Avançar para o conteúdo principal

Drones: proposta de lei do Governo caiu



O diploma proposto pelo Ministério da Administração Interna foi alvo de severas críticas de vários partidos e da Autoridade Nacional Aviação Civil (ANAC)

A proposta de lei que o Governo apresentou em janeiro com o o objetivo de criar novas regras para as operações com drones acabou por não seguir em frente na maratona parlamentar desta sexta-feira, que pretende fechar os diferentes diplomas que permaneciam em aberto na legislatura que agora finda.

De acordo com o Público, nenhum dos deputados apresentou propostas para alterar o diploma que vinha sendo trabalhado na Comissão Parlamentar de Economia. Tendo em conta que o diploma já havia sido alvo de ataques cerrados de vários quadrantes políticos e da própria Autoridade Nacional de Aviação Civil, esse mesmo diploma não deverá seguir em frente e tomar força de lei.

A proposta de lei do governo foi redigida pelo Ministério da Administração Interna com o propósito de criar um enquadramento que permita às autoridades de segurança atuar em caso de deteção de irregularidades.

O regulamento proposto pela Administração Interna pretendia proibir o uso de drones com mais de 250 gramas por parte de menores de 16 anos de idade. As interdições previstas pelo Governo também deveriam ser aplicadas aos voos a menos de 100 metros de distância de edifícios de órgãos de soberania, infraestruturas críticas, aeroportos, instalações militares, policiais, cadeias, centros educativos, instalações diplomáticas e locais de acesso temporariamente interdito. A proposta do Ministério da Administração Interna previa coimas de 300 a 3500 euros para quem violar as regras.

Este regulamento deveria juntar-se ao que já é aplicado desde 2017 pela ANAC. No regulamento da ANAC, é proibido o voo de drones sobre «concentrações de pessoas ao ar livre, nas áreas de proteção operacional específicas dos aeroportos e aeródromos e sobre instalações onde se encontrem sedeados órgãos de soberania, embaixadas e representações consulares, instalações militares, instalações das forças e serviços de segurança, locais onde decorram missões policiais ou de proteção civil, estabelecimentos prisionais e centros educativos da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais».

Os drones mais pequenos, que tenham a classificação de «brinquedos», estão proibidos de superar os 30 metros de altitude. Os drones maiores não poderão superar os 120 metros de altitude sem as devidas autorizações da ANAC. Posteriormente foi ainda aprovada legislação que obriga os operadores a contratarem seguros para pilotar drones com mais de 900 gramas.

http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/mercados/2019-07-19-Drones-proposta-de-lei-do-Governo-caiu

Comentários

  1. Aleluia! o Governo que já foi mais papista que o papa em 2017 queria agora agravar ainda mais a situação matando por completo o divertimento que é voar. Felizmente o bom senso ganhou e o governo ficou derrotado.
    Agora é aguardar pelas leis europeias aprovadas este mês que serão mais brandas do que as actuais leis radicais de Portugal e França.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Notícias mais vistas:

Diarreia legislativa

© DR  As mais de 150 alterações ao Código do Trabalho, no âmbito da Agenda para o Trabalho Digno, foram aprovadas esta sexta-feira pelo Parlamento, em votação final. O texto global apenas contou com os votos favoráveis da maioria absoluta socialista. PCP, BE e IL votaram contra, PSD, Chega, Livre e PAN abstiveram-se. Esta diarréia legislativa não só "passaram ao lado da concertação Social", como também "terão um profundo impacto negativo na competitividade das empresas nacionais, caso venham a ser implementadas Patrões vão falar com Marcelo para travar Agenda para o Trabalho Digno (dinheirovivo.pt)

Largo dos 78.500€

  Políticamente Incorrecto O melhor amigo serve para estas coisas, ter uns trocos no meio dos livros para pagar o café e o pastel de nata na pastelaria da esquina a outros amigos 🎉 Joaquim Moreira É historicamente possível verificar que no seio do PS acontecem repetidas coincidências! Jose Carvalho Isto ... é só o que está á vista ... o resto bem Maior que está escondido só eles sabem. Vergonha de Des/governantes que temos no nosso País !!! Ana Paula E fica tudo em águas de bacalhau (20+) Facebook

TAP: quo vadis?

 É um erro estratégico abismal decidir subvencionar uma vez mais a TAP e afirmar que essa é a única solução para garantir a conectividade e o emprego na aviação, hotelaria e turismo no país. É mentira! Nos últimos 20 anos assistiu-se à falência de inúmeras companhias aéreas. 11 de Setembro, SARS, preço do petróleo, crise financeira, guerras e concorrência das companhias de baixo custo, entre tantos outros fatores externos, serviram de pano de fundo para algo que faz parte das vicissitudes de qualquer empresa: má gestão e falta de liquidez para enfrentar a mudança. Concentremo-nos em três casos europeus recentes de companhias ditas “de bandeira” que fecharam as portas e no que, de facto, aconteceu. Poucos meses após a falência da Swissair, em 2001, constatou-se um fenómeno curioso: um número elevado de salões de beleza (manicure, pedicure, cabeleireiros) abriram igualmente falência. A razão é simples, mas só mais tarde seria compreendida: muitos desses salões sustentavam-se das assi...