitiu no despacho final que houve “denúncia caluniosa” e que a empresa tinha procedimentos de segurança além dos exigidos por lei. O que é certo é que a empresa fechou por culpa de uma justiça lenta. A pessoa “é condenada antes de qualquer conclusão”, lamentou à CNN Portugal o empresário Nasceu no Brasil, mas reside na Alemanha há mais de uma década. João (nome fictício) sempre se sentiu atraído pelo mundo do trading e pelas novas tecnologias. Decidiu abrir uma empresa de compra e venda de criptomoedas em Portugal, mas o sonho transformou-se num pesadelo. A empresa apenas funcionou sete semanas, mas esteve quatro anos perdido entre a Polícia Judiciária (PJ) e o Ministério Público (MP). Os montantes elevados de alguma...

Calçada portuguesa mata mais em Lisboa: Carlos Moedas muda de passeios "progressivamente"

 Tese de doutoramento no ISCTE mostra que quedas no passeio estão na origem de muitas mortes por pneumonia Ricardo Antunes, sociólogo e doutorado em Sociologia, investigou as causas remotas de 1935 óbitos hospitalares: 944 em Lisboa e 991 em Beja. “Surpreendentemente, percebi que na capital há mais mortes por pneumonia”, relata à CNN Portugal. Essa constatação deixou-o surpreendido. “Como é que a região mais rica do país, com os hospitais mais diferenciados, os melhores técnicos e a melhor tecnologia de saúde, ainda tem tantos casos fatais de uma infeção respiratória como a pneumonia?”, questionou-se o sociólogo. Ao reconstruir a história clínica dos falecidos, encontrou um padrão. “As informações nos registos de saúde mostram, claramente, que um número significativo dessas vítimas tinha, na sua história recente, um episódio de queda na via pública”, relata o enfermeiro, que se doutorou em Sociologia no ISCTE, Instituto Universitário de Lisboa. Um dos capítulos da sua tese, sobre d...

Preços dos táxis vão mudar. Custo com bagagens e animais de estimação acaba

 O preço base de todas as viagens vai diminuir de 3,25 para 2 euros e o valor por hora e por quilómetro estarão indexados ao salário mínimo e à inflação. Taxímetros mudam obrigatoriamente até agosto. Taxistas estão insatisfeitos com novo regulamento do setor, com a ANTUP a defender que traz "enorme incerteza económica". O preço de uma viagem de táxi vai mudar. Será aplicada uma nova fórmula de cálculo, sendo apenas cobrado o suplemento de chamada — e caindo por terra outros custos extra, como o de transporte de bagagem. As novas medidas a aplicar, citadas pelo jornal Público, constam do novo regulamento elaborado pela Autoridade da Mobilidade e Transportes (AMT) e que esteve em consulta pública. Foi publicado em Diário da República no início deste mês de junho e entrará em vigor em meados de agosto. Inicialmente estava previsto que o novo regulamento fosse adotado já a partir desta sexta-feira, mas numa nota de ofício de uma reunião entre associações do setor e a AMT, à qual ...