Avançar para o conteúdo principal

Em recuo histórico, Europa desiste de tornar carro elétrico obrigatório em dez anos

 

Mudança de rota nas regras da indústria alemã visa proteger empregos e competitividade contra a China, abrindo espaço para combustíveis sintéticos

Desktop rebond renault 5 Douai jpg
Com as vendas de elétricos estagnadas e abaixo das projeções em 2024 e 2025, o pragmatismo venceu (Foto: Renault | Divulgação)

A União Europeia prepara uma guinada histórica em sua política automotiva — até então a mais rígida em termos de poluição do mundo. Informações obtidas pelo jornal alemão Bild e corroboradas por declarações de lideranças políticas indicam que a Comissão Europeia desistiu de banir a venda obrigatória de carros elétricos a partir de 2035.

A medida representa uma vitória significativa para a ala conservadora da indústria automobilística. A mudança de rota, articulada nos bastidores de Bruxelas, substitui a dogmática meta de 100% de redução de emissões por um teto de 90%. Na prática, essa “margem de manobra” de 10% garante a sobrevida do motor de combustão interna, desde que operado sob novos parâmetros de eficiência.

O fim do monopólio do carro elétrico

A revisão da lei altera fundamentalmente o mercado. Ao abandonar a exigência de emissão zero no escapamento, a UE fortalece o princípio da “neutralidade tecnológica”. Isso significa que as montadoras não serão mais obrigadas a apostar todas as suas fichas apenas em veículos a bateria (BEVs).


Em recuo histórico, Europa desiste de tornar carro elétrico obrigatório em dez anos


Comentários

Notícias mais vistas:

Ucrânia acusa Hungria de fazer sete funcionários de banco ucraniano reféns em Budapeste

 Kiev acusa as autoridades húngaras de terem raptado sete funcionários do Oschadbank da Ucrânia, e terem apreendido uma grande quantidade de dinheiro e ouro. Uma nova escalada numa amarga disputa diplomática entre Orbán e Zelenskyy. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia acusou na quinta-feira a Hungria de fazer sete funcionários de um banco ucraniano reféns em Budapeste, num momento de elevada tensão entre os dois países. "Em Budapeste, as autoridades húngaras fizeram sete cidadãos ucranianos reféns. Os motivos permanecem desconhecidos, assim como o seu estado de saúde atual", escreveu Andriy Sybiga. Segundo o chefe da diplomacia ucraniana, os detidos são "funcionários do banco estatal Oschadbank que operavam dois veículos do banco em trânsito entre a Áustria e a Ucrânia, transportando dinheiro". "Trata-se de terrorismo e de extorsão patrocinada pelo Estado" perpetrada pela Hungria, denunciou o ministro, afirmando já ter enviado uma nota oficial ...

Filhos de Donald Trump investem em startup de drones que quer usar tecnologia ucraniana

  Foto: Instagram @powerus_ Os filhos do presidente dos Estados Unidos,  Donald Trump , estão apoiando um novo fabricante de drones chamado Powerus, uma startup que pretende integrar tecnologia desenvolvida na Ucrânia em seus sistemas. A informação foi divulgada pelo  The Wall Street Journal . A empresa, fundada em 2025 em  West Palm Beach , na Flórida, planeja abrir capital na Nasdaq em breve. O movimento deve ocorrer por meio de uma fusão com a holding Aureus Greenway, que possui vários campos de golfe no estado da Flórida. Entre os acionistas da  Aureus Greenway  estão o fundo de investimentos da família Trump, American Ventures, a empresa Unusual Machines — onde Donald Trump Jr. atua como acionista e membro do conselho consultivo — e o banco de investimentos Dominari Securities, também ligado à família Trump. Foto: Instagram @powerus_ Segundo Andrew Fox, CEO da Powerus, a estratégia de fusão reflete a aposta em um setor com forte crescimento global. “O ...

Office  EU é a alternativa europeia às suítes de produtividade norte‑americanas

 Plataforma europeia Office EU reúne e‑mail, documentos, calendário e videoconferência sob o RGPD, oferecendo uma alternativa às soluções dos EUA. Uma plataforma digital europeia está a posicionar-se como alternativa às grandes suítes de produtividade controladas por empresas norte-americanas. Chama-se Office  EU e reúne num só espaço todas as ferramentas básicas de escritório – desde edição de texto e folhas de cálculo até correio eletrónico, armazenamento de ficheiros e videoconferência. A sua principal diferença? É integralmente europeia, tanto na propriedade como na infraestrutura técnica, e cumpre as regras de proteção de dados da União Europeia. O OfficeEU visa oferecer a empresas, organizações e cidadãos uma solução de trabalho em nuvem sem recurso a servidores ou legislação de fora da Europa. O utilizador pode criar e partilhar documentos, gerir agendas e realizar chamadas de vídeo num ambiente regulado pelo RGPD, mantendo o controlo sobre os próprios dados. Entre as aplica...